Astrid Cabral
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Foto: A Crítica. |
O domingo veste
santidade e repouso
ranço de missas
e sinos roucos.
Pausa obrigatória
somos espichados
comida requentada.
Freiada no atropelo
de seguidas feiras.
Momentos de passeios
e programas de fuga:
salva-vidas pairando
sobre águas em fúria.
Hora de encarar o oco
e cuspir no abismo.
(De déu em déu, Astrid Cabral, 1998).
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