sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Por entre quatro paredes

Família, Tarsila do Amaral.

SANIDADE
-Querida, por favor, largue isso! Eu não vou te machucar. Ninguém vai te levar pro hospício, fique calma! Eu só acho que você precisa de tratamento...
Suas palavras tocaram o coração dela. Pena que ela tocou o coração dele com uma faca.

INGENUIDADE
Acorda e vem olhar a lua. Olha aquele queijo boiando no espaço. Quando se é pequeno pode-se ouvir isso e acreditar piamente que os homens tenham escondido esse queijo gigante dos ratos fora da Terra. Crianças...

VERACIDADE
Há pessoas que tem uma história pra contar. Marilza tinha muitas. Aquela vez em que salvou o marido de ser atacado por um catitu, por exemplo. E teve um dia em que foi arrastada para o fundo do rio por um boto. Todas verdídicas, assegurava o filho ao repórter.

CONFIANÇA
Quem desconfia, esconde. Raimundo desconfiava. Foi preciso ter morrido para acharem aquela moringa cheia de dinheiro deixada numa tábua solta de seu quarto. Hoje quem esconde é Lorena, para ira dos filhos.

CREDIBILIDADE
Não acredito em bruxas ou mesmo em fadas. Mas acredito em fantasmas. Eles são um tanto confusos, mas dá para se acreditar nas suas histórias. O finado primo Eleutério, por exemplo, é a diversão da família.

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