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Ciranda, Djanira. |
Cissa é assim.
Saindo da feira, aquela andança toda, partiam pra casa. O almoço no quintal de casa, regado a muito guaraná, rendia histórias até o fim da tarde. Fulano que morreu, sicrano que viajou, beltrano que se casou. Mas o melhor era ouvir os podres que o titio contava. Não só do irmão, mas de qualquer um. De qualquer um, menos do velho, claro. Ele não era doido de fazer isso.
E ela ria de tudo, mesmo sem entender. Não era o causo, não eram as desculpas, era o jeito do tio, embaralhando meia dúzia de palavras com gargalhadas. Titio conta de novo, pedia. E o resto do domingo passava sentada, como todo mundo, ouvindo os protestos de cada um e a risada inconfundível do tio. Era conversa no quintal até os mosquitos começarem a judiar as pernas.
Domingo era assim.
Tudo é mais divertido.
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