<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666</id><updated>2012-02-15T19:36:25.910-08:00</updated><category term='Historiografia'/><category term='Questão Indígena'/><category term='Amazonas'/><category term='Gênero'/><category term='Vale do Paraíba'/><category term='Cinema'/><category term='Literatura'/><category term='Brasil'/><category term='Crônicas'/><category term='Cultura Afro-Brasileira'/><category term='América Latina'/><category term='Comportamento'/><category term='Educação'/><category term='Poesia'/><category term='Política'/><category term='Conhecimento'/><category term='Mundo Virtual'/><category term='África'/><category term='Cidade'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Ensaios'/><category term='Manaus'/><category term='Mito'/><category term='Mundo'/><category term='Cultura'/><category term='História'/><category term='Microcontos'/><category term='Religião'/><category term='Imprensa'/><category term='Cabaré de mme. Clio'/><category term='Arte'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Ética'/><category term='Taubaté'/><category term='Filosofia'/><category term='Amigos'/><category term='Oriente'/><category term='Humor'/><category term='Resenhas'/><category term='Cotidiano'/><category term='Blog'/><category term='Universidade'/><category term='Indústria'/><title type='text'>Bar Brikolagen</title><subtitle type='html'>O recanto mais pé-sujo da blogosfera!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>382</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4966863509449886109</id><published>2012-02-14T21:16:00.001-08:00</published><updated>2012-02-15T19:36:25.923-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cabaré de mme. Clio'/><title type='text'>O Cabaré de Madame Clio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_yW5Xpzr-uc/Tzka9WQ1VII/AAAAAAAAAY8/45ak_Dg8vX0/s1600/Art+Nouveau+3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-_yW5Xpzr-uc/Tzka9WQ1VII/AAAAAAAAAY8/45ak_Dg8vX0/s320/Art+Nouveau+3.jpg" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que ironia! Em frente ao sisudo e sem graça Departamento de Efemérides e Evolução Histórica se encontra a mais colorida e alegre casa de shows da cidade. De fachada modesta, tirando o afresco na entrada (presente de Eliseu Visconti), o Cabaré de Madame Clio em tudo contrasta com o prédio de portas cinzentas. Enquanto em um só entram engravatados ou heróis embalsamados, aqui todo mundo é bem vido, desde o astronauta até o peixeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No enorme prédio, cubículos onde se produz efemérides em larga escala ou qualquer outro assunto burocrático. No sobrado relativamente pequeno, o térreo é dedicado aos shows e ás esbórnias, enquanto o primeiro andar se encontram os quartos de suas artistas. Na verdade, cabaré não define muito bem o estabelecimento: ele tem de tudo um pouco. Serve-se bebidas, acontecem shows musicais e saraus, joga-se dominó e carteado. Enfim, é bem eclético. Claro que a maioria vem pelas coristas, mas o time dos apreciadores de uma boa conversa também se fazem presentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil dizer quando ele foi criado. Dá a impressão, pelo menos para mim, que sempre existiu. Suas paredes parecem serem anteriores ao tempo e ainda assim sempre vivas. Estranha sensação. Tomei conhecimento de sua existência assim que entrei na faculdade, há cinco anos trás. Numa noite ingrata eu e meus amigos fomos chorar nossas mágoas no mais distante boteco que achássemos. Encontramos o Cabaré de Madame Clio e a noite se mostrou não tão ingrata assim. Desde então sou um assíduo frequentador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou fã das meninas e vez ou outra tieto algum ídolo que eventualmente dá as caras por lá. Mas o que mais me cativa é o clima do ambiente. Como eu disse é algo totalmente transcendental. Tem cheiro de várias épocas. A luz da casa parece tornar tudo mágico. Enfim, talvez esteja divagando demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, esqueci de falar da dona! Desculpem a gafe. Bem, Madame Clio é uma balzaquiana (pelo menos é o que aparenta ser) e está muito longe de ser uma cafetina cruel ou uma matrona cozinheira. Está mais para uma senhora da alta classe: em tudo é elegante, nos gestos e na fala, e o melhor, não tem nariz arrebitado. Tão humilde e carinhosa que muitos já a chamam de Dinda. Agora, sua nacionalidade gera polêmica: já peguei Delgado de Carvalho e Toynbee num arranca-rabo. Um pra provar que ela é grega e outro que é francesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa esquentou mesmo quando Febvre entrou na briga e comparou ela com a Marianne da Revolução Francesa. Aí foi patriota voando pra tudo quanto é lado tentando defender o seu quinhão de orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela é a dona da casa. Não sei quando ela teve a brilhante ideia de montar esse cabaré, mas sei que tino para essas coisas ela tem e de sobra. Tudo passa pelo seu crivo. Em tudo dá um pitaco. E desses pitacos saem os momentos grandiosos da casa. Quando eu ainda era novato aqui, ela iniciou uma série de shows temáticos por noite: Antiguidade, Povos Indígenas, Califados, etc. E a empreitada continua até hoje. Ontem a peça apresentada se chamava "Essa pós-modernidade travessa!". Foi um teatro de revista muito... tropicalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença de Madame é o que dá o tom ao recinto. Sua regra de ouro é "ouvir, discutir, mas preservar o respeito". Quem entra querendo detonar alguém é logo jogado para fora pelos clientes fiéis ao regimento interno da casa. É esse respeito que faz com que pessoas tão díspares como um pintor surrealista e um soldado espartano dividam a mesma mesa. Respeito é a primeira regra, hospitalidade a segunda. Todos são bem vindos, como tinha avisado acima. E em terceiro lugar, a diversão. Segundo ela própria me garantiu uma vez, a intenção do seu cabaré é justamente esse, lembrar o lado lúdico da vida. O lado que os vizinhos em frente á sua casa se esqueceram de cultivar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gostaria de contar os muitos causos que ouvi lá, sem falar das cenas que presenciei, mas vou deixar para outra oportunidade quando tiver mais tempo. Até lá, fica aqui a dica: se quiserem se divertir e pensar, já sabem onde é o lugar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MhDWzFL_L_w/TzXSd7MEfaI/AAAAAAAAAY0/AZNsh0tpKzw/s1600/Madame+Clio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-MhDWzFL_L_w/TzXSd7MEfaI/AAAAAAAAAY0/AZNsh0tpKzw/s1600/Madame+Clio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;-Clio&lt;/b&gt;:&lt;/i&gt; A musa da História e da Criatividade, segundo a mitologia grega. Celebra as realizações dos homens.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;-Eliseu Visconti&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1866-1944): pintor italiano que se naturalizou brasileiro e produziu grandes quadros além de logomarcas para produtos comerciais no estilo &lt;a href="http://www.pitoresco.com.br/art_data/art_nouveau/index.htm"&gt;Art Nouveau&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;-Delgado de Carvalho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1884-1990): diplomata e historiador francês radicado no Brasil, famoso por sua passagem por instituições de ensino de prestígio na então capital federal e por sua contribuição ao IHGB.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;-Arnold Toynbee&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (1889-1975): historiador britânico conhecido por sua proposta de que uma lei rege á dinâmica das civilizações no decorrer da história em seu livro A Study of History.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;-Lucien Febvre &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(1878-1956): historiador francês e um dos fundadores da Escola dos Annales.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;-Marianne&lt;/i&gt;:&lt;/b&gt; mulher com um barrete frígio que passou a ser o símbolo maior da República Francesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4966863509449886109?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4966863509449886109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/o-cabare-de-madame-clio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4966863509449886109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4966863509449886109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/o-cabare-de-madame-clio.html' title='O Cabaré de Madame Clio'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_yW5Xpzr-uc/Tzka9WQ1VII/AAAAAAAAAY8/45ak_Dg8vX0/s72-c/Art+Nouveau+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7308683160741260224</id><published>2012-02-13T21:42:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T21:42:47.677-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Continente em transe</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-swt4QM-lNaI/Tx7LadG_PMI/AAAAAAAAAT4/Q89EyLVJehE/s1600/%25C3%25A1fricam.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-swt4QM-lNaI/Tx7LadG_PMI/AAAAAAAAAT4/Q89EyLVJehE/s320/%25C3%25A1fricam.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Aqui é a África: ninguém se importa!", dispara certo personagem em um dado momento de um filme que assisti há um tempo. Exagero?&amp;nbsp; Eu acho que sim. A desgraça da África foi que muitos se importaram com ela. Me refiro ás potências européias que a retalharam no século XIX em nome de mão-de-obra e mercado consumidor. França e Inglaterra saíram na frente, deixando para a Prússia, Bélgica, Itália e Cia. Ltda. se virarem. Desses anos e anos de domínio saíram o apartheid, as guerras civis e as ditaduras da África independente.&lt;br /&gt;Hoje, as ONGs e a mídia internacional veem a África como um continente emergido na irracionalidade da guerra e na desgraça da fome sem se perguntarem como isso tudo aconteceu. Isto, contudo, é fácil de ser respondido. Difícil é sabermos o que acontecerá com essa região.&lt;br /&gt;Empresas e países (como o EUA e a China) tem interesses especiais na África. Petróleo, diamantes, os africanos deram o azar de crescerem sobre um solo rico. O interessante é que no ano passado parte da África destoou do que parecia ser a sina tradicional dos países locais. Na Tunísia e depois no Egito ditadores corruptos caíram. A Líbia, após uma guerra civil, ficou livre de Kaddafi. Será que a África Subsaariana também será atingida pelo sopro da revolução árabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7308683160741260224?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7308683160741260224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/continente-em-transe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7308683160741260224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7308683160741260224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/continente-em-transe.html' title='Continente em transe'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-swt4QM-lNaI/Tx7LadG_PMI/AAAAAAAAAT4/Q89EyLVJehE/s72-c/%25C3%25A1fricam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7127451113184833540</id><published>2012-02-13T06:49:00.001-08:00</published><updated>2012-02-14T09:06:49.694-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>A mente voa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8SBv3UoV8ac/Tzkiy4RzFEI/AAAAAAAAAZU/hdtGmoH8sWE/s1600/Igarap%C3%A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-8SBv3UoV8ac/Tzkiy4RzFEI/AAAAAAAAAZU/hdtGmoH8sWE/s400/Igarap%C3%A9.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7127451113184833540?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7127451113184833540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/mente-voa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7127451113184833540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7127451113184833540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/mente-voa.html' title='A mente voa'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8SBv3UoV8ac/Tzkiy4RzFEI/AAAAAAAAAZU/hdtGmoH8sWE/s72-c/Igarap%C3%A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1410415379913466170</id><published>2012-02-13T06:47:00.000-08:00</published><updated>2012-02-13T06:52:23.156-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Aquele escorregãozinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-H7lgGaiiqCQ/Tzkh-qb50bI/AAAAAAAAAZM/Z6dNXwG4JoE/s1600/Feminista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-H7lgGaiiqCQ/Tzkh-qb50bI/AAAAAAAAAZM/Z6dNXwG4JoE/s1600/Feminista.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na verdade, o nome dela é Simone de Beauvoir.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ás vezes ataco de contista. Ataco mesmo. As baixas de guerra, contudo, são enormes. O que faço acaba saindo meio artificial, forçado. E não é nem pelas histórias. O problema é a forma como escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço um rascunho numa folha de papel. Até aí tudo bem, mas quando chega a hora de digitar mesmo. Aí o bicho pega. Na minha mania de não cometer erros de português a coisa sai toda engessada. E olha que mesmo assim ainda cometo erros crassos de português.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que falta para mim é se convencer de que errar faz parte. Faz parte da vida. Quem nunca errou que atire a primeira pedra - não em&amp;nbsp;mim claro, escolha um alvo de sua preferência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje percebo que não sou o único maníaco. Encontro nos amigos de faculdade o mesmo medo de errar. Ora, o problema não é errar, mas persistir no erro, parafraseando o famoso ditado. Todo mundo, por mais perfeito que seja, dá sua escorregadia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho, um dos maiores gênios da literatura ocidental desse lado tropical do mundo, com um conhecimento esmerado sobre português, também cometeu seus erros de concordância aqui e ali.&amp;nbsp;E o que dizer do papa existencialista Jean Paul Sartre que em visita ao Brasil, após provar água de coco, teria perguntado: "mas como vocês fazem para colocar a água aqui dentro?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém está imune ao erro. Agora, viver no erro é outra coisa. Uma das coisas que me incomodava muito (hoje já me acostumei) é o desprezo total por nossa língua que&amp;nbsp;vemos por aí a torto e direito. A nossa educação tem uma culpa mais que considerável nisso. O Brasil é campeão em analfabetos funcionais. O outro lado é a internet. Precisa-se falar rápido aí se comem as sílabas e coisa e tal. Eu até entendo. O problema é que muitos não vêem necessidade em aprender a falar e escrever direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não faz muito tempo rolou aí uma polêmica sobre um livro didático do MEC que apoiava os coloquialismos e girias populares. Foi o maior bafafá: muitos enxergaram como a prova definitiva do populismo e da apologia á ignorância do governo. Eu não cheguei a ler o livro, por isso pouco posso opinar sobre o assunto. O que me deixou irritado foi a defesa da "língua culta" feita por alguns jornalistas nos debates. "A língua culta brasileira deve ser como a de Portugal" e outras aberrações desse tipo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos que nosso idioma deve muito á Portugal, mas temos que ver também que nesses 500 e tantos anos nos afastamos um pouco da língua-mãe. O suficiente para podermos dizer que falamos "brasileiro", tamanha a diferença que outras culturas marcaram no nosso jeito de falar. Quanto á usar os coloquialismos, hoje eu não vejo problema algum nisso, desde que a pessoa também aprenda norma culta. Afinal, a norma culta é a que pode garantir um emprego em um estabelecimento rígido, em uma empresa. Cada ambiente tem sua linguagem própria: você não vai chegar para seu vizinho na rua e falar na "zona de conforto do processo empreendedorístico nipônico", assim como dizer em seu relatório ao chefe que "a situação ficou feia" não cai bem. Ao meu ver, o essencial é o cara se expressar bem. Para ele se expressar bem tanto na rua como no trabalho ele precisa conhecer a linguagem que estes ambientes demandam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, precisamos trocar nossos óculos: tirar as lentes da oposição e passar a usar as da complementaridade. Tento ser menos perfeccionista e mais orgânico, seja ensaiando contos ou conversando com as pessoas. Erre e deixe viver, passou a ser meu lema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1410415379913466170?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1410415379913466170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/aquele-escorregaozinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1410415379913466170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1410415379913466170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/aquele-escorregaozinho.html' title='Aquele escorregãozinho'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-H7lgGaiiqCQ/Tzkh-qb50bI/AAAAAAAAAZM/Z6dNXwG4JoE/s72-c/Feminista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2113668870401856163</id><published>2012-02-12T18:15:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T18:16:46.151-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amigos'/><title type='text'>Três rapidinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;RAPIDINHAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://luadoantiquario.blogspot.com/"&gt;Malu Paixão&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2n0lj3fG-tA/Tpf1_1H8vfI/AAAAAAAAMRg/EaF2hiRdldw/s1600/cartier_bresson4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-2n0lj3fG-tA/Tpf1_1H8vfI/AAAAAAAAMRg/EaF2hiRdldw/s320/cartier_bresson4.jpg" width="254" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: Henry Cartier Bresson.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Cinco versos na chuva...&lt;br /&gt;Cinco versos na estrada...&lt;br /&gt;Cinco versos no pó...&lt;br /&gt;Cinco versos inacabados...&lt;br /&gt;Cinco versos, e só&lt;br /&gt;[Cinco versos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei, pensei e pensei...&lt;br /&gt;O que dizer a quem eu amo?&lt;br /&gt;E de tanto pensar, não disse nada;&lt;br /&gt;E o olhar de derrota, disse tudo.&lt;br /&gt;[De pensar, sofri só]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temia o medo, até conhecer a saudade...&lt;br /&gt;Temia a saudade até conhecer o ciúme...&lt;br /&gt;Temo o ciúme, até o fim da vida.&lt;br /&gt;[Sentimomentos]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2113668870401856163?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2113668870401856163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/tres-rapidinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2113668870401856163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2113668870401856163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/tres-rapidinhas.html' title='Três rapidinhas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2n0lj3fG-tA/Tpf1_1H8vfI/AAAAAAAAMRg/EaF2hiRdldw/s72-c/cartier_bresson4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7294400569208783414</id><published>2012-02-12T17:56:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T18:00:28.168-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indústria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O Rio e a Vida: Quem Comanda Quem?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.not1.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Amazonas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://www.not1.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Amazonas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rio comanda a vida. Esse era o título e a mensagem principal do livro do acreano, mas radicado paraense Leandro Tocantins (1928-2004). Escrito em 1952, quando este tinha ainda 21 anos e vivia ainda no Rio de Janeiro, em vias de concluir sua Faculdade de Direito, esse livro conseguiu conquistar uma legião de fãs, dentre eles o historiador amazonense Arthur Cézar Ferreira Reis. Reis se espantou com o estilo e o pensamento do jovem Tocantins e chegou a convidá-lo para ajudá-lo na Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) - futuramente transformada em SUDAM - e como representante do governo do Estado do Amazonas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que esse livro possui de especial? Tocantins o inicia lembrando como ele foi descoberto. Volta ás crônicas de Vicente Pinzón, Diego de Lepe e de Francisco Orellana, questionando alguns pontos e utilizando outros como força literária. Critica o mito do "País das Canelas" e das amazonas, com base em fontes científicas e históricas.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/TV/scripts/GetImagemMidia.asp?COD_MIDIA=119489" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://www.senado.gov.br/noticias/TV/scripts/GetImagemMidia.asp?COD_MIDIA=119489" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Leandro Tocantins&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos conta um pouco da história do Pará, Acre e Amazonas, três estados nos quais o autor passou boa parte de sua vida. Explora alguns aspectos da vida dos ribeirinhos, como sua religiosidades, seu folclore, suas atividades (seja como seringueiro, vaqueiro ou pescador).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que Tocantins aborda a vida amazônica utilizando a sua experiência e a ciência como motores de suas considerações. Seu estilo literário consegue estilizar muitas passagens que pareceriam sisudez pura, o que lhe valeu futuramente comparações com Euclides da Cunha, que unia em suas obras ciência e literatura.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I6lFP6juCFA/Sh1JQPdFQqI/AAAAAAAAA5o/rVSmgCRa3cg/s400/O+rio+comanda+a+vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_I6lFP6juCFA/Sh1JQPdFQqI/AAAAAAAAA5o/rVSmgCRa3cg/s320/O+rio+comanda+a+vida.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tese de Tocantins fica clara logo pelo título. Em todos esses séculos de história o que tem definido a região não é o homem, mas o rio. Claro, que o homem tem tentado se impor na Amazônia, mas ele não conseguiria sem a sua rica hidrografia. Não por acaso a terra firme, mata adentro, continuava quase não ocupada, enquanto nas várzeas se concentram a maioria da população. A própria Belém, ou mesmo Manaus, foram construídas á margem do rio. Elas cresceram com a navegação e a exportação dos produtos locais, tudo graças ao rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tocantins, no entanto, reconhece em raros momentos que o homem tem conseguido domar um pouco o rio. Mesmo que não seja no sentido que ele gostaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.espacoturismo.com/blog/wp-content/gallery/viagem-pelo-rio-amazonas/viagem-pelo-rio-amazonas-4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.espacoturismo.com/blog/wp-content/gallery/viagem-pelo-rio-amazonas/viagem-pelo-rio-amazonas-4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escritor paraense tornou-se famoso por defender uma adaptação do homem aos trópicos, seja no vestuário ou na habitação. Em sua visão, o homem estava agindo errado esse tempo todo na Amazônia, pois estava tentando transplantar a cultura européia para uma região totalmente diferente, ao invés de criar uma civilização nova, fruto da união entre a cultura indígena com a cultura ocidental. Gilberto Freyre tinha chamado o estudo dessa civilização em potencial de luso-tropicologia. Não é de se admirar que Tocantins e Freyre tenham se correspondido por tantos anos e desenvolvido vários congresssos de "amazonotropia".&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.hsw.com.br/gif/zona-franca-manaus-3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://static.hsw.com.br/gif/zona-franca-manaus-3.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que teria acontecido com os planos desenvolvimentistas implantados durante a ditadura militar, como a Zona Franca de Manaus, não era a construção de uma nova sociedade adaptada aos trópicos. Ainda cometeríamos o erro de tentar transformar as capitais amazônicas em cidades cosmopolitas, mas um cosmopolitismo que exclui principalmente a cultura local. Tocantins não critica abertamente esse modelo, uma vez que também defendia o desenvolvimentismo. Ele demonstra essa insatisfação com sua preocupação com o futuro estado da cultura cabocla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No prefácio á nona edição, o escritor louva o estado progressista da região e lembra a sugestão que o então presidente Getúlio Vargas lhe fez após folhear seu livro em 1952: escrever uma continuação chamada A vida comanda o rio. Ele acredita que o rio hoje não é mais o determinante na vida amazônica, o homem conseguiu domá-lo, seja através de outros meios de transporte ou de outras atividades econômicas. A ambiguidade está em reconhecer esse fato como preocupante ou louvável. Louvável por permitir a criação de uma sociedade moderna e industrial ou preocupante por menosprezar a cultura cabocla, que tanto respeito tinha pelo rio, sua ligação com o resto do mundo e fonte de seu sustento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;(Publicado no Recanto das Letras, 10 de Agosto de 2011).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7294400569208783414?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7294400569208783414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/o-rio-e-vida-quem-comanda-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7294400569208783414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7294400569208783414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/o-rio-e-vida-quem-comanda-quem.html' title='O Rio e a Vida: Quem Comanda Quem?'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_I6lFP6juCFA/Sh1JQPdFQqI/AAAAAAAAA5o/rVSmgCRa3cg/s72-c/O+rio+comanda+a+vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-681829596292358278</id><published>2012-02-10T18:04:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T18:07:08.721-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Greve á paisana II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948F/3560/5C62/0135/6683/B9E9/360C/boneco%20PM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://i1.r7.com/data/files/2C95/948F/3560/5C62/0135/6683/B9E9/360C/boneco%20PM.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vamos refletir um pouco sobre a situação. A imagem que temos da polícia no Brasil é a do policial truculento e corrupto, mas ninguém se interessa em perguntar o por quê disso. Ora temos sim policiais desse tipo, mas a maioria não é assim. Muitos entram na corporação pensando em realmente serem agentes da lei. O que acontece no meio do caminho? O salário baixo, as propostas tentadoras dos criminosos (estou pensando aqui especificamente no caso do Rio de Janeiro) e a burocracia corrompem o cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;i&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt;, José Padilha tenta nos mostrar isso muito bem. Em algum momento ele diz que isso já se tornou uma cultura da corrupção, da violência. Concordo. Mas o debate sobre a segurança pública no Rio foi deixado de lado justo no momento mais oportuno: a ocupação do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha. De repente, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se tornaram uma panaceia, o remédio dos remédios para endireitar o Rio. E não é só isso. Outro momento oportuno para discutirmos, a greve dos bombeiros no ano passado. O governo tratou tudo como motim militar. A população chiou, manifestando sua gratidão para as pessoas que ajudariam o Rio a mudar de cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, como aponta o Francisco Chao, temos outra oportunidade para discutirmos sobre isso. E dessa vez de forma séria e profunda. O deputado estadual Marcelo Freixo, que participou de uma CPI das Milícias e chegou a ser ameaçado de morte, concorda com o debate, embora tenha um pé atrás com a greve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também tenho um pé atrás com a greve. Afinal, a paralisação deixa a população toda á mercê dos bandidos. Acho interessante a proposta de um dos grupos da PM baiana de continuar trabalhando, mas protestando. Isso pode conquistar o apoio do povo baiano, que parece ter sido perdido diante de algumas mortes que aconteceram por causa da greve em Salvador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento ainda é muito desorganizado. Falta mediadores. Falta conquistar apoio de outras entidades também (na Bahia o Sindicato dos Bancários aderiram). A situação está ruim sem polícia nas ruas? Está, mas imagine se continuar do mesmo jeito que antes. Com policiais vendidos fazendo vista grossa ou aprontando nas habituais zonas vermelhas. Agora parece que podemos mudar esse painel sombrio, mas só com muito diálogo, muita negociação. E é exatamente isso que não está acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não ajuda e nenhum pouco nessa situação difícil é o modo como o governo e a imprensa lidam com o acontecimento. Na Bahia, que falarei aqui menos por ter pouco conhecimento de causa da situação lá, o governo de Jacques Wagner levou tropas de choque contra os grevistas e prendeu algumas de suas lideranças. Muitos ficaram surpresos: mas o Wagner não é do PT? A linha de governo do PT mudou, está mais próxima do neoliberalismo que outra coisa. Mesmo derrotando o clã de ACM, Wagner só demonstra com essas atitudes que dele pode se esperar uma nova dinastia baiana. A negociação foi para o espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imprensa também têm caído em cima dos movimentos, ressaltando o prejuízo das greves e associando o tom dos líderes da greve com o de bandidos. Principalmente a Rede Globo, daí a hostilização dos grevistas contra seus jornalistas. Ora, em toda greve existem pessoas que se aproveitam do conteúdo político para sobrepor seus interesses, agora dizer que todos os líderes do movimento na Bahia e no Rio tem esse mesmo perfil é generalizar ao extremo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No discurso, estes dois adversários dos grevistas tem batido, indiretamente, na mesma tecla do "policial corrupto e violento", impedindo-nos de enxergarmos o lado á paisana, por assim dizer destes elementos da segurança pública nacional. Aumento no salário e nas gratificações vai resolver tudo? Não. Mas já é um começo. Só não podemos perder de novo a oportunidade de sanear nosso sistema de segurança.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-681829596292358278?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/681829596292358278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/greve-paisana-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/681829596292358278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/681829596292358278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/greve-paisana-ii.html' title='Greve á paisana II'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7434329762241918108</id><published>2012-02-10T17:37:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T18:06:09.424-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Greve á paisana I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/49890/size_590_greve-bahia.jpg?1328710104" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/49890/size_590_greve-bahia.jpg?1328710104" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, vamos colocar os pingos nos "is". A greve da PM na Bahia começou no dia 31 de janeiro, após decisão de integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado (Aspra). O presidente da entidade e ex-policial militar Marco Prisco foi preso na quinta-feira (9), quando saia do prédio da Assembleia Legislativa da Bahia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem todos participaram da greve. Policiais militares filiados à Associação dos Oficiais da PM da Bahia (AOPMBA) se reuniram na noite de quinta e decidiram não aderir à greve de parte da categoria. "Nós estamos juntos com seis associações e todas são a favor do fim da greve, embora a proposta do governo, principalmente a questão salarial, não atenda às nossas necessidades", disse Edmilson Tavares, presidente da AOPMBA. Convocada em caráter extraordinário, a reunião teve 205 participantes: 151 votaram contra a greve e 54 foram favoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também na noite de quinta-feira, a assessoria do governo do estado reafirmou que o governador Jaques Wagner não apresentará uma nova proposta aos PMs. De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação do Governo), não há orçamento para ceder um aumento superior aos 6,5% propostos. O pagamento das Gratificações por Atividade Policial, as chamadas GAPs, que estão entre as reivindicações dos grevistas, também só poderão ser pagas a partir de novembro deste ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na manhã dessa sexta-feira o comando da PM da Bahia anunciou que a greve, na sua ótica, tinha acabado. Porém, na tarde do mesmo dia a Aspra se reuniu novamente e a continuidade da greve foi aprovada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na quinta-feira, a greve chegou no Rio onde no ano passado estourou uma manifestação parecida com o apoio da população. Inclusive um dos líderes da greve dos bombeiros na época foi preso por pretender fazer uma paralisação nacional, em uma conversa telefônica grampeada e que veio á público no Jornal Nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O início da movimentação na Cinelândia se deu a partir do fim da tarde, culminando na decretação da greve por volta das 23h. Milhares de policiais e seus familiares se concentraram em frente a Câmara de Vereadores do Rio. À paisana, todos os policiais presentes garantiam estar de folga. Além da questão salarial, bombeiros exigiam a liberdade do cabo Benevenuto Daciolo. Do outro lado da rua, em frente ao prédio da Biblioteca Nacional, 23 PMs fardados, em sete viaturas, faziam o policiamento, aparentemente sem se envolver com a manifestação, que conta com um palco montado nas escadarias da Câmara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá foram feitos discursos inflamados contra Sérgio Cabral e a Rede Globo. Jornalistas do canal tiveram de deixar a cobertura por serem hostilizados, mas jornalistas da Record e da Band permaneceram.&amp;nbsp;Um dos líderes do movimento entre os policiais civis, o diretor jurídico do Sindipol, Francisco Chao, não se limitou a cobrar melhorias salariais, e fez críticas a atual estrutura da segurança pública no Rio de Janeiro. Para Chao, a greve poderá incentivar um debate sobre o tema:&amp;nbsp;"Tenho esperanças de que uma paralisação, além de melhorar nossos salários, vai provocar uma discussão ampla sobre a questão da segurança pública fluminense. No Rio, o governo ainda adota uma visão antiquada e ultrapassada, dos tempos de nossos avós".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa manhã, Francisco Chao foi preso junto com outros líderes da manifestação. Eles se entregaram pacificamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7434329762241918108?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7434329762241918108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/greve-paisana-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7434329762241918108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7434329762241918108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/greve-paisana-i.html' title='Greve á paisana I'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8152693677616158333</id><published>2012-02-10T17:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T17:22:01.481-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Microcontos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Sorte</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RcQBTXUNohE/TzXCkz0PFiI/AAAAAAAAAYs/qPfmbrKsAa4/s1600/Sorte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-RcQBTXUNohE/TzXCkz0PFiI/AAAAAAAAAYs/qPfmbrKsAa4/s400/Sorte.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8152693677616158333?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8152693677616158333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/sorte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8152693677616158333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8152693677616158333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/sorte.html' title='Sorte'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RcQBTXUNohE/TzXCkz0PFiI/AAAAAAAAAYs/qPfmbrKsAa4/s72-c/Sorte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8117868613402449771</id><published>2012-02-09T13:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T19:56:09.970-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>"Aula de hoje: Obladi Oblada. Peguem seu vinil e ouçam a faixa 10, classe..."</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://saladadecinema.com.br/wp-content/uploads/2011/07/beatles-yellow-submarine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="279" src="http://saladadecinema.com.br/wp-content/uploads/2011/07/beatles-yellow-submarine.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você está cansado de ser apenas um beatlemaníaco seus problemas acabaram: o Departamento de Letras da PUC-RJ irá abrir inscrições para um curso de extensão em Beatles. Infelizmente nós não somos pioneiros em Beatlogia: a Universidade Hope de Liverpool foi a primeira a formar uma mestranda na famosa banda inglesa. A beatlóloga se chama Mary-Lu Zahalan Kennedy e veio do Canadá para a terra do quarteto justamente por sua paixão pela banda.&lt;br /&gt;Se acha que estou brincando é só conferir: &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,faculdade-do-rio-de-janeiro-abre-curso-sobre-os-beatles,832228,0.htm"&gt;o link para a notícia está aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Não pude deixar de lembrar dessa gag das Olívias:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/DoSO5pVCNuo/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DoSO5pVCNuo&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/DoSO5pVCNuo&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Bem, enquanto não temos um bacharelado em João Bosco ou Djavan, você pode aproveitar o curso sobre os Beatles. Deixando as brincadeiras de lado, os Beatles realmente são um divisor de águas na música internacional. Eles influenciaram não só a música, como o comportamento de uma geração. Tiveram no início um apelo mais juvenil, depois amadureceram musical e politicamente falando e até tiveram seu momento psicodélico. Seja como for, em todas essas fases sempre fizeram música de qualidade, unindo letra e melodia perfeitamente.&lt;br /&gt;A ideia de ministrar um curso sobre os garotos de Liverpool, portanto, tem um bom respaldo. Eduardo Brocchi, professor do Departamento de Letras da PUC-RJ, se entusiasmou com a iniciativa da canadense Mary-Lu Kennedy e colocou as mãos na massa. Depois de três anos, finalmente conseguiu. O valor para se inscrever em "Beatles: História, Arte e Legado"? Uma bagatela de R$ 1860. O próprio Brocchi achou o preço salgado demais. Mas foi esse o meio-termo a que chegaram os professores e a universidade. Fazer o quê?...&lt;br /&gt;Só sei de uma coisa, de abril a junho, os inscritos terão uma "hard day night" bem interessante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8117868613402449771?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8117868613402449771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/aula-de-hoje-obladi-oblada-peguem-seu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8117868613402449771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8117868613402449771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/aula-de-hoje-obladi-oblada-peguem-seu.html' title='&quot;Aula de hoje: Obladi Oblada. Peguem seu vinil e ouçam a faixa 10, classe...&quot;'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5350598892358441121</id><published>2012-02-08T22:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T20:07:32.790-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Microcontos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><title type='text'>Monóculo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QLpEuns8fn4/TQYQWSsXGBI/AAAAAAAAGzg/svJ1OF3Y9Eo/s1600/monoculos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/_QLpEuns8fn4/TQYQWSsXGBI/AAAAAAAAGzg/svJ1OF3Y9Eo/s320/monoculos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O passado é uma terra estrangeira&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Robert Darnton&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;MONÓCULO&lt;br /&gt;Enquanto não inventam algo mais sofisticado, continuará a ser minha máquina do tempo portátil. Com ele avisto terras familiarmente estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERÃO&lt;br /&gt;Banho de mangueira na varanda, empinar pipa na laje, jogar futebol na rua. Esse era o itinerário da minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOM DA RUA&lt;br /&gt;A voz grave arranhando as frases dá a impressão de que a vendedora de pastel é a Elza Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÁ DIFÍCIL&lt;br /&gt;O tio á procura de emprego desabafa coisas que só farão sentido depois. Doze anos depois para ser mais preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO SEBASTIÃO&lt;br /&gt;A procissão do santo flechado passa pela orla da praia. Iemanjá manda um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOGUETÓRIO&lt;br /&gt;Fogos. Data comemorativa? Não, dia de semana normal. A única pessoa que está comemorando aqui é o dono da boca de fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVELA&lt;br /&gt;Meu avô diz que não gosta, mas só vai dormir depois de ver a das dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIAGEM&lt;br /&gt;Chegando no Espírito Santo entrávamos no fuso-horário dos parentes da roça, onde o dia começa antes de raiar o sol e termina depois de limpar o prato da janta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APAGÃO&lt;br /&gt;O quarteirão inteiro virava trevas, por alguns minutos. Logo as velas improvisavam estrelas na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUA ALEGRE&lt;br /&gt;Saudade de quando sentávamos na calçada e contávamos as lagartixas que iam aparecendo no muro do vizinho, enquanto o pessoal passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIQUE-ESCONDE&lt;br /&gt;Vamos brincar de pique-esconde? Vamos, mas só vou contar até três!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGREDO&lt;br /&gt;O que mais intrigava eram os silêncios. Por que todo mundo fica calado quando a tia visita a casa? Sempre deixei a pergunta pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁBITO&lt;br /&gt;O vizinho me fez odiar Fafá de Belém ao ouvir a mesma música todo dia, no mesmo horário. "Uma leira, uma esteira, uma beira de rio..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCOLA&lt;br /&gt;A única coisa legal na escola eram os gansos que encontrava no meio do caminho. Eles lembram a professora de Matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIA&lt;br /&gt;Pode acontecer o que for, mas tenho que desvirar o chinelo. Mamãe ficou doente uma vez porque deixei ele virado no canto do campinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIVACIDADE&lt;br /&gt;Meu avô deixava os passarinhos na garagem de dia e de noite no banheiro. O que aquele trinca-ferro não presenciou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COPA&lt;br /&gt;A rua ganhou um teto verde e amarelo de fitinhas. Ganhamos a copa, mas perdemos o bolão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOU TENTAR, SENHORA&lt;br /&gt;Uma senhora me pediu: "Você é muito novo para ser saudosista. Deixe isso com os velhos se não nós perdemos nosso trabalho!"&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ipt.olhares.com/data/big/431/4317655.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://ipt.olhares.com/data/big/431/4317655.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Praia de Sepetiba. Foto: Edson Ribeiro.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5350598892358441121?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5350598892358441121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/monoculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5350598892358441121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5350598892358441121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/monoculo.html' title='Monóculo'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QLpEuns8fn4/TQYQWSsXGBI/AAAAAAAAGzg/svJ1OF3Y9Eo/s72-c/monoculos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1357109338828700985</id><published>2012-02-07T14:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T14:22:45.059-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Bourdieu: Ser sexy é questão de Habitus</title><content type='html'>Eu não aguentei: essa eu tinha que compartilhar com vocês! Os&lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Sociais-da-Depress%C3%A3o/261346443915582"&gt; Sociais da Depressão &lt;/a&gt;preparam uma capa da Men's Health para o povo das Ciências Sociais. Vejam:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-y1joCYlKmLk/TzGgBlmFihI/AAAAAAAAAYc/HdawoGGbL_s/s1600/409170_312773295439563_261346443915582_972475_2119417815_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-y1joCYlKmLk/TzGgBlmFihI/AAAAAAAAAYc/HdawoGGbL_s/s400/409170_312773295439563_261346443915582_972475_2119417815_n.jpg" width="302" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Imperdível, não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1357109338828700985?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1357109338828700985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/bourdieu-ser-sexo-e-questao-de-habitus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1357109338828700985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1357109338828700985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/bourdieu-ser-sexo-e-questao-de-habitus.html' title='Bourdieu: Ser sexy é questão de Habitus'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-y1joCYlKmLk/TzGgBlmFihI/AAAAAAAAAYc/HdawoGGbL_s/s72-c/409170_312773295439563_261346443915582_972475_2119417815_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4753006260629381986</id><published>2012-02-07T13:47:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T13:47:36.891-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Homens e muros (parte III)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acritica.uol.com.br/manaus/Usuarios-transporte-manifestam-indignacao-pichacao_ACRIMA20110125_0040_16.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://acritica.uol.com.br/manaus/Usuarios-transporte-manifestam-indignacao-pichacao_ACRIMA20110125_0040_16.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: Raphael Alves, A Crítica.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Em 1954, debaixo de um mulateiro na Praça da Polícia nascia um movimento literário que &amp;nbsp;prometia balançar a cidade de Manaus. Em pouco tempo o pequeno grupo de escritores, pintores e jornalistas ali reunidos teriam conquistado seu espaço na imprensa e na cultura amazonense com contribuições no campo da literatura, da pintura, escultura e do pensamento social. Era o Clube da Madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, estávamos de arte urbana, grafitti e pichações. Qual a ligação entre o Clube da Madrugada e a arte urbana. Simples. A ligação se chama Poesia de Muro. Foi um das experimentações dos madrugeiros, tendo como seu maior entusiasta o poeta e jornalista Jorge Tufic. O grupo de artistas e pensadores, como falamos, estava interessado em criar uma linguagem nova, amazônica, mas ao mesmo tempo se alimentava de todos os movimentos artísticos do momento. Um deles era o concretismo de Décio Pignatari e dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos que pregava o uso visual do poema e a manipulação lúdica da palavra.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/408706/gd/1252596978/Concretismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="210" src="http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/408706/gd/1252596978/Concretismo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pós-Tudo, Augusto de Campos, 1984.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Influenciados pelo concretismo alguns poetas amazonenses decidiram fazer uma arte que alcançasse mais as pessoas. Era o ano de 1965 e Aluísio Sampaio, segundo Tufic, foi quem deu a ideia. Tiraram seus poemas das páginas dos jornais e colocaram nos muros. Falando assim não parece tão ousado a empreitada dos madrugeiros: simplesmente mudaram o veículo de suas obras. Tufic, dentre outros, perceberam que não era bem assim: o muro é uma plataforma diferente do papel e por isso demanda técnicas e conteúdo diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em ensaio sobre as diretrizes da Poesia de Muro, o poeta nascido no Acre, mas naturalizado amazonense nos aponta algumas características básicas dessa vertente: o anonimato, a construção visual do poema e o engajamento estético e político. Ora, são caracteristicas que encontramos na moderna arte urbana também. O anonimato hoje, com a valorização do grafitti e das intervenções artísticas, não é tão forte como era no século passado, mas o engajamento estético e político ainda se faz muito presente.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Kt-aZ2vRve4/Se0N9yYIEWI/AAAAAAAABCw/nYI6bwq74EY/s400/IMG_5647.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_Kt-aZ2vRve4/Se0N9yYIEWI/AAAAAAAABCw/nYI6bwq74EY/s320/IMG_5647.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jorge Tufic. Foto: Mauri Marques.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;"A poesia de muro se funda numa outra 'realidade' para não dizermos num outro estado de espírito do mundo contemporâneo. Funda-se na desmitificação do fenômeno cultural", nos afirma Tufic, lembrando que o poeta é "um homem que tem fome como qualquer outro homem". Por isso o poeta de muro se vale do anonimato. Uma vez no muro o verso é livre, é público, é de todos. É apenas um verso que pode ter sido escrito por qualquer um.&lt;br /&gt;O poeta enxerga nessa tática uma espécie de resposta ao mundo da publicidade que se apropria dos espaços da cidade para propagar consumismo. Ora, porque não divulgar poesia então? Ou política? Como tudo que produziram, os membros do Clube da Madrugada dedicados á poesia de muro também se dedicaram á explorar em suas criações temas regionais. Infelizmente, a Poesia do Muro não resistiu á modernização da cidade após a Zona Franca e os versos foram engolidos por novas mãos de tinta. Como mostramos na segunda parte desse nosso artigo, existem hoje mensagens e estilos interessantes de arte urbana pelas ruas de Manaus, principalmente em se tratando de grafitti, mas aposto que estes jovens artistas nem desconfiam que a capital baré foi pioneira no reconhecimento da arte urbana.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_hqWSFwOPp3c/SlJTPZv96mI/AAAAAAAAAiM/5BBzeXs5mlQ/s400/poemas-de-paulo-leminski-pichados-muro-curitiba.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_hqWSFwOPp3c/SlJTPZv96mI/AAAAAAAAAiM/5BBzeXs5mlQ/s320/poemas-de-paulo-leminski-pichados-muro-curitiba.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Poesias de Paulo Leminski pichadas em muros de Curitiba.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;O Movimento Madrugada continuou, mas a Poesia de Muro definhou. A nova cidade nascida com a Zona Franca ajudou um pouco. Uma pena que não podemos ter acesso ao que foi escrito nos muros da Manaus dos anos 50 e 60, mas podemos encontrar felizmente no ensaio de Tufic, com o título &lt;i&gt;Por uma Poética do Muro&lt;/i&gt; que pode ser encontrado no seu livro &lt;i&gt;Clube da Madrugada: 30 anos &lt;/i&gt;(1984), alguns exemplos. Dentre eles destaco o poema abaixo que fechará nosso artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a&lt;br /&gt;paz sem pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a&lt;br /&gt;rima em ão&lt;br /&gt;se ela não brota&lt;br /&gt;do coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a&lt;br /&gt;fala que não&lt;br /&gt;venha do&lt;br /&gt;lodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a&lt;br /&gt;parte que não&lt;br /&gt;lembre o&lt;br /&gt;todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra o&lt;br /&gt;bafo dos eruditos&lt;br /&gt;(de nada ser-&lt;br /&gt;vem nestes&lt;br /&gt;conflitos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra o&lt;br /&gt;poema que&lt;br /&gt;não seja&lt;br /&gt;muro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou contra a&lt;br /&gt;fala que&lt;br /&gt;morre no&lt;br /&gt;escuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4753006260629381986?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4753006260629381986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/homens-e-muros-parte-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4753006260629381986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4753006260629381986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/homens-e-muros-parte-iii.html' title='Homens e muros (parte III)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Kt-aZ2vRve4/Se0N9yYIEWI/AAAAAAAABCw/nYI6bwq74EY/s72-c/IMG_5647.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6596732677194166081</id><published>2012-02-07T09:00:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T22:40:45.724-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Desconectados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.r2cpress.com.br/v1/wp-content/uploads/piquenique-ibirapuera-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.r2cpress.com.br/v1/wp-content/uploads/piquenique-ibirapuera-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Piquenique no Ibirapuera.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Há um ditado, desses que se ouve em conversas com seus amigos de idade avançada na calçada da rua, que diz mais ou menos o seguinte: "Meu pai andou a pé, eu andei de carroça, meu filho anda de carro e meu neto andará a pé". Não entendeu? A ideia básica aqui é simples: as coisas evoluem, até certo ponto, depois elas voltam a ser o que eram. Os caras da banda Devo são um dos adeptos dessa visão de mundo, criaram até a Teoria da Involução - basicamente ela diz que depois que a Humanidade atingir o seu ápice, seja na tecnologia ou no conhecimento, ela vai começar a se emburrecer e voltaremos ao tempo das cavernas. Por essa Darwin não esperava...&lt;br /&gt;Enfim, essa introdução toda para falar de um livro que tem um raciocínio semelhante. Pelo artigo do Tião Gomes na Carta Capital tomei conhecimento desse livro de um jornalista norte-americano sobre a internet e o modo como agimos com ela. O nome do livro é &lt;i&gt;Os Imperfeccionistas&lt;/i&gt; e seu autor se chama Tom Rachman. A tese de Rachman é de que toda geração surge refutando a anterior. Se temos uma geração altamente conectada na internet (a chamada Geração Y), logo teremos uma geração de pessoas que renegaram a vida virtual.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tomrachman.com/images/tom.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://tomrachman.com/images/tom.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tom Rachman&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/274D/8631/0127/542E/563E/5AE1/devo-m-2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="177" src="http://i1.r7.com/data/files/2C92/94A4/274D/8631/0127/542E/563E/5AE1/devo-m-2010.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mark Mothersbaugh, vocalista do DEVO.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas pessoas, que o jornalista chama de "últimos românticos" já possui um número considerável de membros pelo mundo. Ciclistas se aventurando pela noite paulistana, bandas e apreciadores de música indie e folk no Macapá se reunindo para saraus, esses são os exemplos dos "desconectados" que conheço. Alguns usam a internet sim, mas somente para marcar encontros ou combinar de irem juntos á algum evento. Outros, mais radicais, nem isso.&lt;br /&gt;Por que correr da web como o diabo foge da cruz, alguém poderia perguntar. Ora, existem vários motivos. Dentre eles a quantidade incrível de informações, muitas delas inúteis, ou mesmo o desperdício de horas preciosas. Meu amigo Diego Gatto costuma dizer que Facebook parece mala de viajante amnésico: de cinco em cinco minutos tem que checar. E nessa de saber o que seus amigos estão fazendo todo o tempo, você acaba levando horas e horas no computador.&lt;br /&gt;Existem aqueles que enjoam. Afinal, viver &amp;nbsp;sempre á espera de alguma notícia dos amigos ou se expressando apenas através de 140 caracteres pode ser muito monótono depois de um tempo. Claro, existem pessoas que podem perfeitamente conviver com essa existência virtual e com sua própria vida, ou seja, complementando as duas.&lt;br /&gt;Essa ideia de toda geração refuta a outra (parece aquela lei da química: toda ação leva a uma reação) é uma meia-verdade, na minha opinião. Seres humanos são muito diferentes de substâncias químicas. Há rupturas mais profundas entre algumas gerações, mas geralmente elas readaptam elementos de suas predecessoras. Ora, a tal Geração Y não se valeu de um dos produtos da Geração da Década Perdida, a internet? Isso sem falar das diferentes matizes musicais: punk, rock, pagode, etc.&lt;br /&gt;Quanto á essa previsão de Rachman, concordo em partes. Não acho que vai haver uma desplugagem coletiva. Estamos caminhando cada vez mais para uma convivência moderada com o mundo virtual. Após o primeiro impacto, tudo é novidade, depois ela pode se tornar algo tão banal quanto nossa geladeira. Banal no sentido de já estar entranhada no nosso cotidiano. Bem, pode até existir essa possibilidade dos "últimos românticos" se transformarem em maioria, mas não acredito que seja algo tão duradouro. Se acontecer seria como uma espécie de onda, assim como tem sido a moda das redes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6596732677194166081?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6596732677194166081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/desconectados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6596732677194166081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6596732677194166081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/desconectados.html' title='Desconectados'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2726686679409611453</id><published>2012-02-03T18:26:00.001-08:00</published><updated>2012-02-03T18:44:23.995-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Microcontos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Miúdezas</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://tek.daug.net/blog/slinkachu_relic1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://tek.daug.net/blog/slinkachu_relic1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Uma amostra da arte de Slinkachu.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENA DE CRIME&lt;br /&gt;O estampido. O silêncio. O amanhecer vermelho. As nuvens banhadas de luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TARADO&lt;br /&gt;Quando a mãe reclamava da sua mania por mulheres peladas, o pai dizia que era normal. Hoje a Justiça discorda dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELATIVIDADE&lt;br /&gt;Ter seu nome na lista pode ser muito bom se você é um penetra ou ruim se você for um animal ameaçado de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOPÁZIO&lt;br /&gt;A gema de múltiplas facetas lhe cai perfeitamente bem, pensou ele olhando para o colar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SALA DE AULA&lt;br /&gt;O professor fala da época das donzelas e dos castelos e a aluna grávida ensina á ele que os tempos mudaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERIOR&lt;br /&gt;Os bois, as nuvens, o cachorro, a mulher, o homem, as crianças: tudo em câmera lenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARCO-ÍRIS&lt;br /&gt;Se extremismo fosse bom, o mundo não teria cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ITINERÁRIO&lt;br /&gt;A madrassa, a viagem e a explosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRISE&lt;br /&gt;Antes eu carregava só o meu nome, agora eu carrego vários: um no tênis, outro nas calças, um na camisa e até existe um no relógio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAUBATÉ&lt;br /&gt;O canto do galo compete com o apito da fábrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESMUNGO&lt;br /&gt;Todo começo de ano é o mesmo show de catástrofes: enchentes, deslizamentos, dengue, BBB...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADRUGADA&lt;br /&gt;O exército da insônia se revela na quantidade de janelas acesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCREVER&lt;br /&gt;"Um bom livro é como fazer sexo: te cansa, mas te satisfaz", dizia o michê em noite de autógrafos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2726686679409611453?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2726686679409611453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/miudezas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2726686679409611453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2726686679409611453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/miudezas.html' title='Miúdezas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4297563332911395315</id><published>2012-02-03T18:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T18:22:30.074-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Conectados</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.acheiobyte.com.br/wp-content/uploads/2011/08/umtuiter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://www.acheiobyte.com.br/wp-content/uploads/2011/08/umtuiter.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar que o jovem brasileiro hoje é totalmente ligado nas redes sociais é chover no molhado. Ainda assim é interessante &lt;b&gt;&lt;a href="http://comunicadores.info/2011/07/20/o-jovem-e-as-redes-sociais/"&gt;essa pesquisa&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; feita por um setor da Editora Abril sobre a relação dos adolescentes com as redes sociais. Vou apresentar aqui algumas das conclusões:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;i&gt;Twitter é a rede social mais popular.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;140 caracteres hoje é muito conveniente para pessoas que dizem viver sem tempo. Além disso, o contato com suas celebridades favoritas é mais intenso pelo Twitter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;i&gt;O Facebook é mais popular do que o Orkut entre os jovens de 19 a 24 anos, mas entre os jovens de 15 a 18 anos o Orkut ainda é mais forte.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;i&gt;Música, entretenimento, jogos e revistas foram os temas citados como relevantes em redes sociais pelos entrevistados.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse aspecto o Facebook e o Orkut tem uma vantagem: a capacidade de poder compartilhar informações, sejam músicas ou posts interessantes. Ainda assim, segundo a pesquisa, a maioria utiliza a rede social de Marc Zuckeberg para jogar e usar seus aplicativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;-85% dizem que não conseguem ficar mais de um mês sem acesso às redes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É difícil resistir ao vício: todos seus amigos estão nas redes sociais e você deseja conversar com eles enquanto baixa uma música ou vê um vídeo. E elas só ganham mais apoio dos novos celulares, ipods, mobiles e etc que usam tecnologia de convergência (ou seja, eles usam várias comandos num aparelho só: enviar mensagens, conectar á redes sociais, captar ondas de rádio, etc).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;-&lt;i&gt;34% conhece alguém que teve informações roubadas ou violadas nas redes sociais. A grande maioria ainda pensa que fornecer informações pessoais nas redes sociais não é seguro, e tem medo de ser vítima de roubo de informações.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo praticamente vivendo na internet, eles conhecem seus perigos. Vamos ser sinceros: roubar informações hoje não está tão difícil como o era há 10 anos atrás. As redes sociais até ajudam a fornecer dados demais, ou melhor, o suficiente para que uma pessoal mal-intencionada faça uma &lt;i&gt;marvadeza&lt;/i&gt;. É claro, em alguns casos a sensatez pode ajudar, mantendo o mínimo de discrição, mas em outros não há como escapar. Um hacker potente pode entrar aonde quiser nas redes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa geração aprendeu a ter duas vidas: a real e a digital. E a próxima? Como será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4297563332911395315?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4297563332911395315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/conectados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4297563332911395315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4297563332911395315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/conectados.html' title='Conectados'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5210731807536163175</id><published>2012-02-03T17:52:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T18:23:06.274-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>SOPA, PIPA... Ahn?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://chifre.org/wp-content/uploads/2012/01/stop_sopa_450.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://chifre.org/wp-content/uploads/2012/01/stop_sopa_450.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Você que está boiando nesse papo de SOPA, Megaupload, PIPA e o escambau, não se preocupe. Vamos explicar o básico do básico para você:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SOPA é a abreviação de&lt;i&gt; Stop Online Piracy Act.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já PIPA são as iniciais de &lt;i&gt;Protect Intelectual Property Act&lt;/i&gt;. Estes são dois projetos apresentados no Congresso norte-americano no começo do ano que estão causando o maior burburinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que estes projetos pretendem fazer é simples: criar regulamentos e leis para controlar os direitos autorais na terra do Tio Sam, o que implica na proibição da pirataria pela web. Quem propôs o projeto foi um senador republicano (Lamar Smith é seu nome), mas quem está por trás dele, é óbvio, são as grandes gravadoras de música e os mega-estúdios de cinema. Os maiores lesados com os donwnloads gratuitos.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oW9WiYlt9Zc/TyyO-4hkEwI/AAAAAAAAAYI/NnBXlKpsXZM/s1600/trip-199-adequados-0003+(1).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-oW9WiYlt9Zc/TyyO-4hkEwI/AAAAAAAAAYI/NnBXlKpsXZM/s320/trip-199-adequados-0003+(1).jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Não é brincadeira: existe mesmo um Partido Pirata Brasileiro.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se aprovada a lei proibiria que sites locais e com acesso aos EUA baixassem músicas, arquivos, vídeos, tudo. Várias pessoas criticaram o projeto. Dentre elas o próprio criador da internet, Tim Berners-Lee. Enfim, uma pilha de abaixo-assinados era encontrada toda manhã na casa dos senadores, sem falar das manifestações em frente ao Senado. Alguns sites como a Wikipédia e o Google entraram em greve. Enfim, foi uma puta mobilização e, no final das contas, os senadores voltaram atrás. A votação da SOPA foi cancelada e a da PIPA adiada. Mas nem todos os internautas saíram ganhando. O rebu sobre a antipirataria nos EUA veio acompanhado da notícia da prisão do dono do site de downloads Megaupload, Kim Dotcom, por uma operação do FBI contra pirataria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que pouca gente sabe ou se lembra, é que já tivemos nossa SOPA aqui, com direito a caldinho mineiro. Desde 2005 o senador do PSDB de Minas, Eduardo Azeredo, tem lutado para que seu projeto de lei sobre infodelitos, dentre eles a pirataria, seja regulamentado. A Lei Azeredo prevê que os provedores monitorem as contas de todos seus usuários, para em caso de um deles cometer algum crime na web foi rapidamente rastreado. A lei foi aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, pelo Senado e agora só falta a Câmara dos Deputados, apesar de mais de 140 mil assinaturas em um abaixo-assassinado e de protestos em Brasília e São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O assunto é muito, muito complicado mesmo pois envolve várias questões como, por exemplo, a liberdade de expressão, a impunidade de crimes digitais, a violação da privacidade, etc. Quem dera fosse fácil colocar os que são a favor do controle da internet no banco dos vilões e os internautas e nerds nos dos heróis. A realidade é muito mais complexa que isso. O post de hoje é só uma introdução. Nos próximos dias falaremos desses problemas um por um. Vejo vocês até lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5210731807536163175?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5210731807536163175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/sopa-pipa-ahn.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5210731807536163175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5210731807536163175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/02/sopa-pipa-ahn.html' title='SOPA, PIPA... Ahn?'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oW9WiYlt9Zc/TyyO-4hkEwI/AAAAAAAAAYI/NnBXlKpsXZM/s72-c/trip-199-adequados-0003+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8971941803858073834</id><published>2012-01-31T20:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T20:00:46.993-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>A Banalidade do Mal</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MF3sjtiiXqs/S93QWZ1BB-I/AAAAAAAAB3Q/8OnyilAwZqc/s1600/afp_eichmann_israel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_MF3sjtiiXqs/S93QWZ1BB-I/AAAAAAAAB3Q/8OnyilAwZqc/s320/afp_eichmann_israel.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Eichmann durante seu julgamento em Israel em 1961.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hannah Arendt foi cobrir o julgamento de Adolf Eichmann em Israel com ansiedade: não saberia como reagir diante de um monstro como aquele que mandou milhares de judeus para os campos de concentração com simples canetadas. Eichmann, quando a guerra apertou para o lado dos alemãos, chegou a propor um acordo para os americanos: trocar 100 judeus por um caminhão novinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá estava o ex-oficial nazista, dentro de uma redoma de vidro ladeada por policiais, com um fone no qual o tradutor lhe explicava do que estava sendo acusado. No fundo, Eichmann já sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arendt se decepcionou. Eichmann não parecia um homem desumano, muito pelo contrário, lembrava e muito um homem comum. A decepção se tornou preocupação. A filósofa alemã concluiu que qualquer homem comum pode se tornar um monstro, como Eichmann. Afinal, quem sustentou o delírio de Hitler ou de Mussolini foram pessoas comuns. Ditaduras não sobrevivem sem alguma espécie de apoio do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que o homem comum apoiou tantas barbaridades? Por que lhe parecia certo na hora, afinal a Alemanha precisava se levantar e o Fuehrer dizia que os judeus eram os obstáculos para isso.  Por que estava apenas obedecendo ordens. Por uma série de motivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas no fundo, eles sabiam o que estavam fazendo. Por que não reagiram? Por que, de certa forma, gostavam disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cada pessoa há um instinto que clama por poder, por selvageria. É uma parte do inconsciente. Alguns juram de pés juntos que sabem delimitar a parte do cérebro responsável por essa ânsia de violência. O caso é que ninguém está imune dela. Alguns sabem controlá-la melhor que outros, só isso. Essa é a banalidade do mal, conceito criado por Arendt para exprimir essa tendência a cometer atos desumanos. Ao contrário do que ela pensava antes de testemunhar o julgamento de Eichmann, a maldade não é feita somente por pessoas excepcionalmente más, mas também, e, principalmente, por pessoas comuns.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Umberto Eco, anos mais tarde, diria que o Fascismo não era apenas um movimento político totalitário que surgiu na Itália na década de 20. É mais que isso. É uma parte de nosso ser. Cada um de nós tem esse sentimento de apelar para a violência, de passar por cima dos outros como se fosse um trator, de se achar superior, de se achar no direito de humilhar pessoas que considera mais fracas que nós.  No dia-a-dia ele pode se manifestar das mais diferentes maneiras. Não há como eliminá-lo, vaporizá-lo. Mas há como domesticá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E você? Anda domesticando seu pequeno fascista interior?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Publicado no Recanto das Letras em 16/10/11).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8971941803858073834?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8971941803858073834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/banalidade-do-mal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8971941803858073834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8971941803858073834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/banalidade-do-mal.html' title='A Banalidade do Mal'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MF3sjtiiXqs/S93QWZ1BB-I/AAAAAAAAB3Q/8OnyilAwZqc/s72-c/afp_eichmann_israel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8602282990087520608</id><published>2012-01-30T17:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T17:53:29.414-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amigos'/><title type='text'>Para se ler em dias de chuva (n'alma)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fagocitandosp.blogspot.com/2012/01/cidade-e-o-vazio.html"&gt;A CIDADE É O VAZIO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diego Gatto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(fragmentos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.hopper.com.br/wp-content/themes/bigfeature/library/timthumb/timthumb.php?src=/wp-content/uploads/2009/12/postcards.jpg&amp;amp;w=848&amp;amp;zc=1" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="238" sda="true" src="http://www.hopper.com.br/wp-content/themes/bigfeature/library/timthumb/timthumb.php?src=/wp-content/uploads/2009/12/postcards.jpg&amp;amp;w=848&amp;amp;zc=1" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Metrô, Edward Hopper.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;(...) A cidade é o vazio, nada mais que isso. O vazio taciturno e sorumbático, o vazio que ecoa luzes e sons. Uma grande cidade é como uma grande caixa de brinquedo atraente aos olhos, embrulhada em papéis coloridos e laços vislumbrantes. É uma caixa vazia. A cidade só faz sentido para quem vive à margem, para quem come pelas bordas, para quem anda pela superfície. Fora isso, a cidade não tem núcleo. A cidade é vazia de sentido, a cidade é vazia de saúde. Um grande buraco aberto no pingo de uma interrogação grafitada, uma cicatriz, uma acne no rosto do mundo. A cidade é uma inflamação cutânea do planeta&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Pela cidade se vê rostos vindos pelas ruas e vidas indo pelo bueiro. Sob as ruas o peso do céu e do smog fotoquímico. Sob os pés, a leveza e ruídos de ratos e baratas confabulando suas revoluções.(...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;﻿&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8602282990087520608?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8602282990087520608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/para-se-ler-em-dias-de-chuva-nalma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8602282990087520608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8602282990087520608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/para-se-ler-em-dias-de-chuva-nalma.html' title='Para se ler em dias de chuva (n&apos;alma)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6880715391495057105</id><published>2012-01-30T14:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T14:41:24.416-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>A palavra de hoje é privacidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/tecnologia/wp-content/uploads/2011/08/privacidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://blogs.diariodepernambuco.com.br/tecnologia/wp-content/uploads/2011/08/privacidade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade o título também poderia ser "Privacidade em tempos cada vez mais públicos". Hoje, voluntaria ou involuntariamente a privacidade perder a todo instante um pouco do seu significado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voluntariamente porque existem pessoas que gostam de ter sua privacidade devassada: "olha, estou fazendo isso e isso". Por que fazem isso? Por "n" motivos, mas o maior deles com certeza é a vontade de se exibir. Conheço muitas pessoas que dizem ser um livro aberto. Realmente, em um livro aberto qualquer um pode rabiscar alguma coisa. O que me chateia nisso tudo é a hipocrisia: a vida delas não é realmente desse jeito, pois as atitudes que elas tomam são sempre feitas pensando no que quem as acompanha vai pensar, o que eles querem ouvir ou ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Involuntariamente porque em tempos de terrorismo e psicose pessoas e governos costumam tomar medidas que acabam sempre recaindo no lado mais fraco da corrente. Chamar de teoria da conspiração o envolvimento que o governo norte-americano possui com os donos da mídia internacional, inclusive as redes sociais, é ser ingênuo no mínimo. A paranóia ainda domina as mentes, mesmo após a Guerra Fria. E não só dos governantes, mas das pessoas comuns que assustadas com casos de bandidos sanguinários e psicopatas assassinos (que parecem surgir a cada semana no noticiário) tomam medidas para restringir sua privacidade, se isolar, e ás vezes até para espionar pessoas que consideram suspeitas. A privacidade de uma pessoa paranóica também não é exatamente algo saudável, porque suas ações passam a ser pautadas não por sua vontade, mas por seu medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, seja pelo medo ou pelo exibicionismo, pela sociedade do espetáculo ou pelas "comunidades de inteligência e segurança", hoje é difícil não só de definir o que é privado, mas também de garanti-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Publicado em Brikolagen em 15 de Janeiro de 2012).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6880715391495057105?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6880715391495057105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/palavra-de-hoje-e-privacidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6880715391495057105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6880715391495057105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/palavra-de-hoje-e-privacidade.html' title='A palavra de hoje é privacidade'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8316837048327892382</id><published>2012-01-30T14:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T14:35:49.904-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog'/><title type='text'>Casa nova!</title><content type='html'>Enfim, gente, como eu tinha anunciado reformei o blog. Caminhos da História se tornou agora Bar Brikolagen. Agora abordaremos temas mais abrangentes e de modos mais lúdicos. Espero que gostem das mudanças. Ainda preciso fazer muitas ainda para ficar compatível com o que tinha projetado, mas por enquanto ele está quase do jeito que tinha idealizado. Aproveitem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8316837048327892382?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8316837048327892382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/casa-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8316837048327892382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8316837048327892382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/casa-nova.html' title='Casa nova!'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-832502078219039070</id><published>2012-01-25T11:39:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T11:39:02.834-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Salvadores e Garotinhos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.vivercidades.org.br/publique_222/web/media/sobreFormacaoRJ_07.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.vivercidades.org.br/publique_222/web/media/sobreFormacaoRJ_07.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em se tratando de corrupção e egocentrismo, minha maior referência sempre foi o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. O maior absurdo que já vi foi quando inauguraram estátuas sua e de sua mulher na cidade de Campos, onde iniciou sua carreira política. Detalhe: estátuas pintadas de dourado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente a corrupção e a impunidade no Rio não são de hoje. Mém de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e responsável por expulsar os franceses da área onde hoje se encontra o litoral do Rio de Janeiro, passou em 1568 o governo da região para seu sobrinho Salvador Correia de Sá. Há relatos de que Mém de Sá teria desviado muitos recursos para si, mas seu sobrinho extrapolou os limites da corrupção. Nomeando parentes para os cargos mais altos da administração, participando do tráfico negreiro (com um posto de tráfico em Angola e outro no Rio) e desviando terras e escravos de moradores da cidade para construir seus engenhos. Por causa disso houve num de seus muitos mandatos uma revolta dos proprietários locais contra sua figura que foi reprimida com mão de ferro pelas mílicias. Depois disso deixou o cargo, mas foi agraciado pela Coroa com uma superintendência em minas de ouro da região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvador conseguiu empossar seus filhos em cargos importantes da administração colonial no Rio e até em Angola. Por muitos anos os Correia de Sá governaram o Rio de Janeiro, só engordando sua renda e suas posses. A área da atual Ilha do Governador era na verdade um dos tantos engenhos da família, daí decorrendo aliás seu nome. Salvador Correia de Sá comprova um fato triste: a corrupção e a impunidade no Rio de Janeiro tem profundas raízes históricas, está se tornando quase um dado cultural. É impossível mudarmos a situação? Não. Pode não ser muito fácil, mas também não é impossível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-832502078219039070?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/832502078219039070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/salvadores-e-garotinhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/832502078219039070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/832502078219039070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/salvadores-e-garotinhos.html' title='Salvadores e Garotinhos'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6936700563939512846</id><published>2012-01-25T11:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T11:51:13.104-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo Virtual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Manifesto digital</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fb/The_Pirate_Bay_logo_bw.svg/200px-The_Pirate_Bay_logo_bw.svg.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/fb/The_Pirate_Bay_logo_bw.svg/200px-The_Pirate_Bay_logo_bw.svg.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O site Pirate Bay, um dos maiores disponibilizadores de downloads da internet, publicou uma nota semana passada manifestando sua indignação com os projetos de lei que pretendem controlar os conteúdos da internet que rolam no Congresso norte-americano. Achei muito interessante o argumento histórico que ele utiliza na nota para provar que a indústria cultural está lutando contra algo do qual ela se nutriu por muitos anos. Aí embaixo está o conteúdo da nota:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INTERNETS, 18 de janeiro de 2012&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para o olho o que o fonógrafo fez para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Edison não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Portanto, toda a base dessa indústria, que está hoje aos gritos sobre perda de controle sobre direitos não-materiais, é que eles driblaram direitos não-materiais. Eles copiaram (ou, de acordo com sua terminologia,”roubaram”) as obras criativas de outras pessoas sem pagar por isso. Eles o fizeram para obter grandes lucros. Hoje, eles são todos bem-sucedidos e a maior parte dos estúdios está na lista da Fortune das 500 empresas mais ricas do mundo. Parabéns – está tudo baseado em ser capaz de reutilizar criações de outras pessoas. E hoje eles detém os direitos das criações de outras pessoas. Se você quer lançar alguma coisa, você tem que seguir as regras deles. As regras que eles criaram depois de driblar as regras de outras pessoas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A razão pela qual eles estão sempre reclamando dos “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram. Nós driblamos as regras que eles criaram e criamos as nossas próprias. Nós esmagamos o seu monopólio ao dar às pessoas algo mais eficiente. Nós permitimos que as pessoas tenham comunicação direta entre si, driblando o intermediário lucrativo, que em alguns casos levar mais que 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles).&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tudo se baseia no fato de que representamos competição.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Provamos que a forma atual como existem não é mais necessária. Somos simplesmente do que eles são.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E a parte engraçada é que as nossas regras são muito similares às ideias que fundaram os EUA. Lutamos pela liberdade de expressão. Enxergamos as pessoas como iguais. Acreditamos que o público, não a elite, deveria governar a nação. Acreditamos que leis deveriam ser criadas para servir o público, não corporações ricas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Pirate Bay é uma comunidade verdadeiramente interacional. Nossa equipe está espalhada por todo o globo – mas ficamos fora dos EUA. Temos raízes suecas e um amigo sueco nos disse isso:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “um cano” em sueco. É claro que isso não é coincidência. Eles querem tornar a internet um cano de mão única. Eles por cima empurrando lixo cano abaixo para o resto de nós, consumidores obedientes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A opinião pública nesse assunto é clara. Pergunte a qualquer um na rua e você vai descobrir que ninguém quer ser alimentado com lixo. Por que o governo americano quer que o povo americano seja alimentado com lixo foge à nossa compreensão, mas esperamos que você o impeça, antes que afoguemos todos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A Sopa não pode fazer nada para brecar o Pirate Bay. Na pior das hipóteses, mudaremos o domínio principal: do atual .org para uma das centenas de nomes que também já usamos. Em países onde estamos bloqueados (os nomes China e Arábia Saudita são os primeiros que vêm à cabeça), eles bloqueiam centenas de nomes de domínios nossos. E adianta? Não muito.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para consertar o “problema da pirataria” deveria se ir à raiz do problema. A indústria do entretenimento diz que eles estão criando “cultura”, mas o que eles realmente fazem é vender coisas como bonecas caríssimas e fazer meninas de 11 anos se tornar anoréxicas. Seja de trabalhar nas fábricas que criam as bonecas por praticamente salário nenhum, seja por assistir filmes e programas de TV que as fazem pensar que são gordas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No grande jogo de computador de Sid Meiers, Civilization, você pode construir maravilhas do mundo. Um dos mais poderosos é Hollywood. Com ele, você controla toda a cultura e mídia do mundo. Rupert Murdoch ficou feliz com MySpace e não via problemas com sua própria pirataria até seu fracasso. Agora ele reclama que o Google é a maior fonte de pirataria do mundo — porque ele está com ciúmes. Ele deseja manter seu controle mental sobre as pessoas e está claro que você consegue um visão mais honesta das coisas na Wikipedia e no Google do que na Fox News.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Alguns dos fatos (anos, datas) nesse texto estão provavelmente erradas. O motivo é que não podemos acessar essas informações quando a Wikipedia está fora do ar. Por causa da pressão de nossos rivais decadentes. Pedimos desculpas por isso.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;—&lt;b&gt;THE PIRATE BAY, (K)2012&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/link/pirate-bay-desafia-sopa-e-pipa-em-nota/"&gt;Retirado do Blog do Estadão&lt;/a&gt;.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6936700563939512846?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6936700563939512846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/manifesto-digital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6936700563939512846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6936700563939512846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/manifesto-digital.html' title='Manifesto digital'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5480847032687154291</id><published>2012-01-20T20:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T21:34:25.554-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Um bode expiatório chamado Professor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.colegiomontevirgem.com.br/site/images/stories/salas-de-aula/sala-de-aula-04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.colegiomontevirgem.com.br/site/images/stories/salas-de-aula/sala-de-aula-04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O magistério é uma profissão ambígua. Melhor, é uma profissão que é vista pela sociedade de forma ambígua: enxergam no professor um sujeito importante, afinal ele ensina as coisas ás pessoas, mas não tão importante a ponto de merecer um salário digno. E diante do fato de que nosso sistema educacional está falido a conclusão é imediata: a culpa é do professor. Do professor e do governo, mais ainda do primeiro porque ao contrário dos políticos, que já se espera que desviem verbas, o professor desviou-se do seu dever sagrado: ensinar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, cristalizou-se a imagem de que o professor é algo como um sacerdote. O seu dever é tão nobre que ele deve ter vocação para tanto e também - essa é a melhor de todas! - suportar com resignação os sacrifícios que o trabalho requer. Os sacrifícios vão desde alunos rebeldes até o baixo salário.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.romulorippa.com.br/adm/img/professora.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://www.romulorippa.com.br/adm/img/professora.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente me lembrei do conselho de Paulo Maluf quando governador de São Paulo para aumentar o salário dos professores: "elas deviam se casar então!" O digníssimo governador na hora que disse isso estava na cabeça com a imagem do professor que todos nós temos: geralmente uma mulher solteira muito paciente e muito carinhosa com seus alunos. Paulo Freire já escreveu um ótimo texto sobre o caráter ideológico da nossa imagem da "tia", por hora basta dizermos que essa representação ajuda a mantermos uma imagem do professor como um dócil profissional, um personagem que deve ser adorado e não tem com que reclamar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor, parafraseando Pink Floyd, é apenas mais um tijolo no muro, mais uma engrenagem do sistema. A educação através dos tempos serviu ao propósito de doutrinar, de fazer com que os indivíduos compreendam qual sua função na sociedade. Isso não impediu que fossem criadas teorias pedagógicas voltadas para o desenvolvimento humano e não da ordem social.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://daicex.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Greve-professores-270x144.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://daicex.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Greve-professores-270x144.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuando, ser professor não é só vocação. Ela tem um papel importante, é claro, mas existem métodos que podem te ajudar muito mais que sua própria intuição. Aí está a importância da pedagogia. Ela te dá recursos para se ter uma boa didática (entendendo didática como métodos e meios adotados por um professor para ensinar). Cada vez mais acredito que métodos não são suficiente, é preciso ter também uma boa relação com seus alunos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o que eu quero dizer é que ser professor não é fácil. Ser paciente, ter vocação, ser carinhoso não é o bastante, ainda mais aqui no Brasil e hoje quando a escola é mal aparelhada e os alunos estão distraídos por um mundo de novidades. Você entra na faculdade achando que é tudo muito fácil: se eu sei o conteúdo e sei os métodos, ensinar vai ser molezinha! Então, na reta final do curso, você finalmente encara a sala de aula no estágio e fica espantado: como eu vou controlar esse pessoal? Aí ou o cara desiste do curso ou se forma e decide que não vai mais se importar com os "monstrinhos". E temos assim mais um professor que não está nem aí para a educação e só piora a situação não ensinando efetivamente e deixando as aulas maçantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1306961323815-professores-bahia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1306961323815-professores-bahia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora que o sistema está falido isso é visível, mas não se resolve o problema fingindo que não o vê. O professor finge que ensina e o aluno finge que aprendeu, no dizer do Prof. Adelson Barros que me fez ver claramente esse paradoxo. O que é preciso então? Comprometimento. Alguém realmente comprometido com a educação reconhece o tamanho do problema, mas continua lutando tentando mudar a situação. Tentando realmente ensinar, tentando conseguir melhores condições de trabalho e de vida. Realmente não é fácil. O professor para se sustentar tem que se desdobrar em mil: assume como horista emprego em várias instituições, particulares e privadas. Com todo o seu tempo ocupado como sobrará tempo para investir em sua formação frequentando os programas de especialização das universidades e do governo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente precisamos ter melhores condições de vida senão a qualidade de nosso trabalho decai. Como conseguir? Se depender do governo nunca conseguiremos. Nossos secretários de educação, geralmente burocratas ou velhas raposas da política, sempre nos respondem com um "ah, você vai ter que esperar um pouco, ter de ser paciente". Esperar é exatamente o que não precisamos. A resposta que Amanda Gurgel, uma professora potiguar, deu a alguns políticos quando estes lhe deram esta desculpinha é ótima. Faço delas as minhas palavras: nossas necessidades são imediatas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/yFkt0O7lceA/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yFkt0O7lceA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/yFkt0O7lceA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que podemos fazer é pressionar para que ajam. No entanto, as organizações sindicais dos professores não são tão unidas a ponto de fazer a pressão com as quais dimensões necessárias para que algo seja feito. Existem algumas com mais força que outros, mas na maior parte dos estados elas são divididas. O que muito me entusiasmou foi a greve dos professores mineiros no ano passado que conseguiu visibilidade e reivindicações atendidas. A prova de que podemos mudar esta situação desanimadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa que falta é a orientação. O contato com o sala de aula é um pouco tardia. A relação entre o professor e o estagiário não costuma ser das melhores: ou porque o professor escolhido não está realmente comprometido ou porque o estagiário quer implantar todos os moderníssimos métodos educacionais na sala de aula, ofendendo a experiência do seu orientador. Ora, o professor deve lembrar que está ali para orientar o estagiário, para mostrá-lo como são as coisas na prática, e o estagiário deve ter em mente que ele é passageiro na escola em que estagia e que deve respeitar a experiência do seu professor, seja ele comprometido ou não com o ensino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou um grande conhecedor da educação no Brasil. Nosso país é muito diverso, cada região tem seus problemas específicos. O que acredito é que comprometimento e uma boa orientação ajudariam e muito a mudar o nosso &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;, a começar pela maior união entre os professores o que geraria uma pressão maior por medidas necessárias e desconstruiria a imagem do professor-mártir. Só sei de uma coisa: "esperar mais um pouco" nunca foi uma boa opção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5480847032687154291?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5480847032687154291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/um-bode-expiatorio-chamado-professor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5480847032687154291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5480847032687154291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/um-bode-expiatorio-chamado-professor.html' title='Um bode expiatório chamado Professor'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-3296634224759466187</id><published>2012-01-20T18:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T20:48:21.558-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog'/><title type='text'>Em breve, reformas na casa!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou pensando em dar uma repaginada no blog. Vai demorar um pouquinho porque são muitas reformas que tenho em mente. O que posso dizer é que vocês podem esperar por algo mais diversificado e mais lúdico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-3296634224759466187?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/3296634224759466187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/em-breve-reformas-na-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3296634224759466187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3296634224759466187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/em-breve-reformas-na-casa.html' title='Em breve, reformas na casa!'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6253068436009231714</id><published>2012-01-18T23:42:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T20:11:16.567-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Meme?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OEpCOgbErBU/TxfJA-fyurI/AAAAAAAAATo/UFb1-agfP2U/s1600/396555_230908443652064_230887036987538_489963_28245404_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://4.bp.blogspot.com/-OEpCOgbErBU/TxfJA-fyurI/AAAAAAAAATo/UFb1-agfP2U/s320/396555_230908443652064_230887036987538_489963_28245404_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Meme" hoje é sinônimo daqueles desenhinhos meio toscos que simbolizam uma reação específica e são usados á granel pelo pessoal nas redes sociais. Mas o que quer dizer "meme"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra foi inventada pelo biólogo Richard Dawkins no seu livro&lt;i&gt; O Gene Egoísta&lt;/i&gt; (1976) e significa unidade mínima de informação. Em outras palavras, o meme é o gene da memória. Meme é aquela informação que vai passando de pessoa em pessoa, de geração em geração. Ele se adapta, mas continua lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dawkins adaptou um conceito do mundo da biologia para o mundo da cultura porque sua teoria basicamente diz que a cultura também evolui. Os memes são os elementos dessa mudança, desse evolucionismo cultural. Eles são como padrões sociais, usando a terminologia weberiana. Eles incutem na sua cabeça idéias que não são sua. Os memes podem servir á mentalidades e ideologias. Um exemplo de Dawkins: a ideia de que será recompensado depois da morte pode te convencer de que isso é realidade e você pode ter uma reação química e emocional (a felicidade) por causa dela.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G3l5g5DxU8o/TxfJIoJ7XMI/AAAAAAAAATw/hrSJADjg-c0/s1600/384457_338305389530703_333213926706516_1319279_1556200610_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-G3l5g5DxU8o/TxfJIoJ7XMI/AAAAAAAAATw/hrSJADjg-c0/s320/384457_338305389530703_333213926706516_1319279_1556200610_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um meme pode adquirir as mais variadas formas: uma música irritante que não sai da sua cabeça, um provérbio muito antigo, gestos que você pegou de sua família, frases de filmes que ficaram famosas e, enfim, piadinhas virtuais. Não sei quem fez a analogia entre os desenhos e os memes, mas acertou em cheio. Entre no Orkut ou no Facebook e você verá vários deles, em forma de desenho ou de fotos, reproduzindo diversas situações. As situações mudam (casos do cotidiano, notícias que estão abalando a mídia, etc), mas os memes continuam os mesmos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Hx2uqX7p954/TxfJOgjPfEI/AAAAAAAAAT4/N22j_VtK3Fk/s1600/407110_307024796001745_137074269663466_732951_910965617_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="236" src="http://1.bp.blogspot.com/-Hx2uqX7p954/TxfJOgjPfEI/AAAAAAAAAT4/N22j_VtK3Fk/s320/407110_307024796001745_137074269663466_732951_910965617_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, se eles podem ser usados como medida de nossa "evolução cultural", como queria Dawkins, então... "Houston, we have a problem!"&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-V4L3MAH1Yog/TxfJV3VlIBI/AAAAAAAAAUA/ixnqbJG4u-g/s1600/382966_361131623900833_224204197593577_1621272_1830017787_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-V4L3MAH1Yog/TxfJV3VlIBI/AAAAAAAAAUA/ixnqbJG4u-g/s320/382966_361131623900833_224204197593577_1621272_1830017787_n.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6253068436009231714?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6253068436009231714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/mememania.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6253068436009231714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6253068436009231714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/mememania.html' title='Meme?'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-OEpCOgbErBU/TxfJA-fyurI/AAAAAAAAATo/UFb1-agfP2U/s72-c/396555_230908443652064_230887036987538_489963_28245404_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8864591631838819759</id><published>2012-01-18T21:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-18T23:10:13.479-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Pesquisando o movimento negro no Brasil e no Amazonas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/36/pag_40_02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://www.revistadehistoria.com.br/v2/docs/image/36/pag_40_02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem acompanha o blog sabe que no último semestre de 2011 desenvolvemos uma pesquisa sobre o movimento negro no Amazonas do qual resultou um pequeno vídeo chamado &lt;i&gt;"Negros em Movimento: A Luta da Memória contra o Esquecimento"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos sustentou durante a pesquisa de campo foi um conhecimento ainda que pequeno sobre a história do movimento negro no Brasil. Nossa maior fonte de consulta foi o livro organizado por Amílcar Pereira e Verena Alberti, &lt;i&gt;Histórias do Movimento Negro no Brasil&lt;/i&gt;. Um livro com os depoimentos das principais lideranças do movimento negro dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão, dentre outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.pallaseditora.com.br/admin/_m2brupload/produtos/165/98_med.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.pallaseditora.com.br/admin/_m2brupload/produtos/165/98_med.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os tópicos abordados estão o que os levou a despertar esse sentimento de negritude, de identidade negra, e como se deu sua entrada na militância política. Alguns pontos despertaram nossa curiosidade e os enumerarei aqui para refletirmos com mais calma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) A periodização do movimento negro é muito flexível: a maioria dos depoentes acreditava que o que eles estavam fazendo no final da década de 1970 era um feito inédito, mas anos depois entrariam em contato com uma geração de intelectuais e ativistas negros muito mais antigos que eles que desde os anos 30 vinham organizando movimentos. O livro de Alberti e Pereira adota essa periodização: o movimento negro teria começado na década de 1930 com a criação da &lt;b&gt;Frente Negra Brasileira&lt;/b&gt;, continuaria na década de 1940 com a criação do &lt;b&gt;Teatro Experimental do Negro&lt;/b&gt; e após algumas desarticulações finalmente se fortaleceria nas décadas de 1970 e 1980, se consolidando nos anos 2000 com o maior espaço que seus militantes e suas propostas tem desfrutado nas instituições oficiais.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.onu.org.br/img/frentenegrabr.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://www.onu.org.br/img/frentenegrabr.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Petrônio Domingues em seu artigo &lt;i&gt;Movimento Negro Brasileiro: Alguns Apontamentos Históricos&lt;/i&gt; cria uma baliza temporal um pouco mais ampla, abrangendo o início da Repúblico e o começo do novo milênio (1889-2000). Na sua visão a série de agremiações recreativas negras que surgiram em São Paulo e no Rio de Janeiro, só para ficar nos exemplos mais conhecidos como o &lt;b&gt;Clube 13 de Maio dos Homens Pretos&lt;/b&gt; ou o &lt;b&gt;Centro Cívico Zumbi dos Palmares&lt;/b&gt;, após a Abolição também podem ser entendidos como movimentos sociais negros, pois ao lado de atividades de lazer também reivindicavam medidas contra a discriminação e discutiam de forma lúdica a questão da identidade negra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) A dicotomia entre cultura e política: muitos militantes encaravam a relação destas duas categorias como opostas e não complementares, ou seja, militar politicamente era visto como a única solução possível enquanto a movimentação cultural, segundo sua opinião, não trazia nenhuma conquista substancial na luta contra o preconceito. E o mesmo acontecia com os militantes que se espraiavam para as atividades culturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa dicotomia também chegou na historiografia. A interpretação de Petrônio Domingues, por exemplo, enxerga na manifestação cultural uma forma de ação política também. O diferencial é que a historiografia atual, assim como o movimento negro hoje como um todo, não vê mais uma oposição entre estas duas instâncias, mas uma complementaridade.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/entrevista/en_117037728823080.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/entrevista/en_117037728823080.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hédio Silva Jr.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Hédio Silva Júnior, um importante militante do movimento negro paulista, em depoimento no livro de Alberti e Pereira diz que o movimento negro no Brasil apesar de tantas medidas ainda falta conquistar uma coisa: a unidade nacional. O que lhe parece até uma vergonha se comparado com a iniciativa dos líderes dos anos 30 que com muito mais dificuldades que a atual geração enfrenta conseguiram criar um movimento nacional, com diretórios na maioria dos estados do país: a Frente Negra Brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa falta de unidade é um ponto muito interessante. Podemos até questionar se a FNB foi realmente um movimento nacional devido a centralidade que ocupava a capital paulista em suas atividades políticas e aos poucos estados no Norte e Nordeste que possuíam diretórios seus. No final dos anos 70, com a fundação do &lt;b&gt;Movimento do Negro Unificado&lt;/b&gt; temos novamente a proposta de um movimento de grandes proporções, mas as diferentes linhas de pensamento dos líderes regionais é um grande obstáculo. Num primeiro momento ele é superado devido ao inimigo em comum (o regime militar), mas com a redemocratização o painel muda e as cisões internas produzem uma série de dissidências.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.circulopalmarino.org.br/wp-content/uploads/2011/07/mnu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.circulopalmarino.org.br/wp-content/uploads/2011/07/mnu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4)A diversidade regional também é um fator muito interessante: nos anos 80, o Nordeste era uma das regiões onde o movimento negro mais tinha força. Os&lt;b&gt; Encontros do Negro do Norte e Nordeste&lt;/b&gt;, iniciados em 1988 em Alagoas, foram muito importantes nesse ponto porque permitiram que os líderes regionais se conhecessem, compartilhassem projetos, adotassem novas iniciativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que o movimento negro no Amazonas encontrou um grande obstáculo: a presença pequena de negros. Esse fator aliado á mentalidade racista que teima que somos uma sociedade sem preconceitos raciais ajuda a explicar porque o movimento negro no Estado se desenvolveu pouco em tanto tempo.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.alagoas24horas.com.br/legba/bancoDeMidia/e/8/%7Be872013f-eb62-430d-9d29-6d7816ac79d8%7D_serra%20do%20bariga.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://www.alagoas24horas.com.br/legba/bancoDeMidia/e/8/%7Be872013f-eb62-430d-9d29-6d7816ac79d8%7D_serra%20do%20bariga.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O primeiro encontro foi organizado no alto da Serra da Barriga, em Alagoas, por ocasião do tombamento de Palmares.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5)A colaboração de outros movimentos sociais é um dado importante: na maioria dos depoimentos encontramos indícios de que os movimentos negros nasceram ou receberam grande ajuda do movimento estudantil, do sindicalismo, de partidos de esquerda, dentre outros atores políticos. Milton Barbosa, o Miltão, lembra que o MNU em parte nasceu da união de estudantes universitários e líderes políticos de índole trotkista. O próprio &lt;b&gt;Movimento Alma Negra&lt;/b&gt; do ativista amazonense Nestor Nascimento nasceu com a benção do PCB local e tentou ser reerguido por ele no final dos anos 80 com a criação da Fração Afro-Brasileira dentro do partido.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BpgPFHXADK0/Txeq5EiJhPI/AAAAAAAAATg/6n9pTNJOtL8/s1600/Nestor+Soeiro+Nascimento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-BpgPFHXADK0/Txeq5EiJhPI/AAAAAAAAATg/6n9pTNJOtL8/s1600/Nestor+Soeiro+Nascimento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Nestor Nascimento por Vinicius AA.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros depoentes preferem frisar que estes movimentos sociais e partidos políticos não se comprometeram realmente com a causa da negritude, mas apenas se usou dela para conseguir apoio na luta contra o regime militar. O argumento é justificado pela resistência encontrada dentro dos partidos de esquerda, por exemplo, em debater a questão racial, em alguns casos. A desculpa dada era que a prioridade era a luta social e não a luta racial. Isso deixa claro que o relacionamento entre entidades negras e movimentos sociais diversos não era totalmente harmoniosa nem completamente conflituosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8864591631838819759?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8864591631838819759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/pesquisando-o-movimento-negro-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8864591631838819759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8864591631838819759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/pesquisando-o-movimento-negro-no-brasil.html' title='Pesquisando o movimento negro no Brasil e no Amazonas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BpgPFHXADK0/Txeq5EiJhPI/AAAAAAAAATg/6n9pTNJOtL8/s72-c/Nestor+Soeiro+Nascimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2464897182389572490</id><published>2012-01-16T15:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T15:07:15.439-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Scorcese falando sobre O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro de Glauber</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/-2w233bAwgY/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-2w233bAwgY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/-2w233bAwgY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Parte 1&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/Nmt1vhUgaw4/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nmt1vhUgaw4&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/Nmt1vhUgaw4&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Parte 2.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2464897182389572490?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2464897182389572490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/scorcese-falando-sobre-o-dragao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2464897182389572490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2464897182389572490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/scorcese-falando-sobre-o-dragao-da.html' title='Scorcese falando sobre O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro de Glauber'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-912427843870709743</id><published>2012-01-11T16:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T16:23:45.609-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vale do Paraíba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taubaté'/><title type='text'>Almanaque Urupês 10 anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/N_JDEZL0CuQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N_JDEZL0CuQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/N_JDEZL0CuQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de estar convencido de que o tempo é relativo, isso não me impede de achar que ultimamente ele anda meio acelerado. Há cinco anos entrei em contato com o&lt;a href="http://www.almanaqueurupes.com.br/portal/"&gt; Almanaque Urupês&lt;/a&gt; pela primeira vez e agora tomei conhecimento de que este maravilhoso site fará uma década de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, o site é apenas uma das interfaces do projeto que há dez anos vem combatendo o esquecimento e contribuindo para a preservação da memória de Taubaté não somente com artigos acadêmicos, mas com programas didáticos e documentários. O trabalho que o pessoal do Almanaque Urupês faz é grandioso e merece o reconhecimento de todos os profissionais da História, sejam eles do Vale ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parabéns, gente, pelo ótimo trabalho! Espero que essa seja uma das muitas décadas de existência desse projeto que festejaremos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços fraternais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-912427843870709743?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/912427843870709743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/almanaque-urupes-10-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/912427843870709743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/912427843870709743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/almanaque-urupes-10-anos.html' title='Almanaque Urupês 10 anos'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4646790383368299442</id><published>2012-01-08T11:41:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T11:41:12.410-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>No Amazonas é assim...</title><content type='html'>Em fins do ano passado o que "bombou" na internet, pelo menos no Amazonas, foram as divertidas imagens da série "No Amazonas é Assim". Vou colocar aqui apenas algumas das quais gostei mais, mas no &lt;a href="http://pt-br.facebook.com/noamazonas"&gt;perfil deles no Facebook&lt;/a&gt; podemos encontrar muito mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fwE5GFs2MoE/TwntDrqE6AI/AAAAAAAAARw/Qey-bj3kPtU/s1600/397387_303252896385217_284385348271972_921725_1301624273_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-fwE5GFs2MoE/TwntDrqE6AI/AAAAAAAAARw/Qey-bj3kPtU/s320/397387_303252896385217_284385348271972_921725_1301624273_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EYtI7p3KIdI/TwntI4WOscI/AAAAAAAAAR4/OZzDKukoCr4/s1600/409679_302122079831632_284385348271972_918685_736532204_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-EYtI7p3KIdI/TwntI4WOscI/AAAAAAAAAR4/OZzDKukoCr4/s320/409679_302122079831632_284385348271972_918685_736532204_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4Bck1wu753w/TwntPL_B4OI/AAAAAAAAASA/d9V16g98Ets/s1600/396892_302668056443701_284385348271972_920402_432778198_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-4Bck1wu753w/TwntPL_B4OI/AAAAAAAAASA/d9V16g98Ets/s320/396892_302668056443701_284385348271972_920402_432778198_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a5DRgw1zWlo/TwnwD_tRbDI/AAAAAAAAASI/cXr8VefYdzg/s1600/404175_299635353413638_284385348271972_910451_2068920104_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-a5DRgw1zWlo/TwnwD_tRbDI/AAAAAAAAASI/cXr8VefYdzg/s320/404175_299635353413638_284385348271972_910451_2068920104_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-29Q9XI0GnOk/TwnwI36jdgI/AAAAAAAAASQ/SdpHpCb3nhI/s1600/378941_284421541601686_284385348271972_870541_1737947051_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-29Q9XI0GnOk/TwnwI36jdgI/AAAAAAAAASQ/SdpHpCb3nhI/s320/378941_284421541601686_284385348271972_870541_1737947051_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-11JxJ63LPpg/TwnwSSxt9VI/AAAAAAAAASY/6fuFH3_1nok/s1600/393257_309239775786529_284385348271972_943339_1043571853_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-11JxJ63LPpg/TwnwSSxt9VI/AAAAAAAAASY/6fuFH3_1nok/s320/393257_309239775786529_284385348271972_943339_1043571853_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3rf_oiAzVio/TwnwZlGNEyI/AAAAAAAAASg/_51ifEC39gg/s1600/402967_303243589719481_284385348271972_921691_193733116_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-3rf_oiAzVio/TwnwZlGNEyI/AAAAAAAAASg/_51ifEC39gg/s320/402967_303243589719481_284385348271972_921691_193733116_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-opiAkDFgoqg/TwnwgvIAGGI/AAAAAAAAASo/s6Qd1URCNZY/s1600/387529_284666128243894_284385348271972_871290_184997913_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-opiAkDFgoqg/TwnwgvIAGGI/AAAAAAAAASo/s6Qd1URCNZY/s320/387529_284666128243894_284385348271972_871290_184997913_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;OBS: "chibata" aqui quer dizer "maneiro".&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-c3PIPKZG7kc/TwnwvcRrnxI/AAAAAAAAASw/lXbfruUIZbs/s1600/379458_299635270080313_284385348271972_910449_1102132047_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-c3PIPKZG7kc/TwnwvcRrnxI/AAAAAAAAASw/lXbfruUIZbs/s320/379458_299635270080313_284385348271972_910449_1102132047_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m2pZWYOtQs0/Twnw2NqvTmI/AAAAAAAAAS4/AmZwDwuqq_8/s1600/405583_309239879119852_284385348271972_943341_37401730_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-m2pZWYOtQs0/Twnw2NqvTmI/AAAAAAAAAS4/AmZwDwuqq_8/s320/405583_309239879119852_284385348271972_943341_37401730_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Hjl7Lfpjl4/Twnw9rMrFDI/AAAAAAAAATA/Z01mzjK3qRM/s1600/391045_299944056716101_284385348271972_911749_1789855803_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Hjl7Lfpjl4/Twnw9rMrFDI/AAAAAAAAATA/Z01mzjK3qRM/s320/391045_299944056716101_284385348271972_911749_1789855803_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-tpwpDjIFfEc/TwnxEzubp6I/AAAAAAAAATI/ZuLf9D6ZVOQ/s1600/391836_284427841601056_284385348271972_870564_438890343_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-tpwpDjIFfEc/TwnxEzubp6I/AAAAAAAAATI/ZuLf9D6ZVOQ/s320/391836_284427841601056_284385348271972_870564_438890343_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dDeCN5Z2jtM/TwnxM2ipBtI/AAAAAAAAATQ/IF994Ok9j8w/s1600/398124_299944350049405_284385348271972_911754_1545255621_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-dDeCN5Z2jtM/TwnxM2ipBtI/AAAAAAAAATQ/IF994Ok9j8w/s320/398124_299944350049405_284385348271972_911754_1545255621_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-48H6p_KwhmY/TwnxQRzF4UI/AAAAAAAAATY/WHGSW7-19e8/s1600/396447_308918679151972_284385348271972_942580_1066578201_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-48H6p_KwhmY/TwnxQRzF4UI/AAAAAAAAATY/WHGSW7-19e8/s320/396447_308918679151972_284385348271972_942580_1066578201_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4646790383368299442?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4646790383368299442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/no-amazonas-e-assim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4646790383368299442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4646790383368299442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/no-amazonas-e-assim.html' title='No Amazonas é assim...'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fwE5GFs2MoE/TwntDrqE6AI/AAAAAAAAARw/Qey-bj3kPtU/s72-c/397387_303252896385217_284385348271972_921725_1301624273_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6712597385754340126</id><published>2012-01-07T13:46:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T11:49:27.545-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Dangerous Method (Um Método Perigoso)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/LEEXbPGEbSQ/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LEEXbPGEbSQ&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/LEEXbPGEbSQ&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando em Psicanálise, em 2012 estreará no circuito comercial o filme de David Cronenberg sobre o encontro entre Sigmund Freud e Carl Gustav Jung no começo do século XX. Em uma entrevista na época em que seu filme estreou no Festival de Cinema de Veneza em setembro do ano passado, Cronenberg teria falado sobre seu interesse pelo tema - Freud e Jung tentaram entender os impulsos humanos, principalmente os mais obscuros, os quais são o conteúdo da maioria de seus filmes. Ele também avaliou o peso histórico da Psicanálise: &lt;i&gt;Os europeus daquele período se achavam muito civilizados e sofisticados. Havia muitas coisas acontecendo e se acreditava que os seres humanos estavam se transformando em anjos. Freud negou isso, afirmando que há coisas que a racionalidade não pode resolver dentro da civilização.Isto na véspera da 1ª Guerra Mundial, que liquidou este sonho. Ele deu um grande salto na compreensão do que é realmente a natureza humana&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images.hollywood.com/site/Fassbender-Dangerous-Method-Square.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://images.hollywood.com/site/Fassbender-Dangerous-Method-Square.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Michael Fassbender como Carl Jung.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ebooks-library.com/images/Authors/OCGJ.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.ebooks-library.com/images/Authors/OCGJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;E aqui, o verdadeiro Jung.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: o filme dá mais atenção ao jovem Jung e uma de suas pacientes, com a qual ele supostamente teria tido um envolvimento amoroso (ao contrário do que afirma a história oficial). O desejo de entender os traumas e fetiches dela, segundo o filme, teriam motivado a formular suas teorias sobre a psiquê humana, com a ajuda do seu grande mentor intelectual Freud. O trio de protagonistas é composto por Viggo Mortensen, Michael Fassbender e Keira Knightley. Fassbender ficou, na minha opinião, idêntico á Jung. Em se tratando de um filme de Cronenberg e sobre estas duas figuras históricas posso dizer que ele está na minha lista de grandes expectativas, no campo do cinema, para 2012.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6712597385754340126?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6712597385754340126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/dangerous-method-um-metodo-perigoso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6712597385754340126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6712597385754340126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/dangerous-method-um-metodo-perigoso.html' title='A Dangerous Method (Um Método Perigoso)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-3784801067201417169</id><published>2012-01-07T13:24:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T13:24:15.411-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Os Prazeres da Psicanálise</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Luiz Carlos Maciel&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.psicanalise.online.nom.br/Imagem/imagem3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.psicanalise.online.nom.br/Imagem/imagem3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Cenário: bar movimentado, da moda, de preferência em Ipanema. Garçons lentos e displicentes. Os dois personagens, ELE e ELA, depois das dificuldades presumíveis que podem ser inventadas pelo diretor, conseguem uma mesa. Esperam duas horas por um garçom que já passou por eles no mínimo duzentas vezes e o diálogo se inicia).&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — O que é que você quer? Chope?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Por quê deveria querer chope? Pedir chope aqui é um tanto compulsivo. Você não pede chope por uma escolha livre: é uma compulsão. Coisa típica da neurose obsessiva. Você sabe muito bem que não é meu caso, querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Está bem. Você já passou duas horas com seu psicanalista, hoje. Será que não pode mudar de assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Fique sabendo que o auto-conhecimento é o começo da cura. Depois, não tenho pressa em beber nada. Não sofro de nenhuma regressão à fase oral, como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Regressão a quê? Que diabo é isso? Não estou sentindo nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Está, sim. Está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Claro que está. Você é que não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Ué, não estou sentindo nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Pior. Muito pior. Não sente por causa de seus mecanismos de defesa. Você nunca ouviu falar de couraça caracterológica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Nunca. O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — É uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Você está doente, meu amor. Muito doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — (um tanto alarmado) Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — (com firmeza) Doente, sim. Muito doente. Por que você não vai ao Dr. Hauser? Posso marcar hora para você, amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — E quem é o Dr. Hauser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Você está cansado de saber quem é o Dr. Hauser. Pergunta por causa de outro mecanismo de defesa. Seu caso está me parecendo mais grave do que eu pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Está bem. Mas quem é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Meu analista, é claro. Você vai gostar muito dele, querido. É um homem maravilhoso. Bonito, inteligente, culto, atlético, divino. Se eu já não estivesse no meu quinto ano de análise, poderia pensar até que é um semideus. Mas não. Já sei que é um ser humano como qualquer outro, sujeito aos mesmos erros e defeitos. Ele mesmo fez questão de deixar isso bem claro. Não é genial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — O que é genial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Ora, o próprio Dr. Hauser dizer que é um ser humano. Só um homem divino diria isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Eu também reconheço que sou apenas um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Mas você não é o Dr. Hauser. Não desanime nas primeiras sessões. suas resistências serão muito fortes, entende? Isso também aconteceu comigo, no começo. Mas o Dr. Hauser é um mestre no manejo da transferência e, depois de algum tempo, você vai sentir—se outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Mas eu não quero me sentir outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Coitadinho de você, meu bem. Num instante o Dr. Hauser vai convencer você de que você quer ser outra pessoa. Claro que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Mas que outra pessoa, meu Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Uma pessoa mais livre, mais independente. Sem essa dependência neurótica que você tem de mim, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — (esmagado) E eu tenho dependência neurótica de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Claro. Qualquer pessoa com experiência de análise percebe isso logo de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — Você está quase me convencendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Tem uma fixação oral, também. E é um obsessivo-compulsivo típico. Já reparou essa mania por ordem e limpeza que você tem? Já? Aposto que não. Você não repara nada porque seu mecanismo repressivo tomou a forma da inversão. Você se acredita sadio quando está horrivelmente, miseravelmente, talvez até irrecuperavelmente doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELE — (totalmente aterrado) Puxa! Acho que preciso beber alguma coisa. Posso pedir um chope?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA — Claro. Peça um para mim, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;Luiz Carlos Maciel é mais conhecido como guru da contracultura, graças á seus artigos n' O Pasquim (o qual ajudou a fundar ao lado de Tarso de Castro e Jaguar) sobre movimento hippie e pacifista nos anos 70, mas sua formação original é em Psicanálise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-3784801067201417169?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/3784801067201417169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/os-prazeres-da-psicanalise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3784801067201417169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3784801067201417169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/os-prazeres-da-psicanalise.html' title='Os Prazeres da Psicanálise'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5202268039016676386</id><published>2012-01-05T20:31:00.000-08:00</published><updated>2012-01-05T20:31:06.880-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Novo ano, novas perspectivas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/22452/size_590_enchente-nova-friburgo.jpg?1295288872" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/22452/size_590_enchente-nova-friburgo.jpg?1295288872" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2012 começou com cenas muito parecidas com o começo do ano passado: enchentes e alagamentos nas pequenas e grandes cidades brasileiras, principalmente no Sudeste do país. 2011 para mim passou tão rápido que nem percebi que já estávamos há alguns minutos do polêmico 2012. Como costumam dizer, passei um ano só "na correria". Esse ano foi muito proveitoso para mim no sentido de ter participado de muitos trabalhos, realizado alguns projetos e aproveitado muito a vida ao lado dos meus amigos e da minha família. E pensar que comecei 2011 com a pulga atrás da orelha: se falava na pacificação de alguns morros cariocas, do começo de uma era de paz para o Rio de Janeiro e eu suspeitava de que tudo isso era passageiro. Graças a Deus estava errado. Guardo algumas críticas ás pacificações, mas pelo menos elas representam uma atitude efetiva contra o tráfico.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/11/07/627w/povos-arabes-passaram-por-transformacoes-que-deram-contexto-a-revolucao_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="199" src="http://www.jb.com.br/media/fotos/2011/11/07/627w/povos-arabes-passaram-por-transformacoes-que-deram-contexto-a-revolucao_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em janeiro de 2011, nossos olhos se voltaram para o Rio de Janeiro de novo, dessa vez por conta das tragédias das chuvas. &amp;nbsp;No mesmo mês foi a vez de olharmos para o Oriente Médio, onde protestos contra corrupção na Tunísia cresceram, cresceram e culminaram na deposição do ditador local. A onda de protestos não parou por aí, se alastrou pelos demais países árabes: o Egito e a Líbia foram os casos mais emblemáticos. Há pouco tempo, a guerra civil na Líbia acabou e Kaddafi foi assassinado. Muita gente passou boa parte do ano tentando entender o que estava acontecendo ali naquela porção da Ásia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://redesctdetv.files.wordpress.com/2011/03/japao-terremoto-reuters-hg.jpg?w=487&amp;amp;h=365" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://redesctdetv.files.wordpress.com/2011/03/japao-terremoto-reuters-hg.jpg?w=487&amp;amp;h=365" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde algo aconteceria no Extremo Oriente, no Japão para ser mais exato. Algo catastrófico que não ficou muito atrás das modernas produções cinematográficas que falam sobre o fim do mundo: o terrível terremoto no Japão que quase destruiu uma metade inteira do país e ainda contaminou seu meio ambiente com a explosão de duas usinas nucleares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As luzes e a vibração do Rock in Rio, no Rio mesmo, nos fizeram esquecer um pouco dessa terrível tragédia. &amp;nbsp;Foi um evento que gerou muita polêmica pelos cantores escolhidos e pelo modo como foram organizados os shows, mas que no fundo todo mundo gostou um pouco de ter assistido.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acritica.uol.com.br/vida/Imagens-Rock-in-Rio_ACRIMA20110924_0008_18.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://acritica.uol.com.br/vida/Imagens-Rock-in-Rio_ACRIMA20110924_0008_18.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No campo da política tivemos os emblemáticos casos de corrupção nos ministérios de Dilma. Um deles, o caso de Orlando Silva, ainda está rolando. O caso do Ministério dos Transportes foi acompanhado pelo Amazonas com um interesse especial por se tratar do conhecido político amazonense Alfredo Nascimento. E por falar no Amazonas, quem se lembra da polêmica conversa que o prefeito Amazonino Mendes teve com uma moradora de uma área de risco em Manaus ou da reação do jornalista goiano Eugênio Santana á cidade que fez dele inimigo público número 1 dos amazonenses? Isso sem falar da afirmação de um dos membros da banda Restart sobre não haver civilização no Amazonas que lhe custaram um show aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acritica.uol.com.br/manaus/Ponte-Rio-Negro_ACRIMA20100905_0076_13.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://acritica.uol.com.br/manaus/Ponte-Rio-Negro_ACRIMA20100905_0076_13.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Amazonas, a última das efemérides foi a inauguração da faraônica Ponte Rio Negro. Aqui pertinho, do nosso lado, houve a discussão sobre a separação do Pará em três estados: Carajás, Tapajós e Pará. O plebiscito ocorreu e a maioria dos votos foi pela não-divisão. Ainda no Pará, as obras da Usina de Belo Monte foram paradas por conta de uma greve geral de seus trabalhadores e no decorrer do ano várias manifestações na imprensa contra a construção da usina apareceram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode-se dizer muita coisa sobre 2011, menos que foi um ano parado. E chegamos enfim á 2012, o ano que segundo o calendário maia e previsões científicas (?) recentes o mundo acabará. Será? Há uma crise na Coréia do Norte que pode se tornar uma nova Crise dos Mísseis de 1962, será esse o sinal? Eu não sei. Por via das dúvidas vou continuar vivendo, fazendo meus planos e curtindo minha vida. 2011 me fez deixar de ser um tanto pessimista, acho que essa foi sua maior contribuição para mim. Por isso prefiro começar essa ano acreditando que teremos boas surpresas. E é isso!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.oreveillon.com/wp-content/uploads/2011/01/pacotes-reveillon-2012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.oreveillon.com/wp-content/uploads/2011/01/pacotes-reveillon-2012.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5202268039016676386?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5202268039016676386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/novo-ano-novas-perspectivas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5202268039016676386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5202268039016676386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2012/01/novo-ano-novas-perspectivas.html' title='Novo ano, novas perspectivas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8085646100786642872</id><published>2011-12-29T15:38:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T15:40:16.276-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Amazonas, Amazonas II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SRgFpksNID8/TsL9hVBvGJI/AAAAAAAAFD0/S0KR9_L4EHs/s1600/amazonas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://4.bp.blogspot.com/-SRgFpksNID8/TsL9hVBvGJI/AAAAAAAAFD0/S0KR9_L4EHs/s320/amazonas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim vamos analisar um pouco a já mencionada obra de Glauber Rocha para o Governo do Estado do Amazonas.&amp;nbsp;O filme se inicia com imagens sobre a floresta, o rio. A&lt;i&gt; narrativa em off&lt;/i&gt; fala sobre a conquista da selva pelo português e os mitos que a envolvem. Estes elementos nos reportam á visão idílica da história da região, aquela visão que coloca o homem, diante da natureza grandiosa, brutalizado pelo ambiente, quase como parte dela. O problema dessa visão, como já falamos aqui antes, é que ela imputa ao caboclo características passivas, isso quando não admite em outras oportunidades que a Amazônia é uma região "á margem da história".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A narrativa (recurso amplamente utilizado por Glauber na maioria de seus filmes) fala da colonização e dá um salto para o boom da borracha. O que une tais momentos? A ocupação da Amazônia. Bem, então o homem não é tão passivo assim, como podia-se inferir da fala anterior. Entramos, contudo, em outro ramo perigoso da história oficial local: a glorificação dos grandes feitos. Entre a colonização e a economia da borracha existe um imenso vácuo, ele é deixado de lado porque não há nada de digno (segundo o critério dos historiadores), nada de grande, de edificantes para ser relatado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuando: a ocupação é feita, mas em grande parte por migrantes. Glauber visita uma comunidade agrícola, fundada por migrantes nordestinos (não se sabe ao certo o nome da comunidade: a placa, que aparece atrás dos entrevistados, está um pouco avariada, mas pode-se ler "Vinhas", embora pareça que exista mais alguma coisa escrita). Glauber entrevista o mais velho dos ribeirinhos. A selva mais uma vez chama mais atenção no enquadramento da câmera: quase não se pode ver o rosto dos dois homens sentados no tronco caído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ancião fala então da sua jornada: saiu de sua terra, veio para o Amazonas, passou por Manaus, trabalhou com muita gente, veio para esse canto de terra e planeja ter um terreno só seu. Antes que termine de contar seus anseios sobre o futuro, o senhor é interrompido por Glauber: "Corta!"&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://afinsophia.files.wordpress.com/2009/10/digitalizar0002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://afinsophia.files.wordpress.com/2009/10/digitalizar0002.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Casarões em ruínas em Manaus. Foto: &amp;nbsp;equipe AFINSOPHIA.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A câmera passeia pelo rio, encontrando barrancos com gado e outros com casebres. Chega ao porto de Manaus e passeia pela cidade. Prédios antigos relembram o fausto passageiro da borracha. Ruas apinhadas de gente e de quitandas, acompanhadas de taperas e alguns barracos denunciam a atual situação da cidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente o documentário parece ter chegado no tempo-presente, após sair da colonização e do boom da borracha (viagem simbolizada pelas imagens da selva, da extração do látex, dos sobrados, do porto e das ruas). O narrador atesta o que as imagens demonstram: Manaus, depois de tanta riqueza e glória, se encontra abandonada e estagnada. "&lt;i&gt;Á espera de um desenvolvimento que não faça dela apenas peça acessória&lt;/i&gt;". O Amazonas&amp;nbsp;quer voltar aos tempos de glória, mas não quer ser enganada de novo, como aconteceu com a borracha. É explícito o discurso de valorização da Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acritica.uol.com.br/manaus/Presenca-estrategicos-AM-010-inibiria-infracoes_ACRIMA20110810_0006_15.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://acritica.uol.com.br/manaus/Presenca-estrategicos-AM-010-inibiria-infracoes_ACRIMA20110810_0006_15.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Trecho da Rodovia Manaus-Itacoatiara (AM -010) hoje.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns minutos depois, sinais de que o Amazonas está no "rumo certo": a conclusão da estrada Manaus- Itacoatiara, os pastos de gado bovino, etc. (Não se fala muito na Zona Franca, embora ela tenha sido ressuscitada por Castello Branco em 1966. Talvez porque ainda havia muitas dúvidas sobre sua implementação foi melhor deixá-la de lado). Se as lendas e a borracha representam o passado, um passado glorioso e honrado, e o presente simboliza o contrário, o marasmo e o abandono, o futuro, por outro lado, se sinaliza cheio de esperanças. Esperanças trazidas pelo desenvolvimentismo, a ideologia resignificada pelos governos militares. Estradas, colônias agrícolas, fazendas de gado: de fato, tudo isso a ditadura militar implantou na Amazônia, como forma de desenvolvê-la e não perdê-la para o comunismo internacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_aeKAtvPC1HI/S5EYJhz18NI/AAAAAAAADWE/IgpSFJ6Fa30/s640/amazonia+gado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_aeKAtvPC1HI/S5EYJhz18NI/AAAAAAAADWE/IgpSFJ6Fa30/s320/amazonia+gado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, o documentário tem uma linha temporal que utiliza a visão tradicional e oficial da História do Amazonas e que, de quebra, também se encontra com o programa de governo da ditadura militar. As palavras ditas pelo narrador parecem terem sido escritas pelo governador de então, Arthur Cézar Ferreira Reis. O grande tema de Arthur Reis era a colonização amazônica e sua grande tese a de que o português na Amazônia operou uma das iniciativas mais heróicas e triunfais do mundo: ocupar e civilizar o inferno verde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Glauber em entrevista á Joaquim Marinho, na época correspondente do &lt;i&gt;Jornal do Commércio&lt;/i&gt; (se não me engano) teria dito que teve total liberdade de produção do filme. Em se tratando de um filme de propaganda para o governo estadual e dentro de um contexto de ditadura militar, essa liberdade é muito relativa. Acredito que Reis tenha, pelo menos, dado a linha principal do filme.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nGoh9orDBW4/TvKxLp_XgOI/AAAAAAAAC7s/sIfym2zGV3A/s1600/Arthur+Reis.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-nGoh9orDBW4/TvKxLp_XgOI/AAAAAAAAC7s/sIfym2zGV3A/s320/Arthur+Reis.JPG" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Arthur Reis&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto interessante é que nos anos 60 era muito comum no cinema nacional produções que falavam de temas populares, mas por um prisma um tanto prosaico. O crítico Jean-Claude Bernardet chamou essa característica de "modelo sociólogico": faz-se o filme em cima de uma tese, as entrevistas são usadas somente para comprovar essa tese, geralmente descrita (usando-se a narração em off) em tom austero e sisudo. No campo do documentário, o cinema não estava tão ousado como no mundo da ficção, renovada pelo sopro do Cinema Novo. Talvez, portanto, a falta de intimidade de Glauber com esse ramo e as limitações do "modelo sociólogico" também tenham contribuído para &lt;i&gt;Amazonas, Amazonas&lt;/i&gt; ser esta produção um tanto carente de crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Glauber era um cineasta comprometido em entender o subdesenvolvimento. Em todas suas entrevistas, em todos seus artigos, ele reafirmava isso. Havia também a questão de se encontrar um estilo brasileiro, mas ela se entrelaçava com a discussão sobre o subdesenvolvimento. O realizador baiano o entendia como produto de nossa colonização e de nossa condição como país capitalista (como pode se ver, entre suas leituras estavam desde marxistas até pensadores do ISEB). Então, um filme que glorifique a colonização e defenda o desenvolvimento capitalista é de longe a negação de tudo que pensava e que vinha fazendo. Não é segredo nenhum entender porque ele sempre renegou esta e sua obra posterior de sua filmografia.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WQ8Cu8rVR3s/Tnjn8iCuo2I/AAAAAAAAAnY/ES_ewuDzM_k/s1600/aurelio.glauber.MAO2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://3.bp.blogspot.com/-WQ8Cu8rVR3s/Tnjn8iCuo2I/AAAAAAAAAnY/ES_ewuDzM_k/s320/aurelio.glauber.MAO2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ivens Lima apresenta Glauber na sua palestra no GEC. Foto: Aurélio Michiles.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este documentário possui muitas limitações, algumas duvidosas, mas continua sendo um banquete para os historiadores. Ali encontramos um discurso de uma época, de uma elite e de um governo. Encontramos também imagens sobre o Amazonas e Manaus que nos ajudam a materializar o contexto pelo qual ambos vinham passando. Enfim, é uma fonte esperando as perguntas certas serem feitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais informações sobre &lt;i&gt;Amazonas, Amazonas&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://ceuvagemichiles.blogspot.com/2011/09/glauber-rocha-conquista-do-amazonas.html"&gt;Glauber Rocha: A Conquista do Amazonas - Aurélio Michiles&lt;/a&gt;;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://afinsophia.blog.com/2009/10/22/%E2%80%9Camazonas-amazonas%E2%80%9D-de-glauber-rocha-no-kinemasofico/"&gt;"Amazonas, Amazonas", de Glauber Rocha, no Kinemasófico - AFINSOPHIA&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8085646100786642872?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8085646100786642872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/amazonas-amazonas-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8085646100786642872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8085646100786642872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/amazonas-amazonas-ii.html' title='Amazonas, Amazonas II'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SRgFpksNID8/TsL9hVBvGJI/AAAAAAAAFD0/S0KR9_L4EHs/s72-c/amazonas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7349337499466984237</id><published>2011-12-29T13:45:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T19:51:23.610-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog'/><title type='text'>Mensagem de fim de ano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/47168/size_590_ano-novo-em-rio-de-janeiro-4.jpg?1325425351" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://assets0.exame.abril.com.br/assets/pictures/47168/size_590_ano-novo-em-rio-de-janeiro-4.jpg?1325425351" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mesmo sabendo que as datas são convenções sociais, a maioria ou pelo menos as mais festejadas não correspondem ao evento que comemoram,&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que existe toda uma indústria por trás das festas, nos incitando a trocar sentimentos por presentes,&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que ninguém mais acredita em nada do que se pretendia acreditar quando inventaram isso tudo,&lt;br /&gt;Teimo em desejar a todos que conheço um feliz natal, um bom final de ano e um próspero ano-novo. Podem pensar que estou louco, mas acho que podemos resignificar o que foi resignificado pelo capitalismo e cia. ilimitada. Uma resignificação mais humana.&lt;br /&gt;Sim, por que não? É o que precisamos cada vez mais: aprendermos a ser humano a cada dia. Aprendermos, valorizar, perdoar, tudo isso e muito mais. Se podemos começar a fazer isso perto do Natal, por "n" motivos, então por que não fazê-lo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7349337499466984237?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7349337499466984237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/mensagem-de-fim-de-ano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7349337499466984237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7349337499466984237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/mensagem-de-fim-de-ano.html' title='Mensagem de fim de ano'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8173511329328360646</id><published>2011-12-19T19:34:00.000-08:00</published><updated>2011-12-19T19:34:03.600-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Contradições I</title><content type='html'>Duas notícias históricas de ontem, dia 18 de dezembro.&lt;br /&gt;A primeira - EUA finalmente retiram suas tropas do Iraque, apos quase nove anos de ocupação para "pacificar" o país.&lt;br /&gt;A segunda - O presidente da Coréia do Norte, Kim Jong Il, veio a falecer, deixando o governo para seu filho mais novo.&lt;br /&gt;Uma dá uma esperança de paz e a outra de guerra, já que diante da pouca aceitação popular é capaz, dizem os analistas, que o filho de Kim Jong Il inicie uma guerra para unir seu povo.&lt;br /&gt;Pelo jeito, a sra. Tensão Internacional saiu do Oriente Médio para tirar férias no Sudeste Asiático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8173511329328360646?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8173511329328360646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/contradicoes-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8173511329328360646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8173511329328360646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/contradicoes-i.html' title='Contradições I'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2640989862308329768</id><published>2011-12-18T20:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-29T15:39:52.243-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Amazonas, Amazonas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.objetiva.com.br/aprimaveradodragao/imagens/img_home.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://www.objetiva.com.br/aprimaveradodragao/imagens/img_home.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nelson Motta está lançando um livro esse ano sobre a juventude de Glauber Rocha. Isso me lembrou um fato curioso de sua carreira: a sua passagem pelo Amazonas e pelo Maranhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imagem que temos de Glauber é daquele diretor que vivia a maior parte do tempo em outro mundo, no mundo de suas idéias, criticando o imperialismo econômico e cultural brasileiro (imagem essa que ele mesmo ajudou a criar). O diretor baiano era um dos representantes de um movimento que prometia mudar a cara do Brasil: o Cinema Novo. Inspirado no neo-realismo italiano, muitos realizadores brasileiros decidiram usar uma nova linguagem no cinema para um novo Brasil, um Brasil que deveria superar o subdesenvolvimento. Subdesenvolvimento e desenvolvimento eram, nos anos 50 e 60, palavras-chave, encontradas desde em manchetes de tablóides até em discussões da boemia intelectual dos grandes centros urbanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ailtonmedeiros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/glauber-425x304.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://www.ailtonmedeiros.com.br/wp-content/uploads/2011/10/glauber-425x304.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, Glauber selou seu compromisso com a "arte revolucionária" do Cinema Novo com o lançamento de &lt;i&gt;Deus e o Diabo na Terra do Sol&lt;/i&gt; em 1964. Ali encontramos o sertão brasileiro, local tido pela intelectualidade brasileira (desde Euclides da Cunha) como hábitat do verdadeiro povo brasileiro. O filme tem um conteúdo político (afinal Corisco não grita antes de morrer "Mais forte são os poderes do povo!" só porque é bonitinho), mas também artístico: valorização da cultura brasileira. Tanto é que a música, composta por Sérgio Ricardo, lembra muito uma balada, um repente ou mesmo a leitura de um cordel.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/poster/3410-2007-08-01-10:47:21_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://cinemacomrapadura.com.br/filmes/poster/3410-2007-08-01-10:47:21_1.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês prestaram atenção na data de lançamento? 1964. Mas antes do golpe militar. Aliás, quando o golpe é consolidado as fitas do filme guardadas no laboratório Líder são apreendidas pelo governo. Só depois de muito negociar com o poder elas são liberadas. Segundo o jornalista Elio Gaspari, começa aí o relacionamento tortuoso de Glauber com a ditadura militar. O governo nunca digeriu muito bem o cineasta baiano, por isso era tentava contê-lo dos mais diferentes modos. Ora procurava cooptá-lo, ora expulsá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se em 1964 encontramos Glauber combatendo um governo que quer queimar seu filme, como explicar então que apenas um ano depois ele esteja em Manaus preparando um filme oficial? Seria como se Michael Moore fizesse um vídeo de propaganda eleitoral para George Bush. O que aconteceu de 1964 a 1965?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1965, Glauber foi preso juntamente com uma turma de intelectuais e estudantes que estavam protestando em frente á um hotel no Rio de Janeiro onde vinha acontecendo uma Conferência Internacional sobre a Paz. O governo, segundo a sugestão de Juracy Magalhães (então Ministro da Justiça), lhe ofertou uma chance de se redimir: sairia da prisão e todas as acusações sobre ele seriam retiradas se fizesse filmes para o governo. Glauber, que já vinha passando por uma crise financeira no final de 64, aceitou á contragosto.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tocadacotia.com/wp-content/uploads/2011/10/glauber-rocha-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://www.tocadacotia.com/wp-content/uploads/2011/10/glauber-rocha-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Glauber em viagem para Parintins.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Firmado o acordo partiu para Manaus, onde faria um filme de propaganda sobre o estado do Amazonas. O governador era o historiador amazonense Arthur Cézar Ferreira Reis, velho conhecido deste blog. O responsável por convidá-lo foi seu secretário de cultura, Luiz Maximino Correia de Miranda, que tinha bons contatos no Rio de Janeiro. Glauber chega na terra baré acompanhado do cinegrafista Fernando Duarte e com um título provisório na cabeça:&lt;i&gt; "A Conquista do Amazonas".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diretor concede uma entrevista ao jornalista e crítico José Gaspar, representante do jornal &lt;i&gt;A Crítica&lt;/i&gt;, mas arruma a maior confusão por não ver a versão final desta antes dela ser publicada. Roda a baiana na redação do jornal, mas é contido e o caso abafado. Um grupo de cineclubistas vai visitá-lo e convida para dar uma palestra no Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC), o maior centro de cineclubismo da cidade. Lá ele dá uma palestra sobre o Cinema Novo, relembrando pontos que ele abordou no seu livro &lt;i&gt;Revisão Crítica do Cinema Novo&lt;/i&gt; (1963).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As filmagens começam em 1965. Ele parte com Duarte para Parintins, Itacoatiara e Manacapuru. Uma das maiores obras do governo Arthur Reis era o término da estrada Manaus-Itacoatiara, que não podia deixar de aparecer no filme. Eles só filmam imagens da natureza, das casas e das pessoas trabalhando, não chegam a entrevistar ninguém. A exceção foi um velho agricultor numa comunidade chamada de Vinhas. A sua entrevista é a única utilizada no filme e é bruscamente interrompida por Glauber.&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tempoglauber.com.br/imagens/Glauber/Filmografia/Maranhao/maranhao66.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://www.tempoglauber.com.br/imagens/Glauber/Filmografia/Maranhao/maranhao66.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cena de Maranhão 66.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1966 o filme é lançado com o nome de &lt;i&gt;Amazonas, Amazonas&lt;/i&gt;, em uma noite de gala no Cine Ypiranga, se não me engano. Glauber não chegou a ver o filme todo, pois saiu na metade dele. Desgosto? Quem sabe. Mas a sua "dívida" com o governo estava longe de ter terminado: foi convidado pelo governo para cobrir a posse do novo governador do Maranhão, o jovem e desconhecido José Sarney. Assim, temos em 1967 o filme &lt;i&gt;Maranhão 66&lt;/i&gt;. Um filme que ressalta a forte ligação do político da ARENA com o povo maranhense e prenuncia um governo progressista para a região.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do Maranhão, Glauber deixaria de fazer filmes para o governo. Viajaria para fora do Brasil e voltaria com uma idéia louca na cabeça: filmar a epopéia de um jovem poeta em um país latino-americano, do populismo á ditadura. Em 1968 era lançado &lt;i&gt;Terra em Transe&lt;/i&gt;, uma crítica ferina ao golpe de 64 que utilizou muitas imagens de apoio de &lt;i&gt;Maranhão 66 &lt;/i&gt;- o jornalista Narciso Lobo se pergunta até que ponto o político populista interpretado por José Lewgoy se fundiu com o Sarney empossado em 1966, literalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anos depois, Glauber renegou estes dois filmes de sua filmografia. O motivo já sabemos. Mas só por curiosidade, postarei aqui o documentário sobre o Amazonas e prometo fazer uma análise detalhada dele á seguir, no próximo post.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/MvNgJ-Swhps/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MvNgJ-Swhps&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/MvNgJ-Swhps&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2640989862308329768?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2640989862308329768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/amazonas-amazonas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2640989862308329768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2640989862308329768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/amazonas-amazonas.html' title='Amazonas, Amazonas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5222003307227565062</id><published>2011-12-17T21:46:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T19:15:59.910-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vale do Paraíba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Jongos, Calangos e Folias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://api.ning.com/files/U1gpL*m87R4iEOsJA0u89AgWnxn6G2e9tsXXybIRTFCZT74s3mtHRdLohSifoZR1AK8jxlzaWj6fN4lPb1w5-S5AiNWE1nMp/JongoBarro.jpg?width=721" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="http://api.ning.com/files/U1gpL*m87R4iEOsJA0u89AgWnxn6G2e9tsXXybIRTFCZT74s3mtHRdLohSifoZR1AK8jxlzaWj6fN4lPb1w5-S5AiNWE1nMp/JongoBarro.jpg?width=721" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Zanzando pela internet me deparei com esse excelente documentário de Hebe Mattos e Martha Abreu (ambas da Universidade Federal Fluminense) sobre manifestações culturais negras no Vale do Paraíba fluminense.&lt;br /&gt;O nome do documentário é Jongos, Calangos e Folias: Música Negra, Memória e Poesia (2005). Postei aqui no blog o começo do vídeo, mas quem quiser vê-lo na íntegra é &lt;a href="http://ufftube.uff.br/video/9RBAHO8O6474/Jongos-Calangos-e-Folias-M"&gt;só dar uma passadinha aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/iRM4nsKcfHM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iRM4nsKcfHM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/iRM4nsKcfHM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não sabe:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Jongo&lt;/b&gt; - É uma dança de origem angolana fortemente rural que gira em torno da improvisação e da advinhação. É considerado por muitos como o avô do samba, por causa de seu ritmo. O bairro de Madureira, no Rio de Janeiro, após a Abolição, foi um grande centro de jongos. A Escola de Samba Império Serrano foi fundada por jongueiros do Morro da Serrinha. Hoje os principais centros de jongos se encontram no Vale do Paraíba Fluminense (no lado paulista temos Guaratinguetá e Lagoinha também) e no interior de &amp;nbsp;Minas Gerais onde também são conhecidos como &lt;b&gt;Caxambu&lt;/b&gt; (nome do tambor usado na dança).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.geledes.org.br/images/stories/artes/jongo/jongo01.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.geledes.org.br/images/stories/artes/jongo/jongo01.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Calango&lt;/b&gt; - Além de ser o nome de um lagarto, é também o nome de uma dança onde os pares dançam arrastando o pé, como o lagarto, enquanto dois cantadores, como os repentistas nordestinos, se desafiam com suas rimas. Também é muito presente na Baixada Fluminense, embora se fale nessa dança em todo o país, mas com variações profundas (em alguns lugares, calango pode ser o nome genérico para bailes, por exemplo).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.museusemiarido.org.br/web/imagens/img_editor/reisado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://www.museusemiarido.org.br/web/imagens/img_editor/reisado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Folia de reis ou reisado&lt;/b&gt; - A encenação da visita dos três reis magos ao menino Jesus pode ser de origem portuguesa, mas é sob a influência africana que ela ganha contornos mais coloridos e musicais. A festa basicamente começa no dia 6 de janeiro, com os reis magos e sua banda visitando todas as casas do bairro. Em cada casa, uma canção pela hospitalidade do dono em recebê-los e outra como despedida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obs: Quando criança, a figura dos reis magos para mim só era menos assustadora que a dos bate-bolas. O motivo era a máscara toda tosca e os passos meio caóticos. Pensava que eram monstros. Eles chegavam em casa, comiam um pãozinho e bebiam um café e a banda tocando. Eu me danava a chorar. Coisas da infância, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Maracatu.jpg/300px-Maracatu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/83/Maracatu.jpg/300px-Maracatu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Congada&lt;/b&gt; - Algumas são representações da batalha de Carlos Magno contra os mouros, outras histórias sobre São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, mas existe uma terceira versão que fala sobre a vida de Chico Rei, um monarca do Congo escravizado e levado á Minas Gerais, mas que consegue juntar ouro e compra sua liberdade. Já ouvi falarem de congadas onde se representa a guerra do rei do Congo, convertido ao cristianismo, contra as tribos pagãs. Das congadas nasceram os &lt;b&gt;maracatus&lt;/b&gt;, que são festas mais coloridas e frenéticas, sem um roteiro certo. Basicamente, no maracatu, os foliões dançam em homenagem ao rei do Congo. A parte falada foi sumindo aos poucos da dança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale ressaltar que a maioria dessas danças folclóricas de origem negra são rurais e possuem quase os mesmos instrumentos (tambores como o caxambu e o alfaia, chocalhos como o ganzá, triângulo, sanfona, etc.) Com a urbanização muitas dessas danças perderam sua força, mas não quer dizer que estejam a ponto de estarem extintas. A UFF vem promovendo desde 1996 Encontros de Jongueiros, enquanto na cidade capixaba de Muqui são organizadas festas de grupos de reisado nacionais, só para ficarmos em dois exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5222003307227565062?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5222003307227565062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/jongos-calangos-e-folias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5222003307227565062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5222003307227565062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/jongos-calangos-e-folias.html' title='Jongos, Calangos e Folias'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-3843420039482139249</id><published>2011-12-17T16:32:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T18:23:16.871-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Ensinar ou pesquisar: eis a questão!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/SxSOBWmDijI/AAAAAAAAALg/TepsCthfmpM/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/SxSOBWmDijI/AAAAAAAAALg/TepsCthfmpM/s320/untitled.bmp" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano-novo traz novas esperanças também para os estudantes de História, afinal o projeto de lei que regulamenta a profissionalização do historiador está em vias de ser aprovado. Esta decisão me deixa feliz, claro, mas também preocupado. Há mercado de trabalho para o historiador, ou seja, para o pesquisador especializado? Na certa há, mas muito pouco. As fundações de amparo á pesquisa espalhadas pelo país estão aí para provar isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queira ou não, todo historiador tem de passar pela sala de aula. Sabemos de professores que se desdobram em inúmeras escolas só para cumprir seu turno de horista, embora desejem um tempo livre para pesquisar. A realidade é que o ensino ainda é o destino da maioria dos formados em História.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso é um problema? Não, o problema é como enxergamos essa realidade. Marlene Cainelli nos alerta para uma falsa oposição entre ensino e pesquisa que reside nas faculdades brasileiras.Essa oposição acredita que não se pode ser um bom pesquisador e um bom professor ao mesmo tempo e que a pesquisa é um espaço mais nobre do ofício justamente por produzir o conhecimento, por refletir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma falsa oposição porque um professor pode sim dominar os instrumentos de pesquisa histórica. As duas esferas não se distanciam, mas se complementam. É preciso produzir conhecimento, mas guardá-lo nas prateleiras da academia é uma atitude fatalmente anti-crítica, contrária á expansão da reflexão. Produzir conhecimento deve vir acompanhado de meios de traduzi-lo para públicos maiores, sem desvirtuá-lo totalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa dicotomia pode ter nascido da mentalidade tradicional que se tinha sobre o professor, visto como o dono do conhecimento que iria vomitar todo o conteúdo na cabeça de seus alunos. Essa falta de reflexão sobre o ensino, a didática, pode ter se unido á uma condição histórica: o papel de oposição velada ao regime militar que os cursos de pós-graduação em História adotaram. A pesquisa era valorizada, como forma de revelar uma visão mais realista da história do país e criticar os rumos que ele vinha tomando. São dois motivos, elencados por Cainelli, para tal distância entre ensino e pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveitemos essa discussão suscitada por tal medida para repensarmos não somente sobre o futuro mercado de trabalho do historiador, mas também sobre as tensões entre ensino e pesquisa e como superá-las.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-3843420039482139249?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/3843420039482139249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/ensinar-ou-pesquisar-eis-questao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3843420039482139249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3843420039482139249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/ensinar-ou-pesquisar-eis-questao.html' title='Ensinar ou pesquisar: eis a questão!'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/SxSOBWmDijI/AAAAAAAAALg/TepsCthfmpM/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6526608782005803495</id><published>2011-12-12T22:07:00.000-08:00</published><updated>2011-12-12T22:07:12.964-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O descompasso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://img.estadao.com.br/especiais/4F/CC/2F/P4FCC2FD10D96454980E22B03DE3157CF.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://img.estadao.com.br/especiais/4F/CC/2F/P4FCC2FD10D96454980E22B03DE3157CF.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Costa e Silva, já presidente, ao lado de seu vice, Pedro Aleixo, e do Ministro da Justiça, Gama e Silva.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Em agosto de 1966 passava pelo estado do Amazonas o marechal Artur da Costa e Silva, candidato único á presidência da República. Foi saudado no dia 23 pelo então governador Arthur Cezar Ferreira Reis com um discurso no qual clamava-se por uma maior integração entre o Norte e o Sul, um desenvolvimento que não excluísse as chamadas áreas periféricas do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"A Universidade brasileira, por exemplo é, realmente, a Universidade de que estamos precisando para as operações de desenvolvimento que importam na obtenção desse progresso. (...) Há seiva a utilizar. Há semente boa para a semeadura. Aproveite-a, Excelência. Plante as árvores. O momento é propício. A Revolução de 31 de Março, a que Vossa Excelência serviu desde a primeira hora, abriu perspectivas luminosas. Não deixe-as perdidas."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O regime que se instaurou no Brasil em 1964 tinha como bandeira acabar com a subversão e a corrupção, moralizar e desenvolver o país, no entanto, pouca coisa mudou. Se instalou no poder uma fração da elite brasileira francamente anticomunista com um grupo de militares com pretensões mais autoritárias (os chamados "linha-dura"). Com o tempo a "linha-dura" acabou ganhando poder, em boa parte graças ao marechal Costa e Silva que como meio de se promover, de se chegar á presidência soube manipular os desejos desse grupo radical.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_0TWnjt3Vwu8/TUi09RRxVvI/AAAAAAAAAXY/r0v5eoqg1-Y/s1600/costa+e+silva.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_0TWnjt3Vwu8/TUi09RRxVvI/AAAAAAAAAXY/r0v5eoqg1-Y/s320/costa+e+silva.jpg" width="203" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artur da Costa e Silva (1899-1969) era Ministro da Guerra durante o governo de Castello Branco, o primeiro marechal na presidência, aquele que ajudou a construir o regime, embora defendesse uma ditadura temporária, apenas para estabilizar o país segundo o discurso oficial. A ditadura foi sendo prolongada. Todos esperavam eleições presidenciais em 1965, mas em outubro desse mesmo ano Castello anuncia que não haverão eleições por enquanto. Na mesma época, um dos tantos Atos Institucionais do governo acaba com os demais partidos. Os políticos terão de se refugiar em dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro, a oposição, e Aliança Renovadora Nacional, a situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Castello, que procurava passar uma imagem de homem de alto valor cultural, muito refinado - aliás, foi em uma das muitas reuniões no Instituto Histórico Geográfico Brasileiro que conheceu o historiador amazonense Arthur Reis, se tornando seu amigo, amizade essa que culminaria na nomeação deste último como governador de sua terra natal - , na realidade, fez pouco para que a democracia voltasse. Por omissão, preferiu não punir os torturadores, denunciados na Missão Geisel (que tinha o propósito justamente de apurar denúncias de tortura por militares); chegou a se reunir com líderes da UNE, quebrando o protocolo da burocracia parlamentar, mas extinguiu a entidade em junho de 1964.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2010/11/Castello-Branco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2010/11/Castello-Branco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Marechal Castello Branco.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em cima do muro, com um pé na democracia e outro na ditadura, titubeando entre o diálogo e a censura, Castello passou a ser reconhecido pelos próprios militares como um presidente fraco. Costa e Silva soube explorar essa sua fraqueza para se auto-promover, como se fosse um arauto dos militares que queriam aprofundar as perspectivas nada luminosas de 1964. Com fama de burro e bronco, Costa e Silva, no entanto, tinha pulso firme e entendia dos maquiavelismos da política (tanto que não é a toa que ele conseguiu com êxito sobressair-se mais que Castello Branco).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lança sua candidatura pela ARENA. Como o MDB procurou se abster desse esboço de eleição, a vitória de Costa e Silva já era certa. Por isso, Reis em seu discurso lhe aconselha o que fazer com os rumos do Brasil. Como presente de aniversário, é declarado eleito em 3 de outubro de 1966, com 294 votos. Um fato curioso é que a eleição de Costa e Silva não inaugura só os anos de chumbo, já que a "linha-dura" agora tem total liberdade para fazer o que quiser, mas também é o marco da esquerda armada.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.comunistas.spruz.com/gfile/75r4!-!HEELMJ!-!zrzor45!-!MFMSLPRM-NOON-HHJM-MEKP-EMDQGDGGSRRS!-!72y1nq/atentado_-_ap.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://www.comunistas.spruz.com/gfile/75r4!-!HEELMJ!-!zrzor45!-!MFMSLPRM-NOON-HHJM-MEKP-EMDQGDGGSRRS!-!72y1nq/atentado_-_ap.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aeroporto de Guararapes depois da explosão da bomba.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 25 de julho de 1966, durante a campanha presidencial, o marechal chegaria em Recife, mas por se atrasar um pouco na sua visita á outro estado preferiu ir de automóvel até Pernambuco. Contando que o futuro presidente do Brasil passasse pelo Aeroporto de Guararapes, um membro da Ação Popular colocou uma bomba dentro de uma valise em um roll do aeroporto. A bomba explodiu, matando duas pessoas e ferindo e aleijando quase uma centena de transeuntes. Até então esse era o primeiro atentado da esquerda brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos anteriores todas as demais tentativas dos grupos de esquerda de combater o regime não chegaram á tal nível, de promover um atentado onde inocentes pudessem ser mortos. É fato que parte da esquerda, distante do PCB que defendia uma linha de combate pacífico, já tinha escolhido trilhar o caminho das armas, como os guerrilheiros de Caparaó, entre Minas e São Paulo, e como a operação comandada pelo coronel Jefferson Cardim, no Rio Grande do Sul, podem demonstrar. Mas todas foram rapidamente desbaratadas pelo governo. A esquerda já estava armada, só não tinha ainda optado pela "guerrilha urbana" ou pelo "terrorismo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que a Ação Popular foi criada por rapazes vindos da Juventude Estudantil Católica e da Juventude Operária Católica, órgãos que nos anos 50 eram conservadores, mas um pouco liberais. O que fez eles deixarem a moderação e partir para um atentado desse porte? A resposta está no modo como a universidade era tratada pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://portal.mec.gov.br/images/stories/flaviolacerda.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://portal.mec.gov.br/images/stories/flaviolacerda.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Flávio Suplicy de Lacerda.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arthur Reis pede que o futuro presidente dê mais atenção ás universidades. O pedido de diálogo com as universidades é feito justamente pela falta do mesmo. Em parte, a culpa era do próprio governo. Castello Branco, o "militar culto e refinado", tinha como Ministro da Educação um obscuro reitor da Universidade Federal do Paraná que chamava estudantes de escorpiões e via o movimento estudantil como um bando de ladrões. Flávio Suplicy de Lacerda não se reunia com a UNE. Aliás, a UNE então estava sem sede própria, uma vez que na onda de manifestações de apoio ás causas "revolucionárias" um grupo de vândalos teria ateado fogo no antigo prédio da organização o incendiando por completo. O governo não teve nada a ver com o ocorrido, mas consentiu com o fato, na medida que não apurou quem estava por trás dos atos e não fez nada para encontrar uma nova sede para a organização (a desconfiança nascia da ligação que a UNE mantinha com o presidente deposto, Jango Goulart).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Autoritarismo na educação se unia ao oportunismo de alguns. É famoso o caso do reitor da antiga Universidade do Brasil, Eremildo Luiz Vianna, que ficou por anos a fio no cargo e com o golpe de 1964 demitiu 4 professores e 19 estudantes por suspeita de serem subversivos. O mesmo Eremildo Vianna foi investigado pelo governo e denunciado como fraudador das verbas da faculdade há anos, mas o processo foi arquivado por Suplicy de Lacerda. O reitor da USP, Antônio Luis Gama Silva, denunciou alguns de seus professores, dentre eles Florestan Fernandes para o Exército. Nos lugares dos professores e funcionários expurgados se colocavam amigos, gente de confiança e familiares. Ficava bem claro o tráfico de influência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P2JpeTj3zHg/S820JWYPd7I/AAAAAAAAAB8/fPRXDyGG7lY/s1600/woodstock2025.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://4.bp.blogspot.com/_P2JpeTj3zHg/S820JWYPd7I/AAAAAAAAAB8/fPRXDyGG7lY/s320/woodstock2025.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Também havia o contexto cultural. O mundo estava vivendo um momento onde conservadorismo e inovações estavam em choque, na chamada Era de Aquarius. Muitas certezas, construídas nas décadas anteriores, estavam sendo abaladas por uma juventude inquieta. 1968 é tido como o marco. Em Paris, estudantes universitários cansados do governo reacionário do presidente De Gaulle foram á rua protestar, enquanto nos EUA jovens que gostavam de música tinham seu contato com o movimento hippie no Festival de Música de Woodstoock. No Brasil, a experiência do Cinema Novo e dos Centros Populares de Cultura já davam a pista do que estava por vir. Isso tudo ajudou a criar uma estética da agitação, no dizer dos críticos da época; onde se unia a busca por um estilo novo com a cultura popular e um engajamento político.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada vez mais governo e universidade vão se distanciando, graças ao modo como o primeiro reagia ao segundo. Em 1964 temos a extinção da UNE, as principais faculdades passam a ser vigiadas por policiais, manifestações estudantis são reprimidas com pancadaria, líderes estudantis são presos. Essa radicalização do governo gera outra radicalização, a da esquerda, porque coloca estudantes insatisfeitos com o governo (o que não dizer que sejam todos comunistas) na mesma cela de comunistas históricos, militares contrários ao golpe e brizolistas. A Ação Popular contava com muitos jovens estudantes católicos como Herbert de Souza, o Betinho, mas também com sargentos e suboficiais, pessoas que entendiam de táticas militares. O que os unia era essa convicção de que a democracia não chegaria pelo diálogo com um governo que não queria diálogo.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/files/2008/06/edson.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="227" src="http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/files/2008/06/edson.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O corpo de Edson Luis Souto sendo velado, com a bandeira do Calabouço.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costa e Silva não ouviu os conselhos de Arthur Reis, pelo contrário, agravou o problema: em 1967 extingue as entidades estudantis estaduais, aprofunda a clandestinidade estudantil, além disso a "linha-dura" coloca mais peso nas repressões ás manifestações estudantis - numa manifestação em frente á embaixada americana, 28 estudantes são mortos, sem falar dos 300 alunos da UFRJ presos em outro protesto. O clímax desse desencontro pode ser considerado a morte do estudante paraense Edson Luís Souto em 1968, num restaurante para estudantes pobres no Rio de Janeiro conhecido como Calabouço. O motivo da confusão foi um protesto contra o aumento do preço da comida do Calabouço. Na batida policial, um tiro acerta Edson e o outro estudante Benedito Dutra. Os estudantes velam o corpo dos dois, tidos por eles como os primeiros mártires do movimento estudantil da época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final de junho uma grande manifestação é feita na Cinelândia, a Passeata dos Cem Mil, reunindo artistas, estudantes e até políticos, todos contrários aos métodos de repressão do regime. Aos poucos a classe média começou a perceber que a "linha-dura" estava dando um rumo estranho ao país, saindo de uma ditadura temporária para uma possível ditadura eterna. A última sinalização desse desejo se deu quando o AI-5 foi promulgado em dezembro de 1968. O pretexto foi um discurso polêmico do deputado Márcio Moreira Alves, pedindo que as mulheres boicotem seus namorados (se por acaso eles pertencerem ás Forças Armadas) e zombando do Dia do Soldado, uma vez que a Câmara dos Deputados não deixou que ele fosse punido. Tal ato demonstrava infiltração da subversão dentro do próprio governo, deveria ser feita uma limpeza, criando um governo mais coerente, sem objeções ao grande projeto de desenvolvimento e moralização que o regime vinha construindo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://fireuniversitario.files.wordpress.com/2011/05/passeata20dos2010020mil1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://fireuniversitario.files.wordpress.com/2011/05/passeata20dos2010020mil1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a toa que a universidade foi se tornando aos poucos a oposição velada ao governo. Apesar de com os constantes expurgos entrarem em seus quadros muitos oportunistas, ainda existia muitos descontentes com os rumos da política nacional, principalmente no ramo das Ciências Sociais (Filosofia, História, Pedagogia, Sociologia, Antropologia, etc). Aí está a origem da costumeira imagem do sociólogo ou historiador como o marxista de carteirinha, o contestador por excelência do status quo. Enquanto isso, se investia mais nas Ciências Exatas, principalmente na Engenharia, como forma de ajudar a dinamizar o mercado de trabalho e dispor de profissionais para construir a infra-estrutura que se desejava erguer, o Brasil Grande das obras faraônicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como começamos esse artigo em Manaus é justo que falemos um pouco dos reflexos desse momento na capital do Amazonas. Bem, no atual estágio da minha pesquisa posso apresentar só algumas considerações: a primeira é de que os expurgos universitários também chegaram no Amazonas. O caso mais emblemático, com toda certeza, é do padre Luiz Ruas que além de ser pároco, poeta e cronista (vinculado ao Clube da Madrugada) também era professor da Faculdade de Filosofia do Amazonas. Preso em 1964, na onda de prisões de elementos considerados subversivos, Ruas foi liberado meses depois do golpe, mas guardou por toda sua vida essa péssima experiência. Continuou lecionando, mas com uma menor carga horária, em comparação a que desfrutava antes.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--BxtA8mJioY/TfFqV5y5CII/AAAAAAAACPA/az89-V1bN_g/s1600/Padre+L+Ruas.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/--BxtA8mJioY/TfFqV5y5CII/AAAAAAAACPA/az89-V1bN_g/s320/Padre+L+Ruas.JPG" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo detendo o pioneirismo por sediar a primeira universidade do Brasil, fundada em 1919 por Eulálio Chaves dentre outros, após a crise da borracha na década de 1920 a Universidade do Amazonas se esfacelou em uma série de pequenas faculdades, sendo a Faculdade de Direito uma das mais forte e prestigiada delas. Dela saiam os bacharéis, o título que a elite tradicional esperava que seu filho tivesse para ter acesso aos mais honrados empregos disponíveis. Mas havia também a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, onde o prestígio era menor, mas a agitação menor. Nos primeiros dos anos 60, a agitação não tinha um cunho tão político, embora tenham se envolvido com a campanha dos Centros Populares de Cultura (promovendo uma Semana Cultural em Manaus com músicas e peças de teatro de fora do estado). É importante ressaltar o seu vínculo com o movimento Clube da Madrugada, que desejava desprovincionalizar Manaus, retirá-la de seu marasmo cultural. Um dos membros do Clube era o jovem estudante marxista Francisco Vasconcelos, que foi presidente da União dos Estudantes do Amazonas no começo dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://acritica.uol.com.br/vida/Escritor-Brasilia-presidente-Clube-Madrugada_ACRIMA20110910_0016_15.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://acritica.uol.com.br/vida/Escritor-Brasilia-presidente-Clube-Madrugada_ACRIMA20110910_0016_15.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Francisco Vasconcelos hoje mora em Brasília.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1965, já na gestão de Manoel Alexandre, a UEA patrocina a formação de um grupo de teatro chamado &lt;i&gt;Decisão&lt;/i&gt; (inspirando-se no show Opinião de Nara Leão, João do Valle e Zé Kéti) que ensaia produções teatrais ousadas. Mais tarde passaria a se chamar Teatro Universitário do Amazonas e teria seu fim com a baixa audiência de peças tanto do teatro político de Brecht como do teatro do absurdo de Ionesco e, claro, pela pesada vigilância do governo, que chegou a impedir a encenação da peça Zona Franca, Meu Amor de Márcio Souza, em 1968. A crítica ao governo já é notória.&lt;br /&gt;Em 1968, a Zona Franca estava começando a ser instalada em Manaus e o AI-5 tinha destruído os programas de rádio Dimensões do Clube da Madrugada e Voz do Secundarista da União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas, todos da Rádio Rio-Mar. O estudante de Direito Internacional Nestor Nascimento estava no Rio de Janeiro, onde presenciou a morte de Edson Souto. A partir daí e das torturas que viria a sofrer a seguir se engajaria na luta contra a ditadura, levando esse engajamento até Manaus. O PCB de Manaus ainda não sabia qual caminho tomar, embora a diretriz do Partidão pra todo país fosse a via pacífica. As manifestações eram pequenas e quando reprimidas, variando com o bom humor dos policiais, temia-se que os estudantes presos fossem levados para a prisão da Ilha de São Vicente, onde ficava o quartel do Grupamento de Elementos de Fronteira.&lt;br /&gt;O peso dos anos de chumbo, portanto, também recaiu sobre Manaus. E as faculdades sentiram isso. Os estudantes de Manaus, os que desejavam ficar por aqui, enfrentavam dois problemas: encontrar mercado de trabalho numa cidade ainda provinciana e se livrar da forte repressão do governo militar. Ao primeiro, a Zona Franca parecia ser uma boa promessa de esperança. Ao segundo, contudo, a solução estava longe de vir ainda, justamente pela desarticulação dos movimentos de esquerda e estudantil na época. Talvez a fragmentação das faculdades tenha ajudado nisso. Talvez o fraco patrulhamento das faculdades e as poucas prisões não tenham criado, como aconteceu no resto do país, aquele vínculo que criou a esquerda armada, o contato entre os demais descontentes do regime. Não sei. Ainda é cedo para falar isso, melhor, para provar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6526608782005803495?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6526608782005803495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/o-descompasso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6526608782005803495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6526608782005803495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/o-descompasso.html' title='O descompasso'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_0TWnjt3Vwu8/TUi09RRxVvI/AAAAAAAAAXY/r0v5eoqg1-Y/s72-c/costa+e+silva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-3901074049369231104</id><published>2011-12-12T19:28:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T13:36:21.866-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Homens e muros (parte II)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalamazonia.com.br/editoria/files/2012/01/eorap.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://www.portalamazonia.com.br/editoria/files/2012/01/eorap.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Dando um passeio por Manaus é meio que inevitável não perceber o que está escrito ou desenhado em seus muros. Se limitando na área, digamos assim, central (Adrianópolis, Centro Histórico, Coroado, Praça 14) encontraremos grafittis e pichações, segundo a classificação que abordamos antes, convivendo junto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira febre ultimamente tem sido a frase "ÉORAP" e suas variações (EORAP...3R, É EORAP..., etc). Como uma epidemia, estas palavras parecem ter infectado cada muro da cidade. Nem o Encontro das Águas escapa, numa montagem feita no Facebook. O que significa? Uma brincadeira cujo significado só meia dúzia de gatos pingados sabe? Pode ser. Como dissemos, o anonimato e a possibilidade de ter muitos significados é uma característica dessa prática urbana, o que produz algumas frases obscuras como essa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um muro na Rua Major Gabriel, antes de se chegar ao conjunto de casinhas pré-moldadas do Igarapé de Manaus (acho que uma quadra antes) podemos ler, entre as rachaduras do reboco: "Só peixe morto que nada com a correnteza". Uma mensagem interessante de inconformismo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QTu3VA2DBUY/Tq_wT450Z8I/AAAAAAAAEvU/MlGmHjzg7Uc/s1600/E+o+Rap+%2528Manaus%2529_Blog+Pelamordi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://2.bp.blogspot.com/-QTu3VA2DBUY/Tq_wT450Z8I/AAAAAAAAEvU/MlGmHjzg7Uc/s320/E+o+Rap+%2528Manaus%2529_Blog+Pelamordi.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Avenida Paraíba, na altura do ponto de ônibus em frente á Escola Ida Nelson, atrás da parada, uma imagem da logomarca da TV Globo acompanhados da frase: "Cuidado! Veículo de Alienação em Massa!" Indo na direção do hospital Check Up encontraremos um desenho de um homem carrancudo dizendo "Manaus Reallity Show!" Este último é assinado por Buiú e Zé, uma dupla que já assinou outros trabalhos pela cidade, principalmente no bairro de Adrianópolis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há também os mais bairristas: num muro branco na Rua Leonardo Malcher, atravessando a Rua Japurá, podemos ler "Sou Bairo 14!" Desculpando a falta do segundo "r", até que é uma declaração válida de orgulho por pertencer á essa comunidade. Será que foi feita na época do carnaval, quando as rivalidades das Escolas de Samba afloram? Não se sabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na Leonardo Malcher, mas próxima da Rua Tapajós e da escola Lato Sensu, em um muro sem graça, há um desenho de um rapaz com uma rosa saindo de um de seus dedos e uma estrela de David do outro. Ao lado uma mensagem escrita: "Vamos Amar Mais" (se não me engano).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pena que não carrego comigo sempre uma câmera fotográfica para registrar estes desenhos para vocês, mas espero que tenha dado uma boa mostra do que se esconde pelos muros de Manaus, no meio de declarações de amor, nomes de grupos ou gangues e até mensagens religiosas. O que eu apenas gostaria de salientar aqui, antes de terminar esse trecho, é que os muros de Manaus tem uma tradição de experimentalismo, mais antiga do que se pode imaginar. Basta dizer que o Clube da Madrugada, movimento cultural que surgiu nos anos 50 em Manaus, teve um papel muito importante nisso. No próximo tópico falaremos mais sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-3901074049369231104?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/3901074049369231104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/homens-e-muros-parte-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3901074049369231104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3901074049369231104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/homens-e-muros-parte-ii.html' title='Homens e muros (parte II)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QTu3VA2DBUY/Tq_wT450Z8I/AAAAAAAAEvU/MlGmHjzg7Uc/s72-c/E+o+Rap+%2528Manaus%2529_Blog+Pelamordi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5114686624508750878</id><published>2011-12-09T16:48:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T16:48:41.143-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Questão Indígena'/><title type='text'>Um marechal entre as malocas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.brasil.gov.br/imagens/sobre/historia/personagens-historicos/marechal-rondon-1865-1958/marechal-rondon-ficou-conhecido-como-civilizador-dos-sertoes/image_12" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://www.brasil.gov.br/imagens/sobre/historia/personagens-historicos/marechal-rondon-1865-1958/marechal-rondon-ficou-conhecido-como-civilizador-dos-sertoes/image_12" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O marechal Candido Mariano Rondon (1865-1958)&amp;nbsp;costumava aconselhar os membros do Serviço de Proteção aos Índios, fundado por ele em 1910, que se diante de alguma adversidade com tribos indígenas era melhor "morrer se preciso for, matar nunca".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rondon e sua máxima são famosos até hoje quando se discute questão indígena. Não é a toa. Desde que esse militar, de origem bororo, participou do serviço delimitação de fronteira e fixação de postes telegráficos no interior do Brasil e entrou assim em contato com os povos indígenas dessa região começou a sua preocupação com o destino desses povos. Preocupação que perduraria por toda a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suas andanças, Rondon encontrou muitas aldeias á míngua, quase sendo destruídas por doenças como a varíola ou por ataques de grileiros. A maioria dessas comunidades sempre lhe recebeu de braços abertos, algumas até esperando que ele fosse o seu grande salvador, retirando-os da miséria. Isso deve ter sensibilizado muito o então quarentão coronel do Exército.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marechal-rondon-biografias/imagens/marechal-rondon-9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mda="true" src="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marechal-rondon-biografias/imagens/marechal-rondon-9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rondon estudou na Escola Militar da Praia Vermelha na virada do século e, como muito de seus colegas, apreendeu ali a cultivar uma rígida disciplina e a apreciar o Positivismo. Ordem e Progresso era o lema da nossa bandeira e do ideal positivista. Para essa ideologia, a Humanidade tem estágios de evolução: os primeiros, são os mais primitivos, e a tendência é se chegar até o último, o Estado Positivo ou Científico, onde a razão passa a guiar as pessoas e os sentimentos bárbaros e violentos são deixados de lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, essa corrente de pensamento foi uma das mais fortes durante a República Velha, contudo fizemos uma leitura toda nossa do Positivismo: enquanto August Comte, seu fundador, acreditava que essa evolução seria feita primeiro na sociedade, para depois atingir o Estado, o político gaúcho Júlio de Castilhos acreditava que deveria acontecer o contrário e Benjamin Constant, republicano histórico e professor de gerações de militares, defendia que só chegaríamos ao estágio positivo com a ajuda do Exército.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_U4Qbmw0anYs/TFT41deFl3I/AAAAAAAABnw/CL4omgQOhQI/s1600/Downloads.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" mda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_U4Qbmw0anYs/TFT41deFl3I/AAAAAAAABnw/CL4omgQOhQI/s320/Downloads.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que isso tem a ver com a questão indígena? Rondon, sendo fortemente positivista e nacionalista, inseriu a problemática indígena nessa discussão. A sociedade brasileira teria que incorporar os "primeiros brasileiros" se quer se tornar evoluída e uma das maneiras de se efetivar essa incorporação é justamente o Exército, segundo a interpretação de Rondon. Por isso, o general incentivou o ingresso de tantos jovens indígenas nas fileiras do Exército. Prometia á eles uma educação gratuita, uma carreira sólida e um certo prestígio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que encontramos na interpretação de Rondon é aquela velha associação do indígena com o arcaico e o primitivo. A conclusão a que se chega: A sua cultura é louvável, mas sua extinção pelo Progresso é inevitável, o que podemos fazer então é incorporá-lo, aculturá-lo. Mesmo carregando um pouco de etnocentrismo, marechal Rondon foi uma das poucas figuras públicas que nutria uma simpatia e uma preocupação com os povos indígenas. Um dos poucos que no alvorecer da Primeira República se dedicou a discutir as políticas indigenistas, diante da indiferença geral que reinava na sociedade sobre tal assunto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5114686624508750878?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5114686624508750878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/um-marechal-entre-as-malocas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5114686624508750878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5114686624508750878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/um-marechal-entre-as-malocas.html' title='Um marechal entre as malocas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_U4Qbmw0anYs/TFT41deFl3I/AAAAAAAABnw/CL4omgQOhQI/s72-c/Downloads.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7165751523000960806</id><published>2011-12-03T12:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-03T12:57:37.484-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><title type='text'>Homens e muros (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os versos de Anibal Beça nos serviram como uma bela introdução para o tema que pretendemos abordar hoje: os muros de Manaus. Melhor, o uso artístico dos muros de Manaus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, faremos aqui uma viagem: do presente ao passado, do passado ao presente. Confrontaremos alguns dizeres inscritos nestas telas em branco ao ar livre. Mas antes precisamos iluminar alguns pontos: primeiro, por que o muro? Por que as pessoas gostam tanto de soltar a imaginação nos muros?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, para registrar algo de seu cotidiano, para passar adiante alguma gracinha ou uma mensagem engajada. São várias as respostas. O lugar escolhido é o muro porque ele é uma das tantas dimensões de nossa vida pública. Nós passamos por eles todos os dias. É inevitável; alguma hora você vai prestar mais atenção nele. É o cantinho perfeito pra quem precisa de visibilidade, afinal, não é a toa que muitos cartazes e outdoors lhe enfeitam.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://redkenbrasil.com/b/wp-content/uploads/2011/08/Bota_AlexVallauri_edit.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="284" src="http://redkenbrasil.com/b/wp-content/uploads/2011/08/Bota_AlexVallauri_edit.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A botinha preta, marca de Alex Vallauri.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não falaremos sobre o uso comercial do muro, mas sobre o uso artístico. Mais uma pergunta se impõe: desenhar/escrever em um muro é arte ou poluição visual? Quando a depredação de um espaço público se torna arte? Bem, as fronteiras não estão tão bem demarcadas assim. Há aqueles que acreditam que há um lado artístico nessa prática urbana e que há um lado criminoso também. Criou- se a divisão entre grafitti e pichação. Enquanto a pichação é mais tosca e agressiva, o grafitti é mais elaborado, esteticamente, e consciente de que pode passar uma mensagem poética ou uma denúncia social. Contudo, há aqueles que colocam tudo no mesmo saco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa discussão se iniciou no final dos anos 60. Maio de 1968 foi muito importante nisso porque os muros foram utilizados pelos entusiasmados jovens franceses para denunciarem o conservadorismo em que viviam. "É proibido proibir", "Seja realista: peça o impossível!", esses e outros tantos dizeres estampavam as paredes de Paris, enquanto nas ruas do Rio de Janeiro podia-se ler "Abaixo a Ditadura" ao lado de "Celacantos provocam maremotos".&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://celacanto.files.wordpress.com/2008/08/celaca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="308" src="http://celacanto.files.wordpress.com/2008/08/celaca.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você deve estar procurando no Google agora o que quer dizer celacanto, mas vou logo adiantando para você que esse peixe pré-histórico nada tem a ver com os anos de chumbo da ditadura militar. Era apenas uma brincadeira, como tantas que vemos por aí. O fato é que teve gente que até chegava a fazer toda uma interpretação simbólica da frase: "celacantos" seriam os políticos caquéticos e os "maremotos" as crises econômicas. Se era isso, ninguém sabe. Essa é uma das características dessa prática urbana: ela é anônima, na maioria das vezes, e de livre interpretação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, enfim, estávamos falando da importância de Maio de 1968 para a valorização do grafitti. A verdade é que o grafitti foi beneficiado também por outro fato histórico: desde o começo do século XX, com as infinitas vanguardas artísticas, passou a se questionar o que se entendia por arte, tornando esse conceito muito mais flexível. Até então só uma escultura que seguisse os padrões estéticos gregos era considerada arte. Na virada do século XIX vários artistas começaram a questionar isso e a propor novas formas de arte.&lt;br /&gt;Os sonhos podiam se transformar em arte, segundo os surrealistas, e obetos industrializados também, de acordo com os papas da arte pop. Então, por que não o grafitti? Os olhares passaram a se voltar para os muros das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MyDqrAXsW7Y/Sw_TtAkdvFI/AAAAAAAAAF8/0r91FlmL6yY/s1600/basquiat-jean-michel-mona-lisa-8800167.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyDqrAXsW7Y/Sw_TtAkdvFI/AAAAAAAAAF8/0r91FlmL6yY/s320/basquiat-jean-michel-mona-lisa-8800167.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Basquiat&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No final dos anos 70, em Nova York, o pintor Basquiat deixou em muitos muros pela cidade alguns desenhos seus. Dizia que preferia expor suas obras nas ruas que nas galerias, embora nunca tenha deixado de pintar telas. Nós também tivemos nosso Basquiat: o desenhista e gráfico italiano, mas radicado brasileiro&amp;nbsp;Alex Vallauri que pintou por toda a cidade de São Paulo, entre 1980 e 1990, uma botinha preta de couro e suas peripécias. Não é a toa que o dia do grafitti é comemorado em São Paulo no dia de seu falecimento: 27 de março (1989).&lt;br /&gt;Enfim, por causa de todos esses fatores, o grafitti hoje é reconhecido como uma arte urbana, democrática e engajada. Se resta alguma dúvida, o prestígio que grafiteiros conhecidos dispõem hoje pode corroborar isso: Os Gêmeos (Gustavo e Otávio Pandolfo) já expuseram seus trabalhos em galerias de San Francisco e Nova York e um documentário sobre o anônimo grafiteiro britânico&amp;nbsp;Banksy até já ganhou o Oscar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://drmartinsurvey2.wikispaces.com/file/view/banksy-again-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" dda="true" height="240" src="http://drmartinsurvey2.wikispaces.com/file/view/banksy-again-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Banksy&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7165751523000960806?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7165751523000960806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/homens-e-muros-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7165751523000960806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7165751523000960806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/12/homens-e-muros-parte-i.html' title='Homens e muros (Parte I)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MyDqrAXsW7Y/Sw_TtAkdvFI/AAAAAAAAAF8/0r91FlmL6yY/s72-c/basquiat-jean-michel-mona-lisa-8800167.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4235022474072648854</id><published>2011-11-29T13:01:00.000-08:00</published><updated>2011-12-18T18:27:45.520-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Quintana e a adolescência:</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;O ADOLESCENTE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mário Quintana&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/wp-content/uploads/2007/11/vida-de-adolescente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="264" src="http://www.blogers.com.br/wp-content/uploads/2007/11/vida-de-adolescente.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A vida é tão bela que chega a dar medo&lt;br /&gt;Não o medo que paralisa e gela,&lt;br /&gt;estátua súbita&lt;br /&gt;mas,&lt;br /&gt;esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz&lt;br /&gt;o jovem felino seguir para a frente farejando o vento&lt;br /&gt;ao sair, a primeira vez, da gruta.&lt;br /&gt;Medo que ofusca: luz!&lt;br /&gt;Cumplicemente,&lt;br /&gt;as folhas contam-te um segredo&lt;br /&gt;velho como o mundo:&lt;br /&gt;Adolescente, olha! A vida é nova...&lt;br /&gt;A vida é nova e anda nua&lt;br /&gt;-vestida apenas com o teu desejo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4235022474072648854?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4235022474072648854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/quintana-e-adolescencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4235022474072648854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4235022474072648854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/quintana-e-adolescencia.html' title='Quintana e a adolescência:'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1542429858612238580</id><published>2011-11-27T17:48:00.000-08:00</published><updated>2011-11-27T18:41:34.614-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Ações Afirmativas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MrRoFO4ivp8/TtL0yj1V9rI/AAAAAAAAARo/10U4jOm9LVc/s1600/racism.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="314" src="http://1.bp.blogspot.com/-MrRoFO4ivp8/TtL0yj1V9rI/AAAAAAAAARo/10U4jOm9LVc/s320/racism.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;"Porque, na verdade, as ciências sociais no Brasil - não vou dizer só a antropologia para não ferir suscetibilidades -, mas o problema é que parece que o problema racial no Brasil sempre foi um problema dos pretos. Florestan Fernandes, por exemplo, foi um aliado importantíssimo na luta contra or acismo, escreveu um livro em que ele disse que a escravidão teria deformado o negro brasileiro, teria incapacitado o negro brasileiro para se integrar socialmente, a anomia social, a coisa da disputa, a crítica a certas práticas que ele entendia que eram incompatíveis com a idéia de família, mas o que é interessante é que o Florestan, que era um marxista, não vai pensar na possibilidade de que a escravidão pode ter deformado o branco brasileiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Acho que o debate sobre ação afirmativa tem coisas interessantes: ele tira a branquitude do armário. Hoje há uma reação branca à ação afirmativa no Brasil. A branquitude - como um movimento político absolutamente articulado, organizado, que gere a economia, a política e as comunicações desse país com tranquilidade - vai botando as manguinhas de fora, digamos assim. Isso aparentemente tensiona mais as relações, porque até hoje quem foi para o microfone, quem foi para o debate público, foi a negritude - se eu for pensar a negritude como a antítese da branquitude. Agora, não; agora, o branco foi chamado para o debate público para ele dizer o que ele pensa das relações raciais. Está sendo forçado, na verdade, porque o debate sobre ação afirmativa força o branco a se manifestar".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Depoimento de &lt;u&gt;Hédio Silva Júnior&lt;/u&gt;, advogado e militante do movimento negro em São Paulo, retirado do livro &lt;strong&gt;Histórias do Movimento Negro no Brasil: Depoimentos ao CPDOC&lt;/strong&gt;. Organizado por Amilcar Araújo Pereira e Verena Alberti. (Rio de Janeiro: Pallas/CPDOC-FGV, 2007). p. 470.&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;O livro de Florestan que Hédio menciona é o clássico &lt;em&gt;A Integração do Negro na Sociedade de Classes&lt;/em&gt; (1964).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1542429858612238580?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1542429858612238580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/acoes-afirmativas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1542429858612238580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1542429858612238580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/acoes-afirmativas.html' title='Ações Afirmativas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-MrRoFO4ivp8/TtL0yj1V9rI/AAAAAAAAARo/10U4jOm9LVc/s72-c/racism.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7418521564570276690</id><published>2011-11-26T20:49:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T20:49:52.399-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historiografia'/><title type='text'>Resistência Escrava Política da Escravidão e Precarização da Liberdade no Amazonas Imperial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Zu4ecCyLqNA/TtHBR7EMlnI/AAAAAAAAARg/Jhsgl4bx59o/s1600/Img+052.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-Zu4ecCyLqNA/TtHBR7EMlnI/AAAAAAAAARg/Jhsgl4bx59o/s320/Img+052.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ygor Olinto Rocha Cavalcante&lt;br /&gt;Foto: Maurílio Sayão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span id="goog_1929365735"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1929365736"&gt;&lt;/span&gt;Esse era o título da palestra ministrada pelo mestrando em História pela UFAM, Ygor Olinto Rocha Cavalcante na segunda noite da Semana de Consciência Negra da Uninorte desse ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fala de Ygor se iniciou com um caso interessante: a fuga de três escravos da propriedade de seu dono em 1851. Ignez, Felipe&amp;nbsp;e Manoel&amp;nbsp;fugiram e se refugiaram no interior da mata, mas uma expedição foi organizada para capturá-los. Uma vez pegos eles são remanejados, remetidos para outras funções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que o jornal &lt;em&gt;A Estrella do Amazonas&lt;/em&gt;, um dos primeiros jornais da província, faz um artigo sobre o ocorrido aplaudindo o sucesso da expedição, depositando nessa fuga de escravos um peso muito forte. Esses três escravos foragidos eram encarados como braços que se evadiam da lavoura, enfraquecendo sua produção, e como subversivos do mais alto nível de perigo, pois poderiam invadir a cidade com seus amigos de mocambos a qualquer minuto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo, é claro, tem um pouco de exagero (temos de lembrar que a Revolução do Haiti, onde negros mataram seus senhores, por muito tempo assombrou a cabeça da elite brasileira), mas existem nele dois pontos interessantes: primeiro, a importância da lavoura era grande aqui, e em segundo, a importância dos escravizados também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, se o negro era importante porque a historiografia tradicional afirma que ele teve uma contribuição infíma na nossa história? Isso implica uma revisão historiográfica. Como podemos avaliar o real peso do negro na economia amazonense? Uma das respostas são as estatísticas. Através do número de escravos presente na província, Ygor pode verificar que a população negra aumenta na década de 1850 (quando ainda era apenas comarca do Grão-Pará), reflexo da Companhia de Comércio do Grão Pará e Maranhão que a partir de 1750 trouxe escravos para essa colônia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.vivabrazil.com/images/abolic6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="149" src="http://www.vivabrazil.com/images/abolic6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grande mito foi quebrado. O outro seria de que a escravidão no Amazonas foi tão pequena que o senhor de escravos e seus escravos não conviviam por meio de relações autoritárias, ou seja, aqui a escravidão foi branda e amena. Por meio da leitura das notícias policiais e dos relatórios de prisões, Ygor nos apresenta uma sociedade tão paranóica quanto a dos cafeicultores paulistas em relação aos escravos. Se fossem vistos mais de dois escravos juntos em algum local público, já temia-se uma insurreição escrava e acionava-se a polícia. Muitas ordens de prisão de escravos eram expedidas com base nesse medo.&amp;nbsp;Além disso, o&amp;nbsp;aumento da atuação policial coincide com o aumento da exportação do cacau, café e fumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais interessante é que a mesma preocupação se tinha com os trabalhadores livres: sejam eles imigrantes brasileiros ou estrangeiros, muitas brigas se iniciavam entre eles e seus patrões ou com a polícia por causa do rígido controle que estes mantinham sobre eles. Ações fora do espaço de trabalho eram consideradas subversivas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://faceaovento.files.wordpress.com/2009/11/caravana-de-escravos-a-caminho-da-costa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="189" src="http://faceaovento.files.wordpress.com/2009/11/caravana-de-escravos-a-caminho-da-costa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De todas essas ações, as fugas dos escravos eram as mais incovenientes e preocupantes para essa elite senhorial, porque elas aumentam as chances de uma revolta contra os senhores. Além de, como o artigo do jornal no começo dizia, retirar braços da lavoura local. Ora, só o ato de fugir das fazendas por si só pode ser encarado como uma evidência muito forte de que no Amazonas a escravidão não foi nada branda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas considerações nos levam á algumas perguntas e certas conclusões. Quanto as perguntas: esse rígido controle social se originou como? Havia uma certa solidariedade entre trabalhadores livres ou não por causa dessa sua condição de serem constantemente vigiados e punidos? Algumas possíveis respostas: a escravidão indígena pode ter sua parte de culpa, mas uma série de acontecimentos no século XIX fez com que as elites senhoriais acreditassem que o Amazonas estava passando por uma crise de mão-de-obra (epidemias, revoltas políticas, fugas de escravos, deserções de trabalhadores livres, etc) e com isso reforçasse o trato com os trabalhadores. Quanto á solidariedade, Ygor nos fala que trabalhadores livres e escravizados se aproximavam sim, mas não se uniam, justamente por uma série de diferenças (culturais e sociais) que levavam ao conflito entre si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quais são as conclusões? A mais importante de todas é que a escravidão no Amazonas provincial representou um dado estrutural&amp;nbsp;para se compreender as relações sociais dessa época. O controle social sobre os trabalhadores e a revolta (ainda que difusa) desses trabalhadores comprovam que também tivemos uma elite autoritária. Elite essa que buscará continuar com esse sistema social, mesmo depois da lavoura de cacau e café perderem sua força. O seringal pode ser entendido como uma extensão desse sistema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palestra do Ygor foi muito boa, cheia de informações muito úteis e propostas interessantes, por isso, com certeza falaremos mais dela aqui, nesse blog, mais para frente. O que acho essencial na sua fala é que ela busca rever conceitos um tanto errôneos sobre a escravidão na região, dando destaque não só para a força dessa instituição em nossa terra como também valorizando a influência da cultura negra nesse processo histórico. A todos que ficaram interessados com sua fala indico seu artigo "&lt;em&gt;Fugindo, ainda que sem motivo": escravidão, liberdade e fugas escravas no Amazonas Imperial (1850-1888)"&lt;/em&gt; que está presente no livro organizado por Patrícia Sampaio, O Fim do Silêncio, que será lançado hoje ás 18h30 no Museu Amazônico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7418521564570276690?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7418521564570276690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/resistencia-escrava-politica-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7418521564570276690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7418521564570276690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/resistencia-escrava-politica-da.html' title='Resistência Escrava Política da Escravidão e Precarização da Liberdade no Amazonas Imperial'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Zu4ecCyLqNA/TtHBR7EMlnI/AAAAAAAAARg/Jhsgl4bx59o/s72-c/Img+052.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4151234666900859656</id><published>2011-11-23T22:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T22:24:02.857-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Negritude em versos (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um poeta e um píntor e algumas imagens sobre a cultura negra. A proposta de nosso estudo é de vasculhar a presença da cultura africana na Região Norte através da literatura. Escolhemos dois poemas, criados por artistas influenciados pelo modernismo e comprometidos em formar uma cultura amazônica longe do beletrismo que vinha imperando na Amazônia até então, que são emblemáticos justamente por sugerirem muitos ganchos para o estudo do negro na região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pGuL1aepmoo/TgzAXckDVVI/AAAAAAAAAmc/YZv861kfUpU/s1600/Batuque_de_Bruno_de_Menezes_por_jbosco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-pGuL1aepmoo/TgzAXckDVVI/AAAAAAAAAmc/YZv861kfUpU/s320/Batuque_de_Bruno_de_Menezes_por_jbosco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Caricatura de Bruno de Menezes.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bruno de Menezes, poeta paraense apaixonado pela cultura negra e um dos grandes expoentes do modernismo na terra do carimbó, era um homem que frequentava desde academias literárias até batuques de candomblé. Já na década de 1950, quando o Clube da Madrugada aqui no Amazonas dá os seus primeiros passos, Bruno já era um intelectual reconhecido. Reconhecido inclusive pelos artistas amazonenses, muitos o considerando uma espécie de sacerdote do movimento cultural que pretendiam operar em Manaus. É o caso de Arthur Engrácio que o considerava um "poeta-poeta" ou Genesino Braga, da tradicional Academia de Letras do Amazonas, que já o chamava de imortal. O imortal veio a falecer nos anos 60, justamente quando o Clube da Madrugada adquire mais força, mas os intelectuais locais trataram de fazer uma merecida homenagem: um busto seu foi feito pelo pintor e escultor Afrânio de Castro ás pressas e exposto na Praça da Polícia, onde se localiza até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/serie_memoria/fotos/103_menezes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/serie_memoria/fotos/103_menezes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Escultura póstuma de Bruno de Menezes feita por Afrânio de Castro em 1963.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afrânio de Castro foi um dos tantos discípulos de Bruno, bem como o pesquisador Vicente Salles no Pará. O pintor já tinha se dedicado a realizar uma arte amazônica, abstrata e minimalista, mas através de Bruno passou a se inspirar no colorido e nos significados da cultura negra. Ao lado de Moacir de Andrade, Afrânio foi um dos artistas plásticos que ganhou destaque com o Clube da Madrugada, expondo quadros dentro e fora de Manaus. Como todo bom artista da época, teve seus momentos de aperto, passando a morar no IGHA por um tempo graças ao favor de um amigo. O sujeito de personalidade forte e marretento, que manteve algumas arrengas com Moacir Andrade e Luiz Bacellar, veio a morrer afogado na Ponta Negra na década de 1970. A morte trágica parece acompanhar os artistas amazonenses: mais ou menos na mesma década o jovem pintor Hanneman Bacellar se suicidaria, por não aguentar mais o preconceito e a miséria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um fio condutor que une tanto as trajetórias do venerável Bruno de Menezes com a do intenso Afrânio de Castro é a preocupação em retratar uma cultura negra dentro de uma cultura amazônica. Veremos adiante, com mais detalhes, que cada um o faz á sua maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro mais famoso de Bruno foi &lt;em&gt;Batuque&lt;/em&gt; (1931), de onde retiramos o poema &lt;em&gt;Pai João&lt;/em&gt;. Embora Afrânio seja mais reconhecido pelas Artes Plásticas, ele também nos deixou uma ampla produção poética e cronística no Suplemente Madrugada d'O&amp;nbsp;Jornal. Recolhemos das páginas amareladas dos jornais o poema &lt;em&gt;Macumba&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4151234666900859656?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4151234666900859656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/negritude-em-versos-parte-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4151234666900859656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4151234666900859656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/negritude-em-versos-parte-i.html' title='Negritude em versos (Parte I)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pGuL1aepmoo/TgzAXckDVVI/AAAAAAAAAmc/YZv861kfUpU/s72-c/Batuque_de_Bruno_de_Menezes_por_jbosco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-9051915931095333037</id><published>2011-11-23T22:22:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T22:22:15.631-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Homens e muros (Introdução)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O MURO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Aníbal Beça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1946-2009)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para Margarete Vernieri&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o muro está adormecido&lt;br /&gt;Apenas o verde limo vive.&lt;br /&gt;O muro vegeta sombras&lt;br /&gt;Cinzentas sombras de cinza e carvão.&lt;br /&gt;o muro está quase caindo&lt;br /&gt;como pétala de rosa&lt;br /&gt;quando murcha&lt;br /&gt;quase morta&lt;br /&gt;temerosa.&lt;br /&gt;Mas&lt;br /&gt;o muro ainda vive,&lt;br /&gt;ás vezes um castelo range&lt;br /&gt;com o rachado do muro&lt;br /&gt;(e os musgos cansam por abafar).&lt;br /&gt;o muro está adormecido&lt;br /&gt;Apenas o verde limo vive.&lt;br /&gt;E na sua inércia&lt;br /&gt;Confundiram-se com um cemitério,&lt;br /&gt;um frio cemitério de sombras.&lt;br /&gt;Mas&lt;br /&gt;o muro vive&lt;br /&gt;o muro tem olhos,&lt;br /&gt;suas lágrimas&lt;br /&gt;fecundam trepadeiras&lt;br /&gt;que trepam no tempo&lt;br /&gt;fluindo com a superfície do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O muro cresceu&lt;br /&gt;e germinou no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a sombra da memória&lt;br /&gt;persista em criar&lt;br /&gt;elementos que empatam&lt;br /&gt;o crescimento do muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso&lt;br /&gt;que o muro cansado cansou-se do verde.&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;mais que em tempo&lt;br /&gt;o muro precisa de uma cor,&lt;br /&gt;cor viva&lt;br /&gt;que corra como o vermelho do sangue&lt;br /&gt;uma cor com sabor alegre e livre&lt;br /&gt;como a cor da papoula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o muro não caia&lt;br /&gt;Para que o muro não morra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urge que se mudem as cores&lt;br /&gt;porque o muro&lt;br /&gt;fartou-se do verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em O Jornal de 28 de Maio de 1967.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-9051915931095333037?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/9051915931095333037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/homens-e-muros-introducao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/9051915931095333037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/9051915931095333037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/homens-e-muros-introducao.html' title='Homens e muros (Introdução)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2477419318117595088</id><published>2011-11-23T22:00:00.000-08:00</published><updated>2011-11-23T22:03:20.302-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>O Negro no Amazonas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-olPgx7zsVmY/Ts3btyAm0CI/AAAAAAAAAQo/SgUkO2EMJRE/s1600/Img+124.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-olPgx7zsVmY/Ts3btyAm0CI/AAAAAAAAAQo/SgUkO2EMJRE/s320/Img+124.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Profa. Arlete Anchieta (CDB/FOPAAM)&lt;br /&gt;Foto: Maurílio Sayão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No primeiro dia da &lt;em&gt;Semana da Consciência Negra&lt;/em&gt; da Uninorte, a coordenadora geral do Fórum Permanente dos Afro-Descendentes, Profa. Arlete Anchieta, proferiu uma palestra sobre o movimento negro no Amazonas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palestra inicia-se homenageando uma figura conhecida aqui nesse blog, o intelectual e militante negro Nestor José Soeiro do Nascimento (1947-2003). Um dos pioneiros do movimento negro no estado do Amazonas, hoje quase esquecido pela maioria da população. Fundou a primeira entidade política negra local que se tem notícia, o Movimento Alma Negra (MOAN) no final dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_UACSgY4VoM/TnfL_7WaH3I/AAAAAAAAS8g/lVwZLYUxjTs/s640/Nestor+Nascimento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="274" src="http://1.bp.blogspot.com/-_UACSgY4VoM/TnfL_7WaH3I/AAAAAAAAS8g/lVwZLYUxjTs/s320/Nestor+Nascimento.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Nestor José Soeiro Nascimento&lt;br /&gt;Foto: Clóvis Eugênio/ Arquivo Em Tempo.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos não viam necessidade em um movimento negro no Amazonas, onde a presença negra é quase mínima. Mas isso é um mito: a historiografia amazonense local tem combatido essa lenda criada pelos historiadores tradicionais, demonstrando o peso da escravidão africana na região. Arlete nos apresenta então um pequeno histórico sobre esta instituição no Amazonas: a origem dos escravizados, as rotas que seguiam para chegar na província, as ocupações em que eram empregados etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença negra tem um espaço todo seu na cultura amazônica e ele não é pequeno. A professora nos lembrou da origem negra da festa mais popular do Amazonas: o Boi Bumbá. Além disso, mencionou outras tantas manifestações culturais como a capoeira, o tambor de Mina, o samba etc. Não só manifestações culturais como também personagens conhecidos como a mãe-de-santo de São Jorge Joana Galante, o capoeirista Mestre Vermelho, o ex-secretário de&amp;nbsp;saúde Henrique Mello e o famoso governador&amp;nbsp;dos tempos da Belle Epóque&amp;nbsp;Eduardo Ribeiro, dentre outros.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qDU-vwd2JtA/Ts3ct_Od-DI/AAAAAAAAAQw/1Ny2tm3YXjU/s1600/Digitalizar0064.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="227" src="http://3.bp.blogspot.com/-qDU-vwd2JtA/Ts3ct_Od-DI/AAAAAAAAAQw/1Ny2tm3YXjU/s320/Digitalizar0064.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vista panorâmica da Praça 14 nos anos 70&lt;br /&gt;Foto: Cassius da Silva Fonseca.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A presença negra também se configura no traçado urbano de Manaus: os tradicionais bairros negros como Praça 14 de Janeiro, Seringal-Mirim (hoje Nossa Senhora das Graças), Morro da Liberdade, São Jorge etc. Hoje, estes bairros deixaram de ser redutos exclusivamente da cultura negra. A própria cultura negra está se irradiando por outros bairros como o Zumbi, Cidade Nova, Japiim, de história mais recente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, podemos concluir que a presença negra não é tão mínima assim quanto se imaginava. O objetivo do movimento negro é justamente trabalhar esta identidade, no sentido de valorizá-la. Enquanto a história oficial inculcou na cabeça de toda a população que não há quase negros no Amazonas, o movimento negro aqui tem o dever de contestar isso através não só de uma revisão historiográfica como também de ações que reafirmam a identidade negra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesse tópico, a Profa. Arlete começa a falar dos movimentos negros no estado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Movimento Alma Negra (MOAN) fundado por Nestor Nascimento em meados dos anos 60 e sendo extinto alguns anos depois;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Movimento Orgulho Negro (MON), criado nos anos 80 por antigos militantes do MOAN e moradores da Praça 14, que nos anos 90 se transformaria em Associação do Movimento Orgulho Negro do Amazonas (AMONAM);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Movimento Afro-Descendente do Amazonas (AFROAMAZONAS), criado em fins de 2006, para reunir as lideranças dos demais movimentos negros da região, principalmente para divulgar suas opiniões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Fórum Permanente de Afro-Descendentes do Amazonas (FOPAAM), fundado em 2000 para congregar as demais entidades negras em seu bojo. Instituição da qual a professora Arlete Anchieta faz parte na condição de coordenadora geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O FOPAAM tem uma ligação com mães e pais de santo, mestres de capoeira, cantores de hip-hop e até quilombolas do Amazonas. Sim, no Amazonas existem quilombos (ao todo 15 comunidades), mas a professora mencionou o caso específico da comunidade de Novo Ayrão, onde o FOPAAM vem acompanhando todo o seu processo de legalização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O próximo tópico da palestra foram as polêmicas políticas de ação afirmativa como as cotas raciais nas universidades, a legalização dos quilombos, o Estatuto da Igualdade Racial e o ensino de História da África nas salas de aula, por exemplo. Segundo a professora, a intenção não é revanchismo, mas tentar equilibrar uma condição social imposta por 300 anos de escravidão: a marginalização do negro. O preconceito é apenas um dos obstáculos que o negro brasileiro tem de enfrentar para poder ascender socialmente: entre os demais estão a falta de uma educação de qualidade e a baixa renda nos empregos. São medidas para afetar esse status quo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, como vocês podem perceber, foi uma palestra muito proveitosa e esclarecedora. O estilo descontraído da Profa. Arlete também ajuda e muito que todos se interessem mais por esse tema. Ao meu ver, a &lt;em&gt;Semana de Consciência Negra&lt;/em&gt; não poderia ter começado melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2477419318117595088?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2477419318117595088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/o-negro-no-amazonas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2477419318117595088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2477419318117595088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/o-negro-no-amazonas.html' title='O Negro no Amazonas'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-olPgx7zsVmY/Ts3btyAm0CI/AAAAAAAAAQo/SgUkO2EMJRE/s72-c/Img+124.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-8565394713357761622</id><published>2011-11-19T09:21:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T09:46:10.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>VIII SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - UNINORTE</title><content type='html'>Aqui está (com um certo atraso) a programação da oitava &lt;strong&gt;Semana da Consciência Negra&lt;/strong&gt;, cujo tema deste ano será &lt;strong&gt;A Presença da Cultura Negra no Brasil e na Amazônia&lt;/strong&gt;, promovida pelo curso de História da Uninorte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gqFY3fn9BSI/TsfqxPCTlMI/AAAAAAAAAQA/WqqF385IxP4/s1600/Img+074.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-gqFY3fn9BSI/TsfqxPCTlMI/AAAAAAAAAQA/WqqF385IxP4/s320/Img+074.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: Maurílio Sayão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dia 16&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;18h30mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Abertura com ritual africano&lt;br /&gt;William Daniel (Grupo Zimbábue)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h30min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Palavras da Coordenação do Curso&lt;br /&gt;Profa. Msc. Elisângela Socorro Maciel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h10min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Ideologias Afro-Brasileiras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(encenação com alunos e egressos do curso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;20h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Palestra: &lt;strong&gt;Movimentos negros no Amazonas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Profa. Msc. Arlete Anchieta (CDB/FOPAAM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;21h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Debate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;22h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Encerramento&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dia 17&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;18h30min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Abertura com dança&lt;br /&gt;Grupo Zimbábue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negros em Movimento: a luta da memória contra o esquecimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Documentário produzido por:&lt;br /&gt;Prof. Msc. Arcângelo da Silva Ferreira, Antônio Everton Andrade, Francisca Anália Silva, Maria Lucirlei Barbosa, Maurílio Sayão e Vinicius Alves do Amaral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h30min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Debate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h50min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Palestra: &lt;strong&gt;Resistência Escrava Política da Escravidão e Precarização da Liberdade no Amazonas Imperial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prof. Ygor Olinto Rocha (UFAM)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;20h50min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Debate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;21h20min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do projeto &lt;strong&gt;Faculdade no Meu Terreiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prof. Esp. Maurício Aurélio Couto Marques, Heberson Cardoso, Náira Pthera Fonseca de Souza e Washington Philipi Correa Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;22h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Encerramento&lt;br /&gt;___________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dia 18&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;18h30min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Abertura: apresentação de capoeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;19h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Palestra:&lt;strong&gt; Encantaria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pai Jean Karlos Lima Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;20h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Palestra: &lt;strong&gt;Encantaria na Amazônia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prof. Marlon Seabra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;20h50min&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atrações musicais&lt;/strong&gt;: discentes do curso de Licenciatura em História&lt;br /&gt;Miquéias William, Eusimar Fernandes e Franciley Jibson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;22h&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Encerramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tx5M9x0_Dc0/TsfrHdGK-7I/AAAAAAAAAQI/xx50C8ng9Fc/s1600/Img+009.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-tx5M9x0_Dc0/TsfrHdGK-7I/AAAAAAAAAQI/xx50C8ng9Fc/s320/Img+009.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto: Maurílio Sayão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-8565394713357761622?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/8565394713357761622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/viii-semana-da-consciencia-negra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8565394713357761622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/8565394713357761622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/viii-semana-da-consciencia-negra.html' title='VIII SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - UNINORTE'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gqFY3fn9BSI/TsfqxPCTlMI/AAAAAAAAAQA/WqqF385IxP4/s72-c/Img+074.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-3880608141392423033</id><published>2011-11-18T22:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T22:16:55.786-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Senghor</title><content type='html'>O texto abaixo é apenas um fragmento de um ensaio escrito por Ieda Machado Ribeiro dos Santos para o site do movimento literário &lt;em&gt;Quilombhoje&lt;/em&gt;. O texto na íntegra pode ser encontrado &lt;a href="http://www.quilombhoje.com.br/ensaio/ieda/senghor.htm"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.meaus.com/leopold-senghor.JPEG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="320" src="http://www.meaus.com/leopold-senghor.JPEG" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;LEOPOLD SÉDAR SENGHOR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;(1906-2001)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Ieda Machado Ribeiro dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Certo dia, eu saía para trabalhar quando a vizinha me chamou: &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— Espere, Ieda. O Dr. Fulano vai para o Campo Grande e pode lhe dar uma carona.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;O Dr. Fulano era um senhor grisalho, muito cheio de mesuras e gentilezas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— Professora, estou encantado em conhecê-la. Soube que a senhora sabe tudo sobre a África.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— Ninguém sabe tudo sobre nenhum assunto — retruquei.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mas ele não deu nenhuma importância à minha interrupção porque, de fato, aquilo era um mero preâmbulo à cretinice que veio logo em seguida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— Já que a senhora sabe tudo sobre a África, não acha que, sendo o cérebro do negro comprovadamente menor do que o do branco, ele é, naturalmente, menos inteligente?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Confesso que me senti tão irritada quanto vocês estão se sentindo agora, ao ler esta idiotice. Mas parece que o velho Oxalá jogou o seu alá sobre mim e eu permaneci bastante calma, respondendo com outra pergunta:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— O senhor já ouviu falar em Léopold Senghor?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— Não, nunca ouvi.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Então eu comecei a falar sobre Léopold Sédar Senghor, africano, filho de pai e mãe africanos (porque se for mestiço eles dizem que a inteligência vem do lado branco). Contei como Senghor, muito jovem, lecionou francês, na França, aos franceses. Que ele era membro da Academia Francesa de Letras, vencendo todos os escritores franceses que competiram com ele. Que ele era traduzido para o alemão, o japonês, o inglês e até para o português. Que ele era Doutor em Honoris Causa em mais de 20 Universidades do mundo inteiro, que havia ganho mais de 15 prêmios internacionais de poesia... E, como se tudo isso não bastasse, era um grande estadista, respeitado no mundo inteiro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Chegando ao nosso destino, mais ou menos uns dez minutos depois, o Dr. Fulano admitiu:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— A senhora me convenceu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ao que respondi, com ironia:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;— E com um crioulo só.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gosto de contar essa história como demonstrativo da fragilidade do racismo e também de que, às vezes, uma argumentação tranqüila e bem fundamentada funciona melhor do que nossos gritos de cólera, embora essa cólera seja mais que justificada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mas, quando começo a escrever sobre Senghor, vejo que toda a sua vida foi exatamente isto: negar, e não apenas para os brancos, como querem os seus inimigos, mas para os próprios negros, principalmente os negros da diáspora, quanta falácia foi escrita e "cientificamente comprovada" sobre nossa inferioridade intelectual, sobre não termos História, Civilização ou Cultura. (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-3880608141392423033?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/3880608141392423033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/senghor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3880608141392423033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/3880608141392423033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/senghor.html' title='Senghor'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1370318975870067355</id><published>2011-11-18T10:54:00.000-08:00</published><updated>2011-11-18T22:28:39.388-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Consciência Negra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;SOU NEGRO &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Solano Trindade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;(1908-1974)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Dione Silva &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ya8SjQLT1qU/TIbLHigNbLI/AAAAAAAAAG8/c97DOcW6Xwo/s1600/negros.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="215" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ya8SjQLT1qU/TIbLHigNbLI/AAAAAAAAAG8/c97DOcW6Xwo/s320/negros.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sou Negro &lt;/div&gt;meus avós foram queimados &lt;br /&gt;pelo sol da África &lt;br /&gt;minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contaram-me que meus avós &lt;br /&gt;vieram de Loanda &lt;br /&gt;como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo &lt;br /&gt;e fundaram o primeiro Maracatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi &lt;br /&gt;Era valente como quê &lt;br /&gt;Na capoeira ou na faca &lt;br /&gt;escreveu não leu &lt;br /&gt;o pau comeu &lt;br /&gt;Não foi um pai João &lt;br /&gt;humilde e manso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo vovó não foi de brincadeira &lt;br /&gt;Na guerra dos Malês &lt;br /&gt;ela se destacou &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minh'alma ficou &lt;br /&gt;o samba &lt;br /&gt;o batuque &lt;br /&gt;o bamboleio &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;e o desejo de libertação...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1370318975870067355?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1370318975870067355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/consciencia-negra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1370318975870067355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1370318975870067355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/consciencia-negra.html' title='Consciência Negra'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ya8SjQLT1qU/TIbLHigNbLI/AAAAAAAAAG8/c97DOcW6Xwo/s72-c/negros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4926696630849658044</id><published>2011-11-14T16:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T16:24:01.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Falam dele, mas quem fala não tem razão?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/IWuggz3aWhw/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IWuggz3aWhw&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/IWuggz3aWhw&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nosso Mussolini", esse foi o apelido que o general Newton Cruz recebeu da midia. Também não era para menos. O próprio Newton Cruz reconheceu, em entrevista recente á Geneton Moraes Neto, que sempre foi muito esquentado. Numa das coletivas de imprensa, o então chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI)&amp;nbsp;perde a cabeça com as perguntas feitas por um repórter. O jornalista relata que teria sido agredido, o que enfurece Cruz que vai pegá-lo no braço para que peça desculpas na frente de todo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, não preciso descrever muito. O vídeo acima mostra muito bem como tudo aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso explica porque Newton Cruz se tornou uma figura tão folclórica. Episódios como esse não eram raros com esse general linha-dura. O criador do SNI, general Golbery do Couto e Silva, gostava da competência dele, mas sempre ressaltava que seu temperamento punha quase sempre tudo a perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Newton Cruz também ficou associado á ditadura militar. A intolerância com que tratava os repórteres se tornou uma espécie de símbolo da censura á imprensa impsota pelo regime. Tanto que sua exoneração é uma das primeiras medidas tomadas pelo Comando do Exército após o fim da ditadura: o objetivo era apagar tudo aquilo que pudesse lembrar o que veio antes de 1985 e depois de 1964.&lt;/div&gt;Essa atitude tomada pelo Estado Maior do Exército para que houvesse uma abertura á democracia sem maiores atritos, como se pode imaginar, teve um peso muito grande para Cruz que na entrevista mencionada antes afirma que guarda uma mágoa sem tamanho contra o general Leônidas Pires Gonçalves, que acredita ser o responsável por "fazer a cabeça" do Estado Maior.&lt;br /&gt;Esta entrevista, concedida em 2010, é muito importante, ao meu ver, não só porque revela alguns pontos omitidos pelos dados oficiais (como um possível atentado da linha dura, nas proporções do Riocentro, e a proposta indecente feita pelo então candidato á presidência Paulo Maluf ao general para "dar sumiço" em Tancredo), mas porque também procura enxergar Newton Cruz além desses estereótipos construídos por suas ações e em parte pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aliás, a entrevista parece toda construída em cima dessa proposta: o entrevistado tentando desconstruir os mitos ao seu respeito. A todo momento, Newton Cruz tenta deixar de ser o "nosso Mussolini". Acaba que em alguns momentos ele reitera isso, com alguns arroubos de truculência. Fora isso, Newton Cruz, já aos 80 anos, demonstra ser apenas um senhor muito falador e arraigado na doutrina anticomunista. No final, cantando a música "Falam de mim/ mas quem fala não tem razão", reitera esse desejo de esclarecer que é um homem incompreendido, cuja fama, que não dizia respeito á realidade, teria o prejudicado. A pergunta que fica é: será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4926696630849658044?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4926696630849658044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/falam-dele-mas-quem-fala-nao-tem-razao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4926696630849658044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4926696630849658044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/falam-dele-mas-quem-fala-nao-tem-razao.html' title='Falam dele, mas quem fala não tem razão?'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7988325308606166721</id><published>2011-11-11T21:30:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T09:51:18.222-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura Afro-Brasileira'/><title type='text'>Novidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kLBGStYIHQk/Tsfr2cMXAII/AAAAAAAAAQQ/9yidPuPa0pc/s1600/Img+005.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-kLBGStYIHQk/Tsfr2cMXAII/AAAAAAAAAQQ/9yidPuPa0pc/s320/Img+005.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A equipe na ilha de edição: Maria Lucirlei Barbosa, Maurílio Freitas Sayão, Francisca Anália Ferreira Silva e eu. No computador, Edson Egas. &lt;br /&gt;Foto: Maurílio Sayão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Os leitores frequentes desse blog (se por acaso ele tiver alguns) devem estar se perguntando por que a demora em novas atualizações. O motivo vem a ser meu envolvimento com o projeto de extensão da faculdade sobre alteridade e diversidade na Amazônia Brasileira. Nosso projeto está em uma fase muito interessante e agitada: estamos construindo um pequeno vídeo sobre o movimento negro no Amazonas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pretenso documentário será exibido na&amp;nbsp;&lt;em&gt;VIII Semana de Consciência Negra&lt;/em&gt; do Departamento de História da Uninorte, entre os dias 16 e 18 desse mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos muito cansados por conta da carga de material que coletamos e agora estamos editando, no entanto, também estamos muito ansiosos para vermos o produto pronto e a recepção do nosso público. Ficamos um pouco triste, pois tivemos que retirar muita coisa importante por conta do tempo, mas pretendemos fazer futuramente um documentário que englobe mais discussões e mais fontes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7988325308606166721?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7988325308606166721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/novidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7988325308606166721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7988325308606166721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/novidades.html' title='Novidades'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kLBGStYIHQk/Tsfr2cMXAII/AAAAAAAAAQQ/9yidPuPa0pc/s72-c/Img+005.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1816455433746159161</id><published>2011-11-11T20:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T09:25:25.927-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Período Populista: alguns conceitos</title><content type='html'>No esquema de hoje vamos esclarecer alguns pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ECONOMIA&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o fim dos anos 30, duas correntes econômicas passaram a dominar as políticas econômicas dos governos. A primeira defende que o Estado intervenha na economia protegendo os interesses nacionais. A segunda acredita que o Estado não deve interferir na economia, mas incentivar a entrada do capital estrangeiro no país. São conhecidas, respectivamente, como protecionismo e liberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos foram ganhando outros apelidos: desenvolvimentismo e entreguismo. &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SYEA3YXZnbI/AAAAAAAAAqY/FOo_hmxqLxA/s400/Populismo+-+Charge+faz+cr%C3%ADtica+%C3%A0+pol%C3%ADtica+industrial+de+JK,+jornal+Ultima+Hora,+15+de+dezembro+de+1956..jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SYEA3YXZnbI/AAAAAAAAAqY/FOo_hmxqLxA/s320/Populismo+-+Charge+faz+cr%C3%ADtica+%C3%A0+pol%C3%ADtica+industrial+de+JK,+jornal+Ultima+Hora,+15+de+dezembro+de+1956..jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Charge sobre o Plano de Metas de JK.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas era o maior exemplo de governo protecionista. Grandes ações nesse sentido do seu segundo governo foram a criação da Petrobrás e a lei de remessa de lucros, que propunha que 1/3 dos lucros das empresas estrangeiras instaladas no Brasil fosse remetido ao estado nacional. Jango tinha um projeto parecido, mas não pode aplicá-lo como pretendia, pois estava mais preocupado em sanar a inflação que vinha atordoando o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já o governo do Marechal Dutra adotou uma política mais "entreguista", pedindo ajuda econômica do FMI para financiar um projeto de incentivo á melhorias em várias esferas da vida pública nacional (como o transporte público, os postos de saúde, as escolas, etc.) Esse projeto ficou conhecido como SALTE e foi um grande fracasso: houve desvio de verbas e na prática a burocracia emperrou muitas das medidas previstas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um destaque especial vai para o governo de Juscelino Kubiscthek que adotou um misto dessas duas correntes em seu Plano de Metas. A idéia era desenvolver o país (50 anos em 5) através da união do capital privado (empresas brasileiras), estatal (empresas públicas nacionais) e estrangeiro (multinacionais e o FMI). Claro que as empresas privadas, principalmente de construção civil, foram privilegiadas pelo projeto de construção de Brasília e de rodovias pelo país inteiro. Mas a entrada de fábricas de produtos automobilísticos ganhou muitos incentivos fiscais e lucrou com uma mão-de-obra pouco especializada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O detalhe é que o empréstimo pedido ao FMI aumentou a dívida externa, que já havia sido aumentada por Dutra e não foi resolvida por Vargas. É o começo de um processo de inflação que duraria quase 10 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, a política econômica dos governos de Jânio e Jango é quase inexpressiva. O que eles tentavam fazer era basicamente acabar com essa crise. A inflação só é acalmada no governo militar, com os planos de Roberto Campos (um economista liberal).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo militar, de certa forma, imitou um pouco a política econômica de JK: fortaleceu as empresas estatais e protegeu os industriais nacionais, mas ao mesmo tempo incentivou a entrada de mais multinacionais no país e contraiu um empréstimo gigantesco com o FMI para patrocinar as obras faraônicas do governo Médici (a Transamazônica, por exemplo). O resultado foi uma nova inflação que se agravou com a crise do Petróleo em 1974. A dívida externa continuou fazendo o Brasil tremer. A inflação só foi controlada já nos anos 90 com o Plano Real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concluindo, do ponto de vista econômico o período populista foi um caos. Se formos pensar bem, de 1945 á 2000 o Brasil experimentou oscilações entre momentos críticos e momentos menos críticos na economia - a inflação foi o grande monstro, foi o que assustou e hoje continua a assustar, mas nem tanto, o brasileiro.&lt;br /&gt;Um ponto interessante é a ideologia nacional-desenvolvimentista que surgiu a partir da década de 1950 e reuniu intelectuais dos mais diversos posicionamentos (desde pensadores liberais como Hélio Jaguaribe até o marxista ortodoxo Nelson Werneck Sodré). Tinha por objetivo entender o subdesenvolvimento brasileiro e propor alternativas para superá-lo, assim tornando o Brasil um país "avançado". A maioria destes pensadores se reuniram no Instituto de Estudos Brasileiros (ISEB), que teve uma vida relativamente curta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só para não fundirmos a cuca, vejamos abaixo os goveros e suas respectivas políticas economicas desse período:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dutra (1946-1950) - SALTE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas (1951-1954) - não há um projeto em específico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;JK (1955-1959) - Plano de Metas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jãnio Quadros (1961)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parlamentarismo - Tancredo Neves, Hermes Lima e Brochado da Rocha (1961-1963)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jango (1963-1964) - Planos Trienais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;POLÍTICA&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os partidos políticos criados por Vargas, como vimos, foram dois instrumentos para angariar votos: um no povo e outro na elite. Vargas criou uma máquina para se sustentar no poder. Ao se apoiar em vários setores da sociedade para poder governa ele criou o que Boris Fausto chama de Estado de Compromisso: quase todos os grupos sociais estão ligados á ele. No seu primeiro governo ele já fazia isso, mas foi após 1945 que essa política se reforçou, pois a democracia exigia novos métodos.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://teoriasocial.files.wordpress.com/2010/03/charge.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://teoriasocial.files.wordpress.com/2010/03/charge.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Charge: o encontro entre Brizola, Vargas e Jango.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já comentamos aqui que a sombra de Vargas parece pairar em todo esse período. O motivo é simples: ele criou essa máquina eleitoral. PTB e PSD eram os maiores partidos nacionais: um tinha amplo apoio popular e outro apoio dos "donos do poder". A UDN tentava quebrar essa lógica por meio de fortes ataques á estes partidos, mas perceberam que sua força era muito grande, por isso procuraram seus própios aliados e os encontraram no meio das Forças Armadas, onde o nacionalismo se unia lentamente ao anti-comunismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A UDN conseguiu quebrar essa lógica e de forma democrática em 1960 com a eleição de Jânio Quadros, um político paulista que tinha a simpatia popular e não simpatizava com o trabalhismo. Essa foi a primeira vez que um presidente do partido da oposição ganhou as eleições com&amp;nbsp;milhões de votos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A posse de Jango foi fruto do sistema de voto desvinculado, uma herança da República Velha. Jango era popular, sua pessoa era muito ligada á imagem de Vargas. No entanto, tanto a esquerda como a direita não gostavam dele. Isso porque Jango era um estancieiro gaúcho que tinha aprendido com Vargas a arte de manipular interesses. Jango se apoiava em todos os grupos sociais que lhe aparecesse não só porque temia ser deposto, mas porque queria implantar um Estado de Compromisso. Uma ditadura? Creio que não. As mudanças que Jango pretendia fazer na Constituição diziam respeito á reeleição e a questão de nenhum parente do presidente poder se candidatar ao cargo (afinal, Leonel Brizola poderia ser um ótimo herdeiro político seu, embora fosse seu cunhado).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa parte da esquerda brasileira conseguia ver as estratégias políticas de Jango para continuar com seu projeto político, por isso desconfiavam de suas atitudes. Todos sabiam que ele não era comunista. Prestes tinha total consciência disso, mas decidiu apoiá-lo para acatar aquele projeto de revolução por etapas (primeiro a burguesa e depois a comunista) que o stalinismo tinha difundido pelos PCs pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As medidas de Jango (as discussões sobre as reformas de base, principalmente) eram um meio de conquistar mais apoio, por isso se acentuaram em momentos em que parecia que a UDN estava a um passo de conseguir sua renúncia. A reforma agrária proposta po Jango não era total, mas seletiva. Ela buscava contornar o problema central, o poder do latifúndio, assim como o fez o INCRA no regime militar: enquanto o projeto da ditadura de reforma agrária consistia em mandar lavradores para se ocupar regiões da Amazônia, o projeto de Jango pretendia começar distribuindo terras devolutas (como as no entorno das rodovias) á alguns camponeses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A força de Vargas estava nos grandes centros urbanos, entre os trabalhadores e a classe média. O campo durante boa parte de seus governos manteve-se inalterado. O motivo pode ser encontrado no grande número de latifundiários que integravam os quadros do PSD e do PTB (ora, o próprio Vargas e Jango eram estancieiros). A reforma agrária foi adiada também no governo de JK, cujo alvo principal de sua política de industrialização se encontrou nas grandes cidades do Sudeste do país, como São Paulo. Jango recorreu á reforma agrária como instrumento político, mas já era tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O populismo é um meio de manipular as massas, esse novo personagem que passa a ter cada vez mais poder com o fim do século XIX. Na República Velha, o povo ficava bem longe do aparato político, por isso muitos a chamam de República das Oligarquias. Com Vargas, as massas passam a ter mais poder, mas um poder limitado pelo controle do Estado. Não é a toa que os estádios de futebol ficavam cheios diante de algums discurso de Vargas no dia do trabalho. De 1945 em diante, as massas continuam sendo manipuladas, vez ou outra representadas, mas majoritamente manipuladas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessante é enxergamos como esse foi um período tenso, onde experimentamos um sopro de democracia constantemente ameaçado com golpes e revoltas. É um período expremido entre duas ditaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULTURA&lt;br /&gt;Este período é encarado como um dos mais efervescentes culturalmente. Existe aqui um aprofundamento das propostas modernistas de criar uma arte autenticamente brasileiras, principalmente na música. Os anos 50 são tidos como os "anos Bossa Nova", momento em que este estilo musical, surgido da reunião do samba com gêneros musicais norte-americanos como o jazz, aparece nos discos de João Gilberto e nas letras de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. O samba, até então marginalizado pela sua origem social (era feito em sua maioria pelo pessoal dos morros, das favelas), era reinventado e valorizado.&lt;br /&gt;Esse interesse pelo samba reflete uma tendência presente na maioria dos intelectuais brasileiros: um interesse suscitado tanto pelo flerte com os movimentos de esquerda como pelo namoro com as propostas modernistas. Nos anos 60, tenta-se recuperar uma cultura popular, em contraposição á cultura erudita, marca da burguesia. É nessa conturbada década que surge a iniciativa dos Centros&amp;nbsp;Popular de Cultura&amp;nbsp;(CPC). Em parte, iniciativa do movimento estudantil e de líderes da esquerda brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/arquivos/2010/05/familiavianna-1973-vianninha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nda="true" src="http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/arquivos/2010/05/familiavianna-1973-vianninha.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O ator Oduvaldo Vianna Filho, um dos maiores membros dos CPCs.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No entanto, buscava-se não preservar a cultura popular, mas transformá-la em um instrumento político para atingir o povo e conclamá-lo á luta. Muitos dos entusiastas dos CPCs, como Ferreira Gullar, anos depois reconheceriam que apesar da proposta revolucionária, adotaram uma política autoritária ao descartarem tudo aquilo que não parecesse engajado.&lt;br /&gt;O jornalista amazonense Narciso Lobo lembra que nesses anos cultura e política eram categorias quase intrínsecas. Podemos estender essa afirmação á todo o período populista, uma vez que a política adquiriu um status importante em nosso país através das lutas entre o trabalhismo e seus detratores, com uma pequena ressalva: claro que nos anos 60 tudo se acirra, se radicaliza mais. Afinal, basta nos lembrarmos do papel do Festival Folclórico de Manaus, de como esse evento foi palco de manifestações culturais e de articulações políticas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1816455433746159161?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1816455433746159161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/periodo-populista-alguns-conceitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1816455433746159161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1816455433746159161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/11/periodo-populista-alguns-conceitos.html' title='Período Populista: alguns conceitos'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lOSe7CxJx6Q/SYEA3YXZnbI/AAAAAAAAAqY/FOo_hmxqLxA/s72-c/Populismo+-+Charge+faz+cr%C3%ADtica+%C3%A0+pol%C3%ADtica+industrial+de+JK,+jornal+Ultima+Hora,+15+de+dezembro+de+1956..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7147171638650767881</id><published>2011-10-30T23:36:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T11:29:13.406-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Período Populista: Amazonas II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.casacivil.am.gov.br/dsv/governadores/img_gov/20051118154216gil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://www.casacivil.am.gov.br/dsv/governadores/img_gov/20051118154216gil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Boto&amp;nbsp;X o Ganso&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vimos, Gilberto Mestrinho é eleito em 1958 governador do Estado do Amazonas. Seu programa de governo é uma espécie de continuidade do governo Plínio Coelho: medidas assistencialistas, reformas urbanas e diálogo com os líderes sindicais e as esquerdas. No entanto, o discípulo começa a se desentender com o mestre: Mestrinho começa a disputar com Plínio o prestígio político que detém em Manaus e fora dela. O cume dessa rivalidade subterrânea foi&amp;nbsp;á prisão do Ganso do Capitólio sob a acusação de que este teria ordenado ao seu sobrinho que matasse Mestrinho. Na realidade, uma tentativa de assalto foi feita na casa do governador. O sobrinho de Plínio teria confessado que o tio estava envolvido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Plínio conseguiu sair da cadeia com a ajuda de seu advogado. Pressões vindas de dentro do Amazonas e fora (da direção geral do PTB) pediam que ambos se reconciliassem uma vez que o partido precisava de todo o apoio para a campanha de Lott-Goulart em 1960. Ambos se reconciliaram. Ficou decidido que tudo ficaria no passado e que nas próximas eleições Plínio seria o candidato á governador, enquanto Mestrinho permaneceria na política ocupando o cargo de deputado federal por Rondônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Elas por elas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado das eleições de 1960 era mais que previsível: Plínio ganha mais uma vez. Curioso que um dos seus primeiros atos é nomear um novo chefe de polícia, Genésio Braga, e expedir uma ordem para que ele prendesse Kliger da Costa, o antigo chefe de polícia, responsável por sua prisão no incidente anterior. A mensagem seria para Mestrinho, caso tencionasse sobrepujar Plínio mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/SxlYoKI2ooI/AAAAAAAAC9k/SWZbO1YyaQ4/s400/1695q%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="160" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/SxlYoKI2ooI/AAAAAAAAC9k/SWZbO1YyaQ4/s320/1695q%5B1%5D.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Roadaway, parte do Porto de Manaus, na década de 40.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A constança&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com algumas pequenas exceções, os governos de Coelho-Mestrinho-Coelho foram um dos mais continuístas da história do Amazonas, uma vez que as mesmas medidas continuaram sendo aplicadas e o mesmo estilo de fazer política prevalecia nas ruas e nos bairros. O que desagradava muito os setores mais conservadores, enxergando nesse movimento uma anomalia. Plínio pretendia caprichar no seu segundo governo: inicia as construções de novas rodovias ligando a capital ao interior, cria um plano diretor para urbanizar a cidade baseado em critérios modernistas (inspirado no arquiteto de Brasília) e continua a presentear seus eleitores com cestas básicas, casas e, para os mais íntimos, cargos.&lt;br /&gt;Contudo, no governo de Mestrinho, o trabalhismo se fortalecera mais, graças a sua união com as lideranças sindicais locais, principalmente dos estivadores. Oyama Ituassu lembra das incontáveis greves organizadas por essa categoria, paralisando o Porto de Manaus por dias a fio. O jurista também lembra do poder dos motoristas e choferes, que em 1961 organizaram uma greve na qual impediram o tráfego de veículos por toda cidade, inclusive limitando os postos de gasolina de abastecerem os carros que não tinham sua permissão.&lt;br /&gt;A prova de que eles tinham o apoio oficial seria a proteção que a polícia civil e militar dispensava aos cordões grevistas. Em alguns momentos o Exército entrou em atrito com a polícia justamente por pretender abafar as manifestações em nome da ordem pública. Outro exemplo desse apoio foi a rápida passagem de Mestrinho pela avenida Eduardo Ribeiro, quando da paralisação dos motoristas, aplaudindo a causa dos grevistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O ritual trabalhista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ponto alto do trabalhismo no Amazonas, quase que seu ritual de consagração, era o Festival Folclórico do Amazonas, realizado desde 1957 na Praça General Osório. Mestrinho logo percebeu o poder de manipulação e popularização que este evento poderia produzir nas pessoas ao descobrir o intenso número de brincantes e organizadores de quadrilhas e danças que a frequentaria. Plínio se aproveitara de todo o instrumental que Mestrinho tinha criado em volta do Festival, como os seus discursos populistas e sua aparição triunfal, quase como um campeão olímpico, segundo o jornalista Narciso Lobo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É justamente num Festival Folclórico que Plínio Coelho recebe a notícia de que os militares tinham deposto João Goulart e o manteriam em prisão preventiva agora. Plínio consegue convencer os policiais a fazer o discurso de abertura do Festival. Basicamente nesse discurso o líder trabalhista fala que terá de sair do poder por uma incontigência histórica, mas voltará algum dia nos braços do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TS5kQ_NBCSI/AAAAAAAABtg/3Lr_TXzZzn4/s1600/AC.+4Fev.1958+Plinio+Coelho.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TS5kQ_NBCSI/AAAAAAAABtg/3Lr_TXzZzn4/s320/AC.+4Fev.1958+Plinio+Coelho.JPG" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Charge sobre Plínio Coelho em O Jornal de 1958. Fonte: Cel. R.Mendonça.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Caça ás bruxas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Plínio tinha sido preso, mas não fora cassado, ao contrário de Gilberto Mestrinho, cujo nome foi colocado na lista de cassados pelo Ato Institucional (AI) pelo general Augusto Cesar Moniz de Aragão, que quando foi Comandante da Base Militar do Amazonas entrou em conflito com Mestrinho por ter inflamado o povo contra as Forças Armadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mestrinho teve de fugir do Amazonas com a identidade de Vivaldo Lima. Plínio foi solto e ainda passou a governar por alguns meses, enquanto a Assembléia Legislativa do Estado e o governo federal decidiam o que fazer com ele e quem colocar em seu lugar. Finalmente, em maio de 1964, Plínio é cassado e o Anfremon Monteiro, presidente da Assembléia, se torna o governador em exercício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Amazonas existia uma longa lista de personalidades que deveriam ser presas em 1964, a maioria ligada aos governos de Plínio e Mestrinho. Gente como o&amp;nbsp;líder sindical&amp;nbsp;dos estivadores Antogildo Paiva, o líder dos bancários Aldemar Bonates, o jornalista Arlindo Porto e o líder comunista Aldo Moraes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Uma base forte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na realidade, o Amazonas representava um dos pontos mais sólidos do trabalhismo. Não é a toa que dois dos maiores líderes trabalhistas no Congresso eram amazonenses: Arthur Virgílio Filho e Almino Affonso. Nem no Rio Grande do Sul, onde Leonel Brizola acreditava ser o nascedouro do movimento o partido tinha chegado tão fortemente em todos as esferas do Estado. No entanto, devemos lembrar que nem todos políticos dos governos trabalhistas no Amazonas eram realmente trabalhistas. Muitos atingiam postos importantes por tráfico de influência. O clientelismo tinha criado uma rede segura para o trabalhismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o golpe de 1964 se tornou vitorioso, essa mesma rede resolveu se debandar para o lado do vencedor. O que explica o por quê certos elementos, não tão radicais, não foram cassados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;64 em Manaus&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o golpe de 1964 se fez em Manaus? Essa é uma pergunta que pretendo responder em um futuro artigo. Por enquanto posso dizer que as classes anti-trabalhistas já vinham preparando um golpe há muito tempo (Arthur Reis revela em um livro escrito no tempo em que fora governador que já tinha participado de diversas conspirações, envolvendo militares, para depor Plínio e Mestrinho. Confabulações que não foram levadas adiante).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando souberam do destino de Jango na capital, resolveram aproveitar a oportunidade e finalmente dispensar seu próprio golpe. Além disso, a instituição militar sempre contou com muito poder no Amazonas e as ações do presidente, de quebrar a hierarquia e ferir a honra militar, nos seus últimos meses de governo teriam agravado mais ainda a situação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7147171638650767881?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7147171638650767881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-amazonas-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7147171638650767881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7147171638650767881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-amazonas-ii.html' title='Período Populista: Amazonas II'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uW-3Rk4F_QY/SxlYoKI2ooI/AAAAAAAAC9k/SWZbO1YyaQ4/s72-c/1695q%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2333997109287862996</id><published>2011-10-29T18:50:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T18:50:27.594-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>A Falta de Vergonha</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kn-ZPd-GHSA/TqytAMjLlYI/AAAAAAAAAPs/i9eM9cXoS04/s1600/DSCF0766.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-kn-ZPd-GHSA/TqytAMjLlYI/AAAAAAAAAPs/i9eM9cXoS04/s320/DSCF0766.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Crítica, 30 de Junho de 1964.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ás vezes você ouve por aí: "Ah, não existia tanta corrupção assim antigamente!" Ou, melhor: "No tempo da ditadura que era bom - não tinha corrupção!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ledo engano, meus amigos. A corrupção sempre existiu. Houve tempos em que esteve mais exarcebada e outros que não. Quanto á ditadura militar, o simples fato de não ser divulgado algum lobby não significa que não existia corrupção. A diferença de ontem pra hoje é que ela é mais visível e naquele tempo não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma curiosidade: uma das bandeiras dos militares que fizeram a "Revolução" de 1964 foi a de acabar com a corrupção e a subversão ("o perigo vermelho"), para tanto, logo após se tornarem vitoriosos, instalaram a Comissão Geral de Investigações (CGI), um órgão responsável por analisar processos contra subversivos e corruptos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O responsável por chefiar a CGI era o exaltado Marechal Estevão Taurino de Resende. Este, conhecido por ser um militar linha-dura, após tomar conhecimento de todos os 1110 processos abertos de abril á novembro de 1964 chegou a conclusão de que "o problema do comunismo perde expressão diante da corrupção administrativa nos últimos anos": a maioria dos processos era sobre corrupção e terminaram em pizza porque as investigações acabavam esbarrando em figuras poderosas como o ministro da Economia Roberto Campos ou o Arcebispo do Rio de Janeiro D. Jaime Câmara. Indignado, uma de suas frases estampou os jornais de 1964: "No Brasil não há comunismo, mas sim falta de caráter&amp;nbsp;e de&amp;nbsp;vergonha!" Curiosamente, anos depois, nos tempos das Diretas Já, um dos líderes da oposição ao regime, Teotônio Vilela, repetia as palavras do marechal elevado á condição de inquisidor-geral: "O maior problema do Brasil é a falta de vergonha!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os processos foram arquivados, enquanto os demais, sobre subversão, continuaram a todo vapor. Logo este problema, considerado um dos maiores entraves para o desenvolvimento do Brasil na época, foi deixado de lado em nome da "ameaça comunista". E disso pouca gente sabia na época e hoje. Graças&amp;nbsp;á ideologia&amp;nbsp;propagada&amp;nbsp;pelo governo nas escolas toda uma geração repete a falsa idéia de que a corrupção foi erradicada no regime militar, justamente quando aconteceu o contrário: ela continuou rolando solta, ao lado de outras formas de contravenção, como a tortura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2333997109287862996?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2333997109287862996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/falta-de-vergonha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2333997109287862996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2333997109287862996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/falta-de-vergonha.html' title='A Falta de Vergonha'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kn-ZPd-GHSA/TqytAMjLlYI/AAAAAAAAAPs/i9eM9cXoS04/s72-c/DSCF0766.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4128188714531351088</id><published>2011-10-29T17:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T17:59:33.146-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pensando e repensando Javé III</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.telacritica.org/narradores-de-jave03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://www.telacritica.org/narradores-de-jave03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Narradores de Javé&lt;/em&gt; (2003) também pode ser pensado como uma narrativa mítica. Não só porque muito do que é contado pelos moradores tem esse tom, mas porque o próprio rumo da história indica isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Javé é uma cidade fundada por pessoas á procura de terras seguras para poder viver. O que a represa faz, inundando a cidade, é retomar ao começo: novamente temos pessoas á procura de uma nova área onde, com certeza, fundarão uma nova cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa circularidade, chamada de eterno retorno, é um dos pontos básicos do mito.O mito, já falamos aqui antes, é uma narrativa, uma tentativa de compreender o mundo. Quase sempre é utilizado como forma de legitimar uma ordem social. As histórias contadas pelos moradores podem ser vistas como tentativas de cada um se legitimar, de reclamar pra sim um status todo especial que remonta ás origens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As origens, aqui está outro ponto interessante. Todo mito se reporta á origem, seja do mundo ou de determinada sociedade. A origem de Javé se torna mito. Seus fundadores se tornam guerreiros destemidos, bravas mulheres, cavaleiros cômicos e até mesmo líderes quilombolas. De todos os narradores, o ancião do quilombo é o que mais encarna essa dimensão mítica da fundação da cidade: ele conta a história através de elementos místicos e reais, dando especial importância para o ato de contar, tanto que decide não falar mais depois de ver a incredulidade de Biá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao final, a história se repete e os javeenses tem de encontrar um novo local onde poderão contar e recontar essa história como acharem convenientes, pelo que dá a entender não só pela última fala de Zaqueu, mas pelo recomeço do bafafá sobre quem salvou o sino da igreja em torno de Antônio Biá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4128188714531351088?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4128188714531351088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pensando-e-repensando-jave-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4128188714531351088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4128188714531351088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pensando-e-repensando-jave-iii.html' title='Pensando e repensando Javé III'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-5309844134003120504</id><published>2011-10-28T22:28:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T22:28:54.379-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>A ponte do futuro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://prestencao.files.wordpress.com/2010/12/ponte-rio-negro-4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ida="true" src="http://prestencao.files.wordpress.com/2010/12/ponte-rio-negro-4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última segunda feira se comemorou os 342 anos da cidade Manaus. A história já começa complicar aí, mas deixo para explicar a causa dessa data ser tão problemática em outra oportunidade. O que quero falar hoje é sobre outra comemoração: a inauguração da Ponte Rio Negro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá estavam as bandas tradicionais de Manaus, como Rabo de Vaca e até o "princípe do brega" Nunes Filho. Compareceu Omar Aziz, Dilma Roussef e Lula. Só não compareceu Amazonino. E o motivo é claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pena, porque organizaram uma manifestação de amor ao caro prefeito, como podemos ver nas fotos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas pessoas não resistiram e cruzaram a ponte. Conheço milhares que fizeram isso. Alguns até sairam queimados pelo sol, só para completar o trajeto á pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-meVJ9CD5tKI/TquPAsestfI/AAAAAAAAAPc/3BQkD0ICyqE/s1600/amazonino.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-meVJ9CD5tKI/TquPAsestfI/AAAAAAAAAPc/3BQkD0ICyqE/s320/amazonino.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos á ponte: o projeto foi sugerido há mais de cinco anos atrás. O deputado Francisco Souza fez questão de assumir a paternidade da criança. Na época governador, Eduardo Braga se comprometeu a construir a ponte, sabendo que custaria uma verdadeira fortuna tal empreendimento. Afinal, o Rio Amazonas é um dos maiores rios do mundo em comprimento, um verdadeiro mar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após quatro anos a obra é concluída, pairando no ar a polêmica de se instalar cabines de pedágio ou não. O pedágio não veio, mas já preveniram que o custo da manutenção da ponte é alto e o jeito é cortar os recursos dispensados ás balsas. Nenhuma novidade: uma obra faraônica tem despesas faraônicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo da ponte era ligar as duas margens do rio, incrementar a urbanização do lado de lá. Soube que muitos terrenos já foram loteados, alguns permanecendo nas mãos de verdadeiros empresários imobiliários, no melhor estilo capitalismo selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto Manaus piora a cada dia e tenta passar a imagem de que tem infra-estrutura, principalmente para justificar a sua escolha para ser uma das sedes da Copa, investe-se numa obra que ao que parece fará uma urbanização desorganizada em outro local. Os problemas (de trânsito, explosão demográfica e falta de saneamento básico) não são resolvidos, são contornados. Melhor, passamos por cima deles atravessando&amp;nbsp;de ponte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-5309844134003120504?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/5309844134003120504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/ponte-do-futuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5309844134003120504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/5309844134003120504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/ponte-do-futuro.html' title='A ponte do futuro'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-meVJ9CD5tKI/TquPAsestfI/AAAAAAAAAPc/3BQkD0ICyqE/s72-c/amazonino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1873638857294535427</id><published>2011-10-27T23:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T22:45:54.641-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazonas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Período Populista: Amazonas I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;No esquema de hoje&amp;nbsp;vamos&amp;nbsp;ver alguns desdobramentos do período no Amazonas:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TQkxzarddOI/AAAAAAAABmY/T7P9PBG6x_Q/s1600/JC.+20Dez1970+Centro+Manaus+Correa+Lima.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="120" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TQkxzarddOI/AAAAAAAABmY/T7P9PBG6x_Q/s320/JC.+20Dez1970+Centro+Manaus+Correa+Lima.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Instabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Estado Novo acabou em 1945, mas as eleições para governador só viriam dois anos depois.&amp;nbsp;Até 1946, o Amazonas esteve entregue aos interventores federais. O mais famoso foi o escritor Álvaro Maia (1898-1969), governando de 1935 a 1945. Em 1946, passaram pelo Palácio Rio Negro Julio José Nery, Raimundo Nicolau da Silva, João Nogueira da Mata e o tenente-coronel Siseno Sarmento, este foi um dos últimos interventores locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wlu4LM94l0w/TnAQ3Jf6ySI/AAAAAAAACeo/0NMRchh0M_0/s1600/Sizeno+Sarmento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-wlu4LM94l0w/TnAQ3Jf6ySI/AAAAAAAACeo/0NMRchh0M_0/s1600/Sizeno+Sarmento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Siseno Sarmento (1906-1983). Fonte: Coronel Roberto Mendonça.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Por quê tantos nomes passaram pelo governo do Estado? Além das disputas políticas locais havia a preocupação de achar um interventor que fosse neutro (nem contra nem a favor das famílias tradicionais, nem contra nem a favor de Vargas). Daí surgir o nome do tenente-coronel Sarmento: como militar ele acataria as ordens do Exército de acabar com o Estado Novo, ou seja, ele passaria o poder sem nenhuma confusão pro próximo governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As primeiras eleições&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No&amp;nbsp;Senado, havia a&amp;nbsp;Assembléia Constituinte. Como representantes do Amazonas na discussão estavam &amp;nbsp;Álvaro Maia, Leopoldo Neves, Cosme Ferreira Filho,&amp;nbsp;Leopoldo Peres&amp;nbsp;e Waldemar Pedrosa. A Constituição é finalmente concluída e outorgada em 1946. Ela deixa para o&amp;nbsp;ano seguinte as eleições para governadores, senadores e deputados.&lt;br /&gt;Em janeiro de 1947 temos as eleições. PTB-UDN lançam o nome de Leopoldo Neves (1898-1953), enquanto o PSD coloca Ruy Araújo como candidato. Neves obtém uma vitória esmagadora. São eleitos na mesma época como deputados os jovens Paulo Pinto Nery e Plínio Ramos Coelho, ambos advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quase" inimigos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como vimos nos esquemas anteriores, PTB e UDN eram arquinimigos, como puderam se unir então? A explicação está na formação dos partidos aqui no Amazonas: tanto o PTB quanto a UDN foram criados por homens públicos que tinham em comum sua insatisfação com o Estado Novo. Não havia uma ideologia trabalhista ou udenista no Amazonas, ao contrário do Rio de Janeiro ou de Minas Gerais. A política no Amazonas, como em muitos lugares, era muito personalista. Álvaro Maia se tornou símbolo do Estado Novo, nele recaiu os descontentamentos com o regime e não em Vargas.&lt;br /&gt;O governo de Álvaro Maia foi um fracasso. Embora fosse um político muito carismático, seu governo não conseguiu resolver o essencial, o que tinha proposto desde o início: reerguer a economia da borracha. Em 1942 com a Campanha da Borracha é o pico de sua popularidade, porém, quando os americanos abandonam a iniciativa com o fim da guerra, fica o ressentimento contra o político, muitos acharam que ele poderia ter feito mais.&lt;br /&gt;Por isso, o partido de Maia, o PSD, foi isolado nas primeiras eleições. Além disso, existiam no PTB e na UDN local poucos membros que se identificavam mesmo com a ideologia dos seus respectivos partidos: a maioria dos membros eram de políticos tradicionais&amp;nbsp;que gostavam mais ou menos de Vargas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TJwCHObHCUI/AAAAAAAABS4/WQxDASE3I-0/s1600/Elei%C3%A7oes+1947+(4).JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TJwCHObHCUI/AAAAAAAABS4/WQxDASE3I-0/s320/Elei%C3%A7oes+1947+(4).JPG" width="159" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fonte: Coronel Roberto Mendonça.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O eleito&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leopoldo Neves era um senhor que já tinha passado pela experiência de ser deputado federal e prefeito de Parintins, tendo assistido na época uma revolta militar conhecida como Batalha Naval de Itacotiara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que ele tinha que enfrentar era um estado em crise. A borracha já tinha deixado de ser lucrativa há muito tempo. Os Acordos de Washington ajudaram a melhorar um pouco a infra-estrutura de alguns pontos estratégicos da cidade, mas os serviços urbanos ainda estavam quase que abandonados. Neves tentou equilibrar as despesas do Estado com o custo de novas obras. Não conseguiu. O governo de Leopoldo Neves foi breve e com poucas realizações.&lt;br /&gt;Aliás, no final de seu mandato ocorre uma certa instabilidade já que Neves decide se exonerar do cargo para se tornar senador. Assume como governador José Negreiros Ferreira e depois&amp;nbsp;Francisco do Areal Souto e Julio Francisco de Carvalho Filho. A quantidade de governadores interinos pode ser explicada peas denúncias de corrupção e nepotismo enfrentadas pelos mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A volta do velho tuxaua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aDdTcbWzh7E/TiTgvS4ExEI/AAAAAAAANec/hVOBPigoNjk/s1600/AMAIA3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-aDdTcbWzh7E/TiTgvS4ExEI/AAAAAAAANec/hVOBPigoNjk/s320/AMAIA3.jpg" width="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Álvaro Maia em 1950.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1950, novas eleições. Surgem como candidatos Álvaro Maia pelo PSD e Severiano Nunes pela coligação PTB-UDN. O escritor amazonense é novamente eleito. Novamente temos a coligação dos arquiinimigos, só que Álvaro Maia, um político carismático, sai vencedor diante de um candidato quase inexpressivo (Nunes era conhecido mais pela sua atuação tímida de advogado).&lt;br /&gt;Álvaro Maia não pode ser confundido com o político populista que predomina nesse período, porque ele representa as tradicionais e decadentes famílias que surgiram no boom da borracha e não tem a preocupação de manipular o povo para atingir a paz social, como os populistas faziam. Sua preocupação é reconstruir a Manaus da Belle Epoque.&lt;br /&gt;Mesmo assim seus discursos eram muito eloquentes e conseguiam cativar o povo. Maia tinha lançado nos anos 30 um movimento cultural conhecido como glebarismo que pretendia defender a cultura regional e constantemente reafirmava sua origem ribeirinha, se tornando mais simpático á população local. Além disso, Maia conquistou o apoio dos ribeirinhos por meio das medidas para ajudar a desenvolver o interior aplicadas no seu governo (afinal, foi um dos primeiros a se preocupar com o interior do Amazonas, onde nasceu e foi criado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais uma tentativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No seu segundo governo, Álvaro Maia tenta aquilo que não conseguiu no primeiro: desenvolver a economia da Amazônia. Graças a sua influência consegue incentivar a criação da Superintendência de Valorização da Amazônia (SPVEA) em 1953. O objetivo do órgão era justamente de incentivar o desenvolvimento econômico local, no entanto, os recursos enviados pelo governo federal eram muito poucos e a experiência foi um fracasso, como admitiu seu superintendente, o Prof. Arthur Cezar Ferreira Reis (1906-1992).&lt;br /&gt;Além disso, com os poucos recursos que chegaram o órgão apostou mais no extrativismo (não só da borracha, como do pau-rosa, da castanha, da juta e da balata) e não numa indústria que tornasse essas matérias primas produtos acabados. Na cidade, desde a década de 1940 existiam fábricas destinadas á beneficar esses produtos, como a Usina Triunfo dos irmãos Sabbá (dedicada a beneficiar pau-rosa). Estas pequenas fábricas não foram tão beneficiadas assim pela SPVEA.&lt;br /&gt;Não pesquisamos ainda sobre o peso da notícia do suicídio de Vargas em Manaus, mas podemos dizer que ela não deve ter passado desapercebida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É ainda nesse governo que se destaca o jovem Plínio Coelho (1920-2001)&amp;nbsp;defendendo no tribunal processos sobre estivadores e funcionários públicos. Aos poucos, ele sai do Direito Trabalhista para a militância trabalhista propriamente dita. Coelho se torna popular e o PTB lança seu nome para as eleições de 1995. O candidato do PSD, Paulo Nery (1915-1995), perde para o seu colega advogado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TSbh53XGSMI/AAAAAAAABso/nkvTr_Sl7BE/s1600/OJ.+25Out.1958+Plinio+Coelho.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TSbh53XGSMI/AAAAAAAABso/nkvTr_Sl7BE/s320/OJ.+25Out.1958+Plinio+Coelho.JPG" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Plínio Ramos Coelho. Fonte: Cel. R.M.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;"Sangue novo"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com Plínio Coelho saímos do período amorfo da política amazônica, onde os partidos eram escolhidos não segundo a ideologia, mas segundo o peso da legenda. A política se radicaliza. O trabalhismo se torna um fenômeno no Amazonas e a sua simples presença faz com que a batalha ideológica se acentue. Aos poucos os elementos das classes tradicionais se debandam para a UDN onde o que guia suas ações é mais o conservadorismo. Até então existiam apenas dois partidos fortes no Estado: o PSD, aparelhado pelos interventores e sua corte pessoal, e a UDN, onde pousaram os críticos ferrenhos do Estado Novo. Agora&amp;nbsp;o PTB ganha força e apoio popular, diferente dos demais onde prevalecia o personalismo (o culto ou ódio á Álvaro Maia, por exemplo).&lt;br /&gt;Os liberais enxergavam no trabalhismo uma alienação em larga escala, como é o caso do então advogado Oyama Ituassu (1926-2009). Os conservadores acreditavam que o trabalhismo não tentava ensinar liões valiosas sobre a moral e os bons costumes á população, mas apenas satisfazer o desejo das massas em troca de seus votos. Era o que pensava Arthur Reis.&lt;br /&gt;E o que pensava o povo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Plínio tinha um discurso novo e a fama de trabalhar pelo povo conquistada dos tempos em que advogou Direito Trabalhista. O político direcionava o seu discurso ao trabalhador amazonense, prometendo melhorar sua vida, ainda que com medidas paliativas como conceder terrenos, material de construção ou cestas básicas. Plínio também era próximo de muitas lideranças sindicais como o presidente do sindicato dos estivadores Antogildo Paiva e até de líderes comunistas como Aldo Moraes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GW31RPbQF98/Tin7XRirCZI/AAAAAAAACXE/v6jT5XMryq8/s1600/Cid+Flutuante+1961+%25286%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-GW31RPbQF98/Tin7XRirCZI/AAAAAAAACXE/v6jT5XMryq8/s320/Cid+Flutuante+1961+%25286%2529.JPG" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cidade Flutuante. Fonte: Cel. R.M.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Trabalhismo no Amazonas: algumas considerações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo da queda da borracha, Manaus era uma cidade altamente desigual, onde o centro foi gradativamente se tornando espaço exclusivo da elite amazonense. A população trabalhadora tinha péssimas condições de trabalho, principalmente os estivadores que literalmente, na feliz expressão de Maria Luiza Ugarte, carregavam a cidade sobre os ombros. Essa categoria, por exemplo, fez inúmeras greves até conseguir condições melhores, mesmo assim perdeu o espaço por conta da mecanização do porto. Os carroceiros também faziam greves contra o pequeno salário e a alta dos preços dos alimentos. Isso tudo antes da queda da economia gomífera.&lt;br /&gt;Com a crise dos anos 20, a cidade quase pára: a maioria dos serviços urbanos era feita por empresas estrangeiras, o comércio da borracha que movimentava a economia local, os seringais foram sendo esvaziados e a cidade inchando. É nessa época que surge os primeiros barracões que darão origem a Cidade Flutuante. Nos anos 50 e 60, as invasões de terrenos e a construção de casas na periferia da cidade, por conta dessa onda de trabalhadores desempregados, é responsável pela criação de muitos bairros até hoje populosos como Santa Luzia, São Jorge, Morro da Liberdade, etc.&lt;br /&gt;O trabalhador urbano não era contemplado na maioria das medidas dos últimos governantes. Quando eles vêem um político concedendo terras e cestas básicas logo percebem que esse pode ser o seu "Pai dos Pobres". Por isso o fenômeno do trabalhismo foi tão forte no Amazonas, porque havia uma massa de trabalhadores marginalizados que passaram a ver em Plínio uma chance de serem atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais tentativas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As políticas assistencialistas de Plínio, no entanto, se restringem á cidade, uma vez que dizem respeito ao trabalhador urbano. No período em que o trabalhismo foi poderoso no Amazonas (1955-1963), o interior ficou meio que á deriva. Outro lado curioso do movimento era a sua ânsia de reconstruir a Manaus da Belle Epoque, tal qual Álvaro Maia pretendia. Como forma de demonstrar a conquista desse objetivo iniciou um projeto urbanístico que lembrava e muito a arquitetura da Belle Epoque. É o projeto da Nova Manaus.&lt;br /&gt;No campo da economia, pensou-se que a descoberta de petróleo em Nova Olinda do Norte em 1955 pela Petrobras seria a solução para o problema da crise. No entanto, a Petrobras não levou adiante o projeto. Esperava-se que as rodovias Belém-Brasília e Manaus-Santarém ajudassem a conectar o Estado á futura capital do país e com isso melhorar a circulação de mercadorias, mas só a primeira foi construída e inaugurada somente no final do governo de Juscelino Kubitschek. O governo JK é lembrado como um período de prosperidade, mas esta não chega ao Norte e Nordeste (este último&amp;nbsp;teve uma das piores secas do século XX em 1956).&lt;br /&gt;Em 1957, um obscuro deputado local, Francisco Pereira, propõe uma iniciativa que transforme Manaus em uma espécie de entreposto de produtos vindo tanto do próprio país como dos demais países amazônicos como Equador, Venezuela e Colômbia. O projeto do Porto Franco é aprovado por JK, mas a datade sua aplicação fica indefinida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TET8hNY6LGI/AAAAAAAAA5o/pgpsNNaplVc/s1600/AC.+1%C2%BAOUT1958+Plinio+Gilberto.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ida="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TET8hNY6LGI/AAAAAAAAA5o/pgpsNNaplVc/s320/AC.+1%C2%BAOUT1958+Plinio+Gilberto.JPG" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Aprendiz de feiticeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No governo de Plínio surgem importantes lideranças trabalhistas e sindicalistas. O jornalista Arlindo Porto, por exemplo, começa a ganhar destaque aqui. Mas uma das mais importantes lideranças do período é o jovem Gilberto Mestrinho, até então um jovem funcionário da Receita Federal que é alçado por Plínio á candidato á prefeito.&lt;br /&gt;Plínio percebe que não conseguirá continuar seu projeto trabalhista, porque não tem sucessor e não pode se reeleger. A solução é fazer o seu sucessor. E Plínio pega Gilberto Mestrinho para ser seu filho político, para receber toda sua herança política. Além de levá-los nos comícios, para acostumá-lo com a lógica populista, Plínio começa a abrir para o jovem funcionário público cargos cada vez mais importantes no PTB. Outros membros do partido ficaram desconfiados da competência do jovem aprendiz, mas não contestaram a idéia de Plínio.&lt;br /&gt;Essa preparação começa ainda nos três últimos anos de seu governo e rende bons frutos. Mestrinho se torna prefeito em 1955, simplesmente por ser o candidato indicado pelo "Ganso do Capitólio".&amp;nbsp; Já nas eleições para governador, já possui a sua própria fama de defensor dos desvalidos. Na campanha de 1958, Mestrinho é eleito governador, vencendo Paulo Pinto Nery, o eterno candidato do PSD.&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;Continuaremos a falar do Amazonas no próximo post.&lt;br /&gt;Esquemas anteriores:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-ou-periodo.html"&gt;Período populista - introdução&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-crises.html"&gt;Período populista - crises&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1873638857294535427?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1873638857294535427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-amazonas-i.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1873638857294535427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1873638857294535427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-amazonas-i.html' title='Período Populista: Amazonas I'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Q5hNnsGjVdg/TQkxzarddOI/AAAAAAAABmY/T7P9PBG6x_Q/s72-c/JC.+20Dez1970+Centro+Manaus+Correa+Lima.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-226354559990032084</id><published>2011-10-22T23:37:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T23:37:25.901-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Família Vende Tudo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://sistemaalvorada.com.br/radio/images/stories/noticias/deolhonatela/2011/setembro/famlia-vende-tudo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" rda="true" src="http://sistemaalvorada.com.br/radio/images/stories/noticias/deolhonatela/2011/setembro/famlia-vende-tudo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comédia que chegou aos cinemas há duas semanas atrás atraiu algumas críticas. Primeiro, de que a mensagem tenha se perdido no meio de tanta graça e, em segundo, que a narrativa do filme lá pelas tantas se transforma em outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, eu acredito que este filme não deve ser encarado como portador de uma mensagem política social dura. Essa não era a proposta dele. O que Alain Fresnot queria fazer era uma comédia sobre amoralidade de uma família e os desdobramentos dela. É uma comédia, não é um tratado de sociologia sobre o Brasil moderno. Se bem que o filme fala sobre muitos aspectos interessantes da nossa atualidade de forma divertida. Não carrega em si uma conteúdo politizado, mas uma série de pequenas críticas, algumas escrachadas e outras mais sutis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É gostoso de ver a naturalidade dos personagens, do mundo em que eles transitam. Tudo ali parece perfeitamente real (muitas vezes mais real que os próprios filmes realistas tentam fazer, esses sim carregando tratados sociológicos e filosóficos). O motivo é claro: a inspiração veio da realidade mesmo. A diferença é que a mensagem não deturpou um pouco dessa naturalidade, já que ela não existe aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://meucinemabrasileiro.com.br/filmes/familia-vende-tudo/familia-vende-tudo08.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" rda="true" src="http://meucinemabrasileiro.com.br/filmes/familia-vende-tudo/familia-vende-tudo08.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ser assim despretensioso, o filme não condena nenhum de seus personagens, pelo contrário, até se simpatiza com eles. É curioso porque envolvem estereótipos (o evangélico bitolado, a piriguete, o famoso safadão, a dona da gravadora falsa e mercantilista, o agiota temido, etc.), mas eles não são tratados como simples estereótipos. Em outras palavras, a comédia não tem um tom moralista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As interpretações foram divertidíssimas. O iniciante, Raphael Nunes, como o irmão caçula que fuma e rouba como se fosse&amp;nbsp;um bandido em miniatura&amp;nbsp;tem cenas memoráveis. Caco Ciocler então, nem se fala: da pecha de bom moçinho para cantor brega cafajeste é uma transformação entanto (e hilária).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o filme tem falhas e aí tenho que concordar com a segunda crítica. Perto do final, Fresnot dá para a sua produção um tom de comédia romântica. Algumas questões se perdem por aí (a história do círculo de giz, do revólver, da comitiva de carros indo para o pesqueiro, etc.). Eu vejo que ele poderia ter optado para continuar na gozação ou quem sabe partir para a esculhambação geral. Na minha opinião, o filme ficaria muito melhor. Mas, pode ser que o diretor tenha escolhido esse final para fazer uma homenagem irônica ás comédias românticas norte-americanas. Mesmo se for o caso, o filme desandou um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, de qualquer maneira, é um bom filme. Ele cumpre o que promete: dar boas gargalhadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-226354559990032084?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/226354559990032084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/familia-vende-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/226354559990032084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/226354559990032084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/familia-vende-tudo.html' title='Família Vende Tudo'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1696938206964824990</id><published>2011-10-22T21:29:00.000-07:00</published><updated>2011-10-22T21:56:22.888-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Período Populista: Crises</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;u&gt;Continuando aquele nosso esquema sobre o Período Populista ou Democrático (1945-1964), hoje vamos falar um pouco sobre as crises que afetaram a época, além de falarmos de alguns pontos interessantes:&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/portrait-of-president-getulio-vargas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rda="true" src="http://delubio.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/portrait-of-president-getulio-vargas.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Getúlio Vargas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que já deu para perceber no esquema anterior que Vargas continuou atuando na política mesmo depois de ter acabado com o Estado Novo em 1945. O PTB e o PSD são dois partidos criados por ele que se complementam: o primeiro tem um apelo mais popular e o segundo uma ligação mais forte com a classe política e administrativa estaduais. O partido do "povo" e o partido do "poder".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas sabia muito bem como manipular as regras do jogo político. A criação dos dois partidos é uma prova disso. Tanto que é ele que inicia o populismo no Brasil quando se candidata á presidência em 1950. Não é mais o Vargas autoritário do Estado Novo, mas o Vargas populista, que sabe como conquistar o apoio do povo através de medidas em seu favor e de discursos que atacavam os interesses "anti-nacionalistas".Muitos acreditam que a figura de Vargas definiu esse breve período democrático. Enxergam até o Golpe de 1964 como uma tentativa de apagar essa influência varguista, que sobreviveu em seu afilhado político João Goulart.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;"Mar de lama"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas foi eleito em 1950, para desgosto da UDN, que suspeitava que a qualquer momento o "Pai dos Pobres" realizasse um novo golpe, como o de 1937. A luta entre getulistas e anti-getulistas acontecia não só nas tribunas, mas, principalmente na imprensa: A Última Hora, jornal de&amp;nbsp;Samuel Wainer, defendia Getúlio, enquanto A Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, o atacava. As principais denúncias eram sobre corrupção por parte da bancada trabalhista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o Ministro do Trabalho, João Goulart, anunciou um aumento do salário mínimo em 100% em 1954, a UDN e todos os oposicionistas encararam a medida como uma forma de levar o país á crise e assim justificar um golpe. É lançado o Manifesto dos Coronéis, onde estes oficiais do Exército pedem a demissão de Goulart ou se revoltarão. Goulart é demitido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise se aprofundaria em agosto quando Lacerda foi alvo de um atentado a caminho de sua casa (ficou conhecido como Atentado da Rua Toneleros). O jornalista foi atingido no pé, mas seu amigo, o&amp;nbsp;major da Aeronáutica&amp;nbsp;Rubem Vaz, foi morto. Os criminosos são presos e a UDN e as Forças Armadas pedem uma investigação profunda sobre o caso. Os inquéritos revelaram que o atentado foi encomendado pelo guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato. Os jornais afirmam que Vargas está envolto por um "mar de lama", pedindo a sua renúncia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/a-comocao-popular-em-torno-morte-getulio-vargas-1317737177.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/a-comocao-popular-em-torno-morte-getulio-vargas-1317737177.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O suícidio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 25 de agosto de 1954, Vargas encontrou uma forma dramática de escapar da vergonha de renunciar: o suicídio. Quando souberam da notícia, muitos acreditaram que ele teria sido morto pelos seus inimigos. Um ataque foi feito á casa de Carlos Lacerda e outro á seu jornal, Tribuna da Imprensa. Sem falar das manifestações contra outros membros da UDN. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era esse o efeito que Getúlio esperava: que seus adversários saíssem como culpados de sua morte. Não que ele tentasse incriminá-los, mas que eles o levaram a tomar uma atitude extrema. É isso que diz mais ou menos a Carta-Testamento. Ela&amp;nbsp; é enderaçada ao povo, falando do martírio que o presidente passou nos últimos anos tentando ajudar o povo a lutar contras os trustes (empresas estrangeiras). E conclui que&amp;nbsp;Vargas "saiu da vida para entrar na História".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0277d.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rda="true" src="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0277d.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Marechal Lott passa em revista pela sua tropa.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Novembrada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem assumi a presidência é o vice de Getúlio, Café Filho, de um obscuro partido potiguar. Após as agitações populares, Café Filho inicia uma política econômica mais liberal, diferente do protecionismo de Vargas. O presidente por causa de uma doença tem de passar o cargo para o presidente do Congresso, Carlos Luz. Ao saber que Juscelino Kubistchek de Oliveira,&amp;nbsp;membro do PSD&amp;nbsp;jovem e próximo de Vargas,&amp;nbsp;e Jango Goulart, amigo íntimo de Getúlio,&amp;nbsp;disputarão as próximas eleições Luz e a UDN ficam preocupados. O resultado das eleições favorecem o PSD e o PTB e seus adversários pólíticos, ao redor de Luz, o convence de que é preciso dar um golpe para evitar a posse dos dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Marechal Henrique Lott é convidado a participar do golpe, mas recusa por achar um crime anti-consitutcional. Ele passa a mobilizar as bases militares do Rio de Janeiro para impedirem os golpistas. Sabendo que serão presos por Lott, os golpistas (dentre eles, Lacerda, Almirante Pena Boto, coronel Jurandi Mamede) entram em um navio. Pretendem navegar até Santos e lá montar uma espécie de governo rebelde. Próximos do seu destino são detidos por outros navios da Marinha. Os golpistas foram presos,mas seriam anistiados por JK, após ser empossado presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rpdnLSulRmY/Rm2BMgONE_I/AAAAAAAAAAo/8LfA_gF8aAI/s400/foto+Aragar%C3%A7as+por+Campanella+Neto-vrs+Blog.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="216" rda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_rpdnLSulRmY/Rm2BMgONE_I/AAAAAAAAAAo/8LfA_gF8aAI/s320/foto+Aragar%C3%A7as+por+Campanella+Neto-vrs+Blog.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Revoltosos de Aragarças rendidos.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aragarças e Jacareacanga&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O governo JK teve poucas crises políticas, por isso é tido como um dos melhores governos dos últimos anos. Na realidade, devemos essa estabilidade á figura moderada de JK (embora ele tivesse alguns surtos de autoritarismo), o bom momento econômico que propiciou seu Plano de Metas e a legitimidade, do ponto de vista militar, que ele detinha por conta do apoio de um personagem tão prestigiado nas Forças Armadas quanto o Marechal Lott.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, em todo governo até&amp;nbsp;1990,&amp;nbsp;houve no mínimo alguma revolta militar, geralmente de oficiais inferiores, contra alguma medida (como o ritmo das promoções ou a marginalização do cargo). Acabar com esse medida significa, para muitas dessas revoltas, acabar com o governo que a produziu. Alguns oficiais da Aeronáutica insastifeitos com a posse de JK e com a corrupção nas Forças Armadas e no governo partiram para montar suas bases "revolucionárias" no sertão, entre os estados de Goiás e Pará, em 1956. O plano era&amp;nbsp;partir da região em direção ao Rio de Janeiro,&amp;nbsp;em alguns aviões sequestrados, e bombardear o Palácio das Laranjeiras (sede do governo) e do Catete (residência do presidente).&amp;nbsp;A Revolta de Aragarças, nome da cidadezinha onde ficava uma das bases, foi rapidamente dominada pelo governo. Os tenentes e capitães envolvidos na revolta, contudo, foram anistiados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1959, planejaram uma nova revolta com a mesma tática. Eram os mesmos nomes: Haroldo Veloso, João Paulo Burnier, dentre outros. E até a cidade escolhida, Jacareacanga, ficava próxima da antiga. Novamente a revolta não ocorreu, mas dessa vez os envolvidos conseguiram fugir antes de serem presos, se refugiando na Bolívia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ky4gBBn0qTs/THWnEHJaEcI/AAAAAAAAOLk/8izWFyKUuRE/s400/54FOTO1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ky4gBBn0qTs/THWnEHJaEcI/AAAAAAAAOLk/8izWFyKUuRE/s320/54FOTO1.JPG" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A renúncia misteriosa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jânio Quadros, um político com um discurso moralista, mas ao mesmo tempo populista, foi procurado por membros da UDN para se tornar o candidato do partido para as eleições de 1960. Ele aceita e inicia uma campanha que o tornou conhecido no Brasil inteiro e não mais apenas no estado de São Paulo. Do outro lado está a aliança PTB-PSD com a candidatura de Marechal Lott como presidente e Jango mais uma vez como vice. Lott não era tão popular assim quanto Jânio Quadros ou Jango.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa época, havia o que se conhecia como voto desvinculado: você poderia votar numa pessoa para presidente e em outra, de outro partido até, para vice. Você votava na pessoa e não na legenda (partido). Isso permitiu que Jânio Quadros fosse eleito presidente e tivesse como vice o inimigo visceral da UDN, João Goulart.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jânio tinha começado seu governo tentando domesticar a crise econômica que teria se aprofundado com o Plano de Metas de JK, fazendo o Brasil contrair mais dívidas. Além disso tinha baixado uma série de medidas, um tanto moralistas, como proibir o uso de biquini nas praias, o uso de lança-perfume nos carnavais, etc. Até aí já era de esperar algo assim vindo de Jânio. No entanto, na política externa é que esse homem conservador tomou medidas um tanto revolucionárias, para desagrado da UDN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O paulistano era fã do presidente do Egito da época, Gamal Nasser, que defendia uma política externa de não-alinhamento nem com o EUA nem com a URSS (vivíamos então a Guerra Fria, momento em que estas duas potências manipulavam os demais países para assegurar seu domínio). Jânio queria fazer isso no Brasil e junto com Afonso Arinos criou a Política Externa Independente (PEI). O governo de Quadros cultivava relações com países do Oriente Médio, da África, da Europa e até com a China comunista de Mao Zedong.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A UDN pensou que Quadros estava saindo do seu controle. A gota d'água veio quando o presidente condecorou o guerrilheiro cubano Che Guevara em 1961 por, á seu pedido, ter salvo a vida de sacerdotes católicos na ilha de Fidel Castro. Seu partido e os militares não deram atenção para este último fato e trataram de crucificar o presidente, atacando-o de comunista. Assim, alguns meses depois Jânio envia uma carta de renúncia ao Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na carta, Jânio diz que "forças ocultas" o fizeram renunciar. A carta, um tanto ambígua, foi aceita pelo Congresso e Quadros deixou de ser presidente. Muitos se perguntam porque Jânio teria renunciado. Está claro que a pressão da opinião pública e de seu próprio partido era grande, mas ele também tinha uma série de admiradores, igualmente fortes. Ele poderia ter insistido um pouco mais para continuar no governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns acreditam que Jânio não aguentou a pressão, outros que ele fez um blefe. Talvez Jânio acreditasse que todos&amp;nbsp;deixariam de atacá-lo&amp;nbsp;se soubessem que se ele renunciasse Jango, chamado de comunista pela UDN, seria o novo presidente. Mas o Congresso aceitou a carta e só restou a ele sair da presidência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SGgyDp8-vMQ/SHuELyxGM3I/AAAAAAAAACE/6ltDNKR_HvM/S660/jango2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_SGgyDp8-vMQ/SHuELyxGM3I/AAAAAAAAACE/6ltDNKR_HvM/S660/jango2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;João Goulart em 1962.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Parlamentarismo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jango estava em visita á China quando o episódio da renúncia aconteceu. Os ministros militares se preveniram e formaram uma junta militar que governaria o país para impedir que Jango assumisse. Eles empossam o presidente do Congresso, Ranieri Mazzili, como novo presidente. Chegaram até a mobilizar tropas para prenderem o futuro presidente quando ele chegasse. Muitos defensores de Jânio e de Jango foram presos. Voltava o caos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A direção do PSD passa a negociar com os militares uma forma de fazer Jango voltar e ao mesmo tempo impedir uma guerra civil. Eles chegam a um acordo: o Jango só será empossado presidente se o Executivo perder um pouco de seu poder. E é assim que é outorgado o Ato Adicional N.5 que basicamente institui o parlamentarismo no Brasil. Os primeiro-ministros eram eleitos pelo Congresso e, com a exceção de Hermes Lima (que tinha simpatia pela esquerda), eram sempre políticos liberais, moderados, de centro-esquerda ou centro-direita. Um dos primeiro-ministros mais famosos foi Tancredo Neves.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O parlamentarismo tirava o poder do presidente e isso frustou os planos de líderes, tanto da esquerda como da direita, de se tornarem presidentes. Nessa causa se uniu boa parte da UDN, sob orientação de Carlos Lacerda, do PTB e do PSD. Assim, em 1963, é feito um plebiscito para saber se o povo realmente quer continuar no parlamentarismo. O resultado é a vitória esmagadora do presidencialismo. Jango se torna finalmente um presidente com poderes e não meramente decorativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://files.myopera.com/perfeito/albums/854126/comicio-joao-goulart-1964.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="251" rda="true" src="http://files.myopera.com/perfeito/albums/854126/comicio-joao-goulart-1964.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Jango no comício-monstro de 1964.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;﻿&lt;strong&gt;República Sindical&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jango sabia que seu governo era muito frágil, por isso buscou construir alianças em todos os lugares possíveis. Havia uma ligação com a esquerda através da figura do secretário-geral do PCB, Luís Carlos Prestes. Leonel Brizola, seu cunhado, representava um setor mais radical do trabalhismo que se aproximava um pouco do comunismo no campo ideológico. Goulart se apoiou também nas lideranças sindicais, sejam elas da Confederação Geral dos Trabalhadores ou do Sindicato dos Metalúrgicos. Por isso esse momento também é conhecido como República Sindical.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra base de apoio de Goulart passou a ser os oficiais inferiores das Forças Armadas como os majores e sargentos, uma vez que eles revindicavam melhores condições para seus cargos e promoções mais rápidas. Os oficiais superiores, muitos deles de inspiração golpista, foram afastados de cargos de considerável importância para cargos burocráticos. Essa estratégia desenvolvida pelo general Assis Brasil, amigo de Jango, ficou conhecida como "dispositivo militar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra tática que fez Jango conseguir mais apoio foi a defesa das reformas de base, ou seja, medidas para desenvolver o Brasil industrialmente, efetivar a reforma agrária e a distribuição de renda. Os projetos eram enviados ao Congresso, cuja maioria era da UDN e do PSD, que rejeitava. Goulart passou a atiçar em seus comícios o povo contra o Congresso conservador e aventar a idéia de se reeleger (como uma reeleição consecutiva era proibida pela Constituição de 1946, o único jeito dele fazer isso seria fazer uma nova Constituição). Isso era o bastante para deixar a UDN e os setores mais conservadores das Forças Armadas certos de que Jango daria um golpe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação não era favorável á Jango: ele tinha de solucionar uma crise inflacionária que Jânio não conseguiu diminuir e, além disso, pagar a dívida externa aumentada por JK. Várias greves eram feitas contra a inflação e contra os trustes. O Brasil estava passando por um momento muito delicado que para á classe média, fortalecida nos otimistas anos JK, significava um caos total. No campo a situação não mudara muito, a não ser pelo surgimento das Ligas Camponesas que pregavam a reforma agrária "na marra", para raiva e susto dos latifundiários.&amp;nbsp; Assim, existiam muito mais elementos descontentes com o governo de Jango que alguns setores das Forças Armadas e a UDN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KYflagr2MuI/S7JxXA4MQ1I/AAAAAAAAB7k/KkVV746esmE/s1600/golpe+64.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_KYflagr2MuI/S7JxXA4MQ1I/AAAAAAAAB7k/KkVV746esmE/s320/golpe+64.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tanques vindos de Minas chegam no centro do Rio de Janeiro em 1964.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O golpe&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em março, Jango organiza um comício-monstro onde comparece em peso no centro do Rio de Janeiro todas as categorias de trabalhadores da cidade. Subiram no palanque Tancredo Neves, seu assessor, lideranças sindicais e o próprio presidente que faz um discurso eloquente sobre as forças reacionárias que pretendem derrubá-lo, mas que serão impedidas pelo povo. No final do mesmo mês uma crise na Marinha: marinheiros que desejavam fazer seu próprio sindicato tem voz de prisão decretada pelo Ministro da Marinha, mas se refugiam no Sindicato dos Metalúrgicos. Os homens mandados para os prenderem aderem á revolta, liderada pelo Cabo Anselmo. Jango manda seus representantes negociarem com os marinheiros. Eles saem e são presos, mas alguns minutos depois são soltos, sem que o Ministro da Marinha saiba disso,&amp;nbsp;e organizam uma passeata pelo centro da capital comemorando a sua liberdade. O caso foi visto como quebra da hierarquia, um dos pontos mais sagrados da instituição militar, o que fez com que muitos oficiais se unissem aos conspiradores de plantão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 31 de março, Jango faz um discurso no Automóvel Clube para os sargentos e marinheiros dizendo que não se tratou de quebra da hierarquia, mas de justiça e retorna á velha promessa de que as reformas de base serão feitas, com ou sem a ajuda do Congresso. É o bastante para os conspiradores organizarem a deposição do presidente. As tropas do general Mourão Filho partem do interior de Minas Gerais com o apoio do governador desse estado, Magalhães Pinto (udenista convicto) e chegam até o Rio de Janeiro ganhando adesões inesperadas das tropas enviadas para impedi-las de chegar á capital. Assim, em 1 de abril de 1964 Jango é deposto por um golpe cívil-militar, dando fim ao breve período democrático em que o Brasil entrou em 1945.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1696938206964824990?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1696938206964824990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-crises.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1696938206964824990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1696938206964824990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-crises.html' title='Período Populista: Crises'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rpdnLSulRmY/Rm2BMgONE_I/AAAAAAAAAAo/8LfA_gF8aAI/s72-c/foto+Aragar%C3%A7as+por+Campanella+Neto-vrs+Blog.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6833900529830883407</id><published>2011-10-20T21:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T22:22:04.240-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente'/><title type='text'>Velhas inovações</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://especiais.ig.com.br/zoom/wp-content/blogs.dir/7/files/libano-2/kadafi0006.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" rda="true" src="http://especiais.ig.com.br/zoom/wp-content/blogs.dir/7/files/libano-2/kadafi0006.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tony Blair, primeiro-ministro inglês, e Muamar Kaddafi em 2005.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada mais fúnebre e macabro que comemorar com alegria uma morte, seja de quem for.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse ano assistismos celebrações mórbidas duas vezes: primeiro, com a morte de Osama Bin Laden e, agora, com o assassinato de Muamar Kaddafi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois homens monstruosos, é verdade, que promoveram inúmeras mortes. Um através de atentados e o outro através da repressão dentro do seu país e de atentados fora dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me incomoda é a hipocrisia que envolve o fato: Kaddafi, após os anos 80, se tornou um cara super bem vindo em muitas reuniões internacionais. Há pouco, pesquisando fotos pela internet, achei ele sendo recebido por vários presidentes do "mundo livre" que tiveram inúmeros negócios com ele. Berlusconi, presidente italiano, fechou vários acordos milionários com o ditador líbio. Ou seja, Kaddafi foi conveniente enquanto puderam fazer negócios com ele. E quando explodiram as revoltas árabes a opinião pública passou a criticá-lo, mas não pelos seus 40 anos de ditadura, cheios de torturas, mortes e atentados terroristas, mas pela repressão aos rebeldes. Tudo muito conveniente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para socorrer os rebeldes, a OTAN vai em seu auxílio. Caridosamente, não importando, claro, com o petróleo líbio. Obama já disse que as tropas serão retiradas do país em breve. Eu já ouvi isso antes: na época em que tiraram Saddam Hussein do Iraque, mas quem disse isso foi o babaca do George Bush. Coincidência: no Iraque também existiam muitos poços de petróleo. Ah, e as tropas? Bem, elas começaram a sair ano passado, ou seja, quase dez anos depois da promessa.&amp;nbsp;Obama, que prometia ser o presidente inovador, não está inovando muito ao repetir as mesmas práticas dos presidentes anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6833900529830883407?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6833900529830883407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/nao-ha-nada-mais-funebre-e-macabro-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6833900529830883407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6833900529830883407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/nao-ha-nada-mais-funebre-e-macabro-que.html' title='Velhas inovações'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4213162702780730227</id><published>2011-10-19T20:33:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T00:35:21.744-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Período Populista ou Período Democrático (1945-1964)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Da série "esquemas para entender períodos históricos":&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UH9B_ihOXs0/TIbWV7jUFsI/AAAAAAAAAQI/b3rh-JPmgCk/s1600/cda_vargas(gov30-45)ebn_3_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" rda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_UH9B_ihOXs0/TIbWV7jUFsI/AAAAAAAAAQI/b3rh-JPmgCk/s320/cda_vargas(gov30-45)ebn_3_2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De 1945 a 1965, quatro partidos definiram os rumos da política brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram eles o Partido Trabalhista Brasileiro, o Partido Social Democrata, o Partido Comunista Brasileiro e a União Democrática Nacional. Primeiro vamos explicar como eles surgiram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O fim do Estado Novo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Getúlio Vargas, no poder desde 1930, é pressionado por uma pequena elite liberal (que alguns autores chamam de "classe média"), pela política internacional (EUA, do qual se tornou aliado na Segunda Guerra Mundial desconfiava das semelhanças entre ele e os governos fascistas) e pelo Exército (que se fortaleceu no Estado Novo, se auto-proclamando o defensor do constitucionalismo) e em 1945 ele declara que sairá do poder. Inicia o processo de redemocratização. A primeira medida é a anistia dos presos políticos - principalmente os comunistas. Curiosamente, Vargas se aproxima do comunismo para contar com mais um aliado. A segunda medida é a criação dos partidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora falaremos um pouco sobre esses partidos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;a)PTB:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trabalhismo era uma das práticas de Vargas criadas no Estado Novo. Era a valorização do trabalhador brasileiro (até então ninguém tinha feito isso), mas de um tipo específico de trabalhador: o urbano. Na realidade, era uma forma de ter um forte aliado. Mas havia também a preocupação de controlá-los. Através de suas medidas, Vargas impedia que os movimentos dos trabalhadores se tornasse mais radical. Ou seja, o trabalhismo era uma forma de controle.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas criou o PTB e esse foi um dos partidos mais populares do período. Os trabalhistas era maioria no governo, mesmo quando a oposição estava na presidência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos: Getúlio Vargas, Leonel Brizola e&amp;nbsp;Jango Goulart.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos do Amazonas: Plínio Ramos Coelho e Gilberto Mestrinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;b)PSD&lt;/strong&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vargas também criou o PSD. Era o partido para onde foram os interventores do Estado Novo. Não tinha exatamente uma ideologia única, que orientasse todos seus membros. Existia a ala mais radical, conhecida como "Ala Moça", e aqueles mais conservadores. O PSD era conhecido por ser "governista", apoiando quem quer que esteja na presidência. Era um partido que tinha uma certa unidade, já que os interventores já tinham criados laços em quase todos os estados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos: Juscelino Kubistchek, Ulysses Guimarães, Benedito Valadares, Adhemar de Barros&amp;nbsp;e Ernani Amaral Peixoto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos do Amazonas: Álvaro Maia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;c)PCB:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecido como "Partidão", o PCB foi fundado por um pequeno grupo de militantes comunistas em 1922 e passou a maior parte do tempo na ilegalidade. Seu maior líder foi Luís Carlos Prestes, que esteve na direção do partido em curtos períodos, mas mesmo assim tinha uma influência poderosa na organização. Nos anos 50, a proposta do partido era se aliar com a burguesia para fazer uma revolução que instaurasse uma democracia liberal no Brasil para aí sim fazerem sua própria revolução. Esse ideal era reflexo do pensamento soviético da época, que acreditava que todos os países deviam passar pelas mesmas etapas de revolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso se aproximaram do trabalhismo e de setores vindos do PSD.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos: Luís Carlos Prestes, Gregório Bezerra e Carlos Marighela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos do Amazonas: Aldo Moraes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;d)UDN:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O partido nasceu para abrigar todos os descontentes com a política ditatorial de Vargas no Estado Novo. É considerado como seu documento fundador o Manifesto dos Mineiros, um protesto escrito por jovens políticos mineiros pedindo a redemocratização. No entanto, estes descontentes eram diversos: comunistas, ex-tenentistas, oligarquias fora do poder, pequena burguesia, etc. A partir dos anos 50, o partido se radicalizou e adotou uma política mais conservadora: basicamente antigetulista e anticomunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos: Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Magalhães Pinto e Afonso Arinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Membros famosos do Amazonas: Josué Cláudio de Souza, Paulo Pinto Nery e Andrade Neto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Os-anos-JK%E2%80%94-uma-trajet%C3%B3ria-pol%C3%ADtica-Silvio-Tendler.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Os-anos-JK%E2%80%94-uma-trajet%C3%B3ria-pol%C3%ADtica-Silvio-Tendler.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram presidentes da República nesse período:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marechal Eurico Dutra (PSD), Getúlio Vargas (PTB), Café Filho (PSD), Juscelino Kubistchek (PSD), Jânio Quadros (UDN) e Jango Goulart (PTB).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram governadores do Amazonas nesse período:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leopoldo Neves (PTB), Álvaro Maia (PSD), Plínio Coelho (PTB), Gilberto Mestrinho (PTB), Plínio Coelho (PTB).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crises políticas: suicídio de Getúlio Vargas em 1954; tentativa de golpe da UDN e militares contra a posse de JK em 1955; renúncia de Jânio Quadros em 1961; posse de Jango Goulart, após a solução parlamentarista em 1963; golpe de 1964.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1965, os partidos políticos são dissolvidos pelo Ato Institucional N. 2, já nos tempos da ditadura militar. O AI-2 criou dois partidos, para "respeitar o regime democrático": o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), da oposição; e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FXCoQyAtnw/TLTYNweo0OI/AAAAAAAAAB8/-nkb9R0Jrhg/s1600/8F10F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FXCoQyAtnw/TLTYNweo0OI/AAAAAAAAAB8/-nkb9R0Jrhg/s1600/8F10F.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Golpismo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante enxergarmos que esse foi um período muito frágil já que o país tinha acabado de sair de uma ditadura e não estava acostumado com o regime democrático. Existia sempre no ar a imagem do golpe como solução extrema para os problemas. A cúpula da UDN, quando Vargas foi presidente, que para evitar um novo golpe do "Pai dos Pobres" as Forças Armadas teriam de ajudar o país fazendo um contragolpe. Na realidade, após o suicídio de Getúlio, temendo que o PTB&amp;nbsp;assumisse a presidência, eles ensaiam um golpe que foi impedido por um setor legalista do Exército. O episódio ficou conhecido como Novembrada. A justificativa do golpe voltou á pauta com a renúnica de Jânio Quadros, temendo que Goulart, afilhado político de Vargas, dê um golpe e coloque o país numa ditadura comunista. Muitos setores do PCB, na realidade, defendiam também a necessidade de um golpe, antes que a UDN e o Exército fizesse o seu, mas a direção do partido estava confiante de que atingiria seu objetivo com Goulart no poder. Em 1964, o golpe é desfechado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oZXPWimb4lU/TZP0ZMogbSI/AAAAAAAAHH8/C3zb65R8FfM/s1600/golpe+64+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-oZXPWimb4lU/TZP0ZMogbSI/AAAAAAAAHH8/C3zb65R8FfM/s320/golpe+64+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Forças Armadas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, um grande ator político do período foram os militares, principalmente do Exército. O Exército na República Velha passou a ter mais poder que no Império, mas mesmo assim ainda era utilizado como instrumento das oligarquias estaduais. Quando havia conflitos políticos muito sérios, os militares apareciam como solução-tampão. Na Era Vargas, o Exército se fortalece. A instituição é modernizada e passa a atuar mais na política brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A marca das Forças Armadas até 1950 é o seu nacionalismo. A partir da década de 1950 em diante, com a força do PTB e do PCB, o anticomunismo começa a ganhar alguns membros e, ao mesmo tempo, o trabalhismo e o comunismo também conquistam alguns oficiais, principalmente os de postos inferiores como os sargentos. Sargentos e marinheiros se manifestaram em 1963 e 1964 á favor de Goulart.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Principais nomes do período: Brigadeiro Eduardo Gomes (Aeronáutica), Marechal Eurico Gaspar Dutra (Exército), Marechal Henrique Teixeira Lott (Exército), General Osvino Alves (Exército), Almirante Cândido Aragão (Marinha), etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Principais nomes no Amazonas: General Siseno Sarmento, General Nélson de Melo e&amp;nbsp;General Moniz de Aragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;---------&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obs: Para enxergarmos além do mito de que todas as Forças Armadas eram reacionárias, vejamos um pouco da vida desses militares:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Eduardo Gomes e Dutra foram grandes aliados da UDN, um por ser antigetulista e outro por ser anticomunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Marechal Lott ficou conhecido como o militar legalista, já que impediu a tentativa de golpe em 1955, e apoiou JK durante todo o seu governo, se candidatando á presidência nos anos 60 pela coligação PTB-PSD.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-General Osvino Alves foi um dos defensores do governo de Goulart, assim como Aragão. O primeiro era nacionalista e legalista, enquanto o segundo era francamente comunista, conhecido até como o "Almirante Vermelho".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4213162702780730227?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4213162702780730227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-ou-periodo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4213162702780730227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4213162702780730227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/periodo-populista-ou-periodo.html' title='Período Populista ou Período Democrático (1945-1964)'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UH9B_ihOXs0/TIbWV7jUFsI/AAAAAAAAAQI/b3rh-JPmgCk/s72-c/cda_vargas(gov30-45)ebn_3_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-1960492026942661874</id><published>2011-10-19T19:04:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T19:04:37.177-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>A pena é mais forte que a espada...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.al.sp.gov.br/web/acervo2/prud_moraes/menu_geral/charges/Charges/angelo_agostini.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rda="true" src="http://www.al.sp.gov.br/web/acervo2/prud_moraes/menu_geral/charges/Charges/angelo_agostini.jpg" width="206" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Angelo Agostini era um ilustrador italiano que fez fama no Brasil da segunda metade do século XIX através das suas ácidas charges criticando personalidades públicas na imprensa paulista. Agostini conseguiu, com o tempo, produzir seu próprio periódico: a Revista Illustrada. Nem por isso deixou de ser menos cáustico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O alvo predileto de Agostini era o então imperador do Brasil, D. Pedro II. Acreditava que o imperador era responsável por um governo corrupto e atrasado, porque era conivente com as tramóias dos senadores e presidentes de província.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agostini atacou a figura imperial desenhando-lhe muitas vezes como um homem que vive dormindo, como se estivesse indiferente á tudo. Na charge á baixo, nos últimos anos do Império, Agostini desenha D. Pedro II dormindo por causa das notícias que lê no jornal. Elas são tão desinteressantes que o imperador cai no sono. Sendo que naquele momento os jornais do Rio de Janeiro estavam cheios de notícias sobre a situação da cidade e da política, ambas conturbadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Pedro_II_angelo_agostini.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rda="true" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/Pedro_II_angelo_agostini.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A legenda diz: "El Rey, nosso senhor e amo dorme o sonno da... indifferença!Os jornaes que diariamente trazem os desmandos dessa situação, parecem produsir em S.M. o effeito de um narcótico. Bemaventurado Senhor! Para vós o reino do Céo e para o vosso povo... o do inferno!"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um motorista que dorme ao volante é o símbolo da irresponsabilidade. É o que Agostini tenta nos passar através de seu desenho. E, na realidade, a imagem que D. Pedro II cultivava de um imperador sereno e de idade avançada meio que combinava com essa sua "sonolência".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A historiadora Maria Thereza Chaves de Melo diz que desenhos como esse de Agostini foram importantes para o fim do Império porque eles popularizaram a idéia de que a monarquia era um regime arcaico que deveria ser extirpado do país. Sua tese é de que se a República não teve a participação do povo, pelo menos contou com seu apoio. Em 1889 a imagem da monarquia estava totalmente desmoralizada e por isso não se viu grandes manifestações pedindo a volta do regime. As charges afiadas de Agostini, quem diria, ajudaram a derrubar um monarca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-1960492026942661874?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/1960492026942661874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pena-e-mais-forte-que-espada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1960492026942661874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/1960492026942661874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pena-e-mais-forte-que-espada.html' title='A pena é mais forte que a espada...'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4306646303061790355</id><published>2011-10-19T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T18:38:44.899-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Tem boi na linha II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/imagens/i138698.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" rda="true" src="http://www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura/imagens/i138698.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que no jogo que se tornou o transporte coletivo, o povo de Manaus teve uma pequena vitória. Aliás, uma não, duas. A primeira contra a prefeitura e a segunda contra o governo estadual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amazonino tinha anunciado o aumento da passagem de ônibus e o governo estadual estava cogitando a possibilidade de cobrar pedágio na ponte que está sendo construída sobre o Rio Negro, quebrando assim a promessa do governador Eduardo Braga, que iniciou as construções, que o atual governador, Omar Aziz, jurou honrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último sábado, dia 15, o governo teria declarado que não cobrará pedágio e nem cogitou tal hipótese, que tudo se tratou de boatos. Mas sabemos que a idéia já passou pela cabeça dos responsáveis pela obra. Tanto que demoraram a responder as perguntas sobre o pedágio (o boato teria surgido há quase duas semanas e meia atrás).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os protestos foram mais veementes contra Amazonino, por conta do aumento da passagem de ônibus. Em uma população que o ônibus é fundamental para o trabalho e para o lazer, apesar da quantidade de carros no mercado, a medida atingiu mais profundamente o manauara, afinal, a questão sobre a ponte é algo mais relativo ao futuro, enquanto o preço da tarifa de transporte coletivo é algo com consequências muito mais imediatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destaque para as manifestações organizadas por movimentos sociais ou por campanhas políticas que não receberam o apoio popular. A Juventude Socialista organizou uma vigília em frente do Sinetram que contou com um número considerável de pessoas, enquanto na passeata organizada contra a corrupção no dia 12 tivemos a participação de 30 pessoas. A insastifação foi geral, mas não se manifestou através dos movimentos sociais. Em todos os locais ouvia-se reclamações sobre a medida. Foram atos desarticulados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pressão, mesmo que desarticulada, conseguiu algo: a volta aos preços anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diz o velho ditado, é bom nunca cantar vitória antes do jogo terminar. É bem possível que o preço das passagens venham a ser aumentados gradativamente, depois de todo esse bafafá. Ou que, com o pretexto de que a ponte necessita de manutenção regular e o governo não pode provè-la no momento, o Estado instale cabines de pedágio na ponte. Por isso, seria bom organizar melhor as poucas manifestações sociais que temos e&amp;nbsp;procurar conscientizar o povo para estarmos melhor preparados para a "porrada" que vem por aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4306646303061790355?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4306646303061790355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/tem-boi-na-linha-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4306646303061790355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4306646303061790355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/tem-boi-na-linha-ii.html' title='Tem boi na linha II'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-4805749162809387715</id><published>2011-10-19T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T18:11:06.620-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manaus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidade'/><title type='text'>Tem boi na linha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_AkQ8vmM3g8/TVs7GpsG5bI/AAAAAAAAKbA/G0ck_HqSdSQ/s1600/onibususcata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_AkQ8vmM3g8/TVs7GpsG5bI/AAAAAAAAKbA/G0ck_HqSdSQ/s1600/onibususcata.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, transporte público virou sinônimo de martírio ou tortura. Em Manaus a situação não é muito diferente. Se a população fosse perguntada sobre quais os maiores problemas que Manaus têm, com certeza o transporte figuraria na lista. E não é para menos. Poucos ônibus e os que estão em circulação precisam de manutenção. Isso sem falar dos terminais e paradas, caindo aos pedaços. O trânsito caótico também não ajuda nenhum um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis que o prefeito de Manaus anuncia como uma das soluções para esse problema uma nova frota de ônibus. A frota chegou. Foi apresentada no dia 8, sábado passado. Os ônibus ocuparam de uma ponta a outra da Avenida das Torres. E começaram a entrar em circulação no começo da semana. O que surpreendeu a população, contudo, não foi a quantidade de ônibus, mas o preço que se cobraria para circular neles. Amazonino anunciou que aumentaria as tarifas de 2,25 para 2,75 e, para os ônibus executivos, de 3,00 para 5,50.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro está que o nosso prefeito está tentando acabar com o transporte alternativo: o aumento das tarifas foi um soco bem no meio do estômago dessas empresas. Ora, elas cresceram em cima da deficiência do transporte público. Por aí percebemos o que a urbanista Raquel Rolnik sempre afirma: o espaço urbano é regido por regras, principalmente economicas. O lobby das empresas de transporte coletivo e a prefeitura demonstra isso muito bem. O espaço urbano vira palco de tensões. Tensão entre o transporte público e o alternativo. Entre o povo e a prefeitura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-4805749162809387715?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/4805749162809387715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/tem-boi-na-linha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4805749162809387715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/4805749162809387715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/tem-boi-na-linha.html' title='Tem boi na linha'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_AkQ8vmM3g8/TVs7GpsG5bI/AAAAAAAAKbA/G0ck_HqSdSQ/s72-c/onibususcata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2495063545344759892</id><published>2011-10-18T14:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T14:49:23.840-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Eterno presente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://serurbano.files.wordpress.com/2010/04/nada-de-tempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://serurbano.files.wordpress.com/2010/04/nada-de-tempo.jpg" width="285" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem conversava na faculdade com minha amiga Maria Lucirlei Barbosa sobre a consciência histórica, entendendo com isso aquele senso de que tudo ao nosso redor tem uma história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cirlei dizia que cresceu numa cidade relativamente recente, Vilhena, de um estado também recente, Rondônia, e por isso nunca pensou como essa cidade foi construída, pois presenciou a maior parte desse processo. Como tudo era recente, não havia o que falar sobre o passado. Por isso quando veio para Manaus ficou um pouco chocada com tantos monumentos antigos convivendo com a modernidade. A faculdade ajudou a entender isso e do estranhamento inicial veio a compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lIAHiWXNjRc/SeEciGK3cvI/AAAAAAAAFSo/mFeG4QS_vS8/s400/VILHENA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_lIAHiWXNjRc/SeEciGK3cvI/AAAAAAAAFSo/mFeG4QS_vS8/s320/VILHENA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vilhena hoje.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu partilho uma experiência semelhante: cresci em um bairro do Rio de Janeiro chamado Sepetiba que não é tão recente assim (já existia desde os tempos do Império), mas que só sofreu grandes transformações a partir das últimas décadas do século passado. Para mim, Sepetiba sempre existiu e não pensava que ela poderia ter uma história. Não havia muitas referências ao passado da cidade, a não ser nos nomes das ruas, por isso nunca me perguntei o que tinha vindo antes do momento em que vivi ali. Sabia que no Rio de Janeiro tinha acontecido mil e um fatos, mas não&amp;nbsp;pensei que Sepetiba estava envolvida neles.&amp;nbsp;O que me despertou esse senso de que o bairro podia ter uma história foi minha passagem por Taubaté, onde a história se faz muito presente nos casarões dos barões do café que ainda estão de pé e até nos armazéns da antiga indústria têxtil local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://user.img.todaoferta.uol.com.br/T/2/4R/XAOU4Q/bigPhoto_0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://user.img.todaoferta.uol.com.br/T/2/4R/XAOU4Q/bigPhoto_0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Sepetiba hoje.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado essa nossa visão de que as coisas parecem terem sempre existido, que nosso bairro e nossos familiares são tão naturais como o vento ou a água que não paramos para nos perguntar como eles se formaram, como chegaram até aqui, o presente. O historiador José Honório Rodrigues chamava essa visão de "eterno presente" e dizia que ela era uma das formas de alienação do homem comum mais poderosas, porque quase não se percebe quando ela começa. A História tem como função justamente acabar com essa alienação, fazer enxergar para além do imediato para compreender o mundo ao redor e saber o que fazer para melhorá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2495063545344759892?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2495063545344759892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/eterno-presente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2495063545344759892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2495063545344759892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/eterno-presente.html' title='Eterno presente'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lIAHiWXNjRc/SeEciGK3cvI/AAAAAAAAFSo/mFeG4QS_vS8/s72-c/VILHENA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-2830299981759669114</id><published>2011-10-14T15:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T15:52:13.654-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historiografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pensando e repensando Javé II</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.telacritica.org/narradores-de-jave02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://www.telacritica.org/narradores-de-jave02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por abordar a questão da narrativa, como vimos no post anterior, Narradores de Javé pode levantar discussões interessantes á todo tipo de gênero que utilize esse recurso. Desde o conto popular até o cinema, da memória á história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo causo tem um início, um meio e um fim, mas a forma como ele é contado nunca é mesma, pois o narrador nunca é o mesmo. No filme, vemos o caso da história da fundação de Javé. Toda narrativa sobre a fundação começa do mesmo ponto: uma pequena expedição parte em busca de uma terra para viver e acaba encontrando o vale do Javé. O que muda é quem chefiou essa expedição (se Indalécio, Indaléo ou Maria Dina), como ele achou essa terra (se numa batalha, se numa profecia, etc.) e por aí vai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estilo de contar uma história ajuda a transformar as narrativas em algo muito plural, mas a origem da história também. Pode ser que Vicentino, por exemplo, conte a história da fundação de Javé a partir do que lhe foi contado por seus pais, sempre reiterando o seu vínculo familiar com o nobre e valente fundador da cidade, e este acrescente alguns detalhes a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cangaceiros_lampi%C3%A3o_3_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" oda="true" src="http://www.nosrevista.com.br/wp-content/uploads/2010/01/cangaceiros_lampi%C3%A3o_3_.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou dar aqui outro exemplo: meu avô gostava de contar uma das tantas histórias que tinha ouvido sobre Lampião na qual o cangaceiro teria chegado numa cidade do interior do nordeste á procura de um lugar para comer e encontrou a pensão de uma senhora que, ávida para receber a recompensa pela sua cabeça, decidiu envenenar a sopa do rei do cangaço. Lampião, sagaz, sempre comia com uma colher de prata. Assim que colocou a colher na sopa, ela mudou de cor. O cangaceiro sabendo que a sopa estava envenenada teria pedido para a velha tomar um gole, por parecer muita cansada. A senhora teria tomado, literalmente, do próprio veneno e morreu ali mesmo. Fiquei sabendo de outra versão onde&amp;nbsp;o cangaceiro, pintado como homem esperto, mas cruel e desumano, teria fuzilado a senhora assim que viu a cor da colher, que teria tentando matá-lo porque este teria matado seu filho quando entrou na cidade atirando para todos os lados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma narrativa: o causo tem o começo, meio e fim. Em todos alguém tenta envenenar Lampião e acaba morto, só que em um o caráter do cangaceiro é mais nobre e noutro mais desumano. Isso reflete a própria ambiguidade de como Lampião é visto pela história e pela opinião pública: ora herói, ora vilão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo, a narrativa popular é tão diversa porque está condicionada pela sua origem social e pela subjetividade do seu narrador. A mesma coisa vale para o historiador ou para o cineasta. A personalidade influi na narrativa cinematográfica, isso todos sabemos - tanto que sobre esse respeito existe até uma certa teoria dos autores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.mondo-video.com/wp-content/uploads/2011/02/once-upon-a-time-in-the-west1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" oda="true" src="http://www.mondo-video.com/wp-content/uploads/2011/02/once-upon-a-time-in-the-west1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa teoria, criada por críticos franceses, alega que mesmo o cineasta sendo limitado pelos poucos recurso e pelas restrições dos estúdios e produtores, em tudo que faz deixa uma marca da sua personalidade. Mesmo fazendo um filme comercial, o cineasta deixa escapar ali e acolá sua originalidade. Sabemos pelos ângulos da câmara, o foco em determinados personagens e a trilha sonora, por exemplo, quando vemos um filme de Sérgio Leone, o reinventor do faroeste. As imagens panorâmicas, os closes sobre os rostos e olhos sujos dos caubóis e a música grandiosa do maestro Ennio Morricone denunciaria fácil o autor do filme. Leone era um grande apreciador de ópera e muitos dizem que ele levou esse estilo para os faroestes. Seus filmes iniciam de forma minimalista para se tornarem, ao longo do enredo, algo épico. Ora, é um estilo de narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E na história? A escolha do tema que o historiador se propôe investigar é algo íntimo: ele procura respostas para perguntas, no presente, que lhe angustiem. É preciso afinidade com um tema para se debruçar sobre ele. As inquietações são pessoais, portanto, e a forma como elas são tratadas na hora de expor os resultados da pesquisa também o são. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/21472083_4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img3/21472083_4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O historiador suíço Jacob Buckhardt, por exemplo, elegeu como seu tema o Renascimento italiano e apresenta sua pesquisa como se fosse um mestre de cerimônias, abordando a partir de suas obras de arte preferidas determinados períodos e personagens do período. Segundo o historiador alemão Peter Gay que analisou o estilo de Buckhardt, isso demonstra muito da sua personalidade: Buckhardt era um homem conservador que se incomodava com os avanços do mundo moderno (viveu no século XIX) e que teria escolhido o Renascimento como tema, pois este período lhe parecia muito exótico e talvez pudesse explicar como a Humanidade teria chegado á esses novos e caóticos tempos.Buckhardt enxergava o Renascimento como uma época de excessos, algo do qual não gostava tanto. Ainda assim escolheu esse período para investigar por causa do exotismo e da excentricidade que parecia exalar. O modo como aborda o período, como um mestre-de-cerimônias, demonstra a sua austeridade, sua formalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos a narrativa mutante do causo, a narrativa épica de Leone e a narrativa formal de Buckhardt nesse texto. Todas demonstram a diversidade desses recursos, diversidade essa que depende dos meios de se contar uma história e da personalidade de quem conta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-2830299981759669114?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/2830299981759669114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pensando-e-repensando-jave-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2830299981759669114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/2830299981759669114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/pensando-e-repensando-jave-ii.html' title='Pensando e repensando Javé II'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-7988280535145720051</id><published>2011-10-12T14:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T14:13:08.566-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historiografia'/><title type='text'>Chumbo grosso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2010/07/Capa_JB.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="293" oda="true" src="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2010/07/Capa_JB.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em dezembro de 1968 é outorgado o Ato Institucional N. 5, conhecido como o começo dos anos de chumbo, o período em que a ditadura militar se tornou mais rígida. Muitos acreditam que o motivo para o famigerado AI-5 tenha sido o discurso do deputado Márcio Moreira Alves em setembro. Nesse discurso o deputado criticava os militares no poder pela conivência com as torturas executadas nas prisões e pedia que as mulheres dos soldados fizessem uma "greve" contra seus maridos e que todos boicotassem o Sete de Setembro. Altamente indignado com as afirmações do deputado, o presidente pedira a cassação de Márcio, porém ela fora negada pela Câmara dos Deputados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blogdomarson.zip.net/images/40anosAI5.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://blogdomarson.zip.net/images/40anosAI5.JPG" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Marechal Arthur da Costa e Silva imita Poncios Pilatos: lava as mãos diante do AI-5. Charge de Baptistão.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O historiador Carlos Fico critica esta visão e propôe uma nova forma de encarar o AI-5. Sim, o AI-5 aumenta o aparato repressivo, aprofunda a ditadura militar, mas sua origem não pode ser encontrada no discurso de Márcio, mas em pontos anteriores á esse. É consenso que o golpe de 1964 não foi feito por todos os militares e eles não tinham uma ideologia única e coerente os guiando. Era o anticomunismo e a insatisfação com o governo Goulart que os movia. Tanto que após concretizado o golpe, o governo levou muito tempo para se organizar, se consolidar. Muitos grupos disputavam a direção de regime, dentre eles o que ficou conhecido como "linha dura", constituído de militares guiados por uma utopia autoritária. Segundo Carlos Fico, utopia autoritária era a idéia de que o Brasil só se desenvolveria e se protegeria do comunismo se um governo autoritário fosse criado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.atarde.com.br/arquivos/2008/12/66565.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" oda="true" src="http://www.atarde.com.br/arquivos/2008/12/66565.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história da ditadura militar pode ser encarada como a ascensão, consolidação e decadência da linha-dura. É apenas uma chave de compreensão, não quer dizer que seja a realidade em si. O fracasso do governo Castelo Branco, que se considera líder de um grupo mais moderado, em deter a ascensão da linha dura vem em 1967 com a indicação de Costa e Silva, um dos porta-vozes do grupo. O AI-5 pode ser visto, segundo essa chave de compreensão, como o cume desse processo da linha dura de tentar efetivar sua utopia autoritária.&amp;nbsp; Fico diz que a linha dura deixa de ser um simples grupo de pressão para se tornar, a partir do governo Costa e Silva, uma comunidade de informações e de segurança. O que significa isso? O grupo chega ao poder e passa a repousar em&amp;nbsp;certas instituições estratégicas, instituições que investigam, censuram e reprimem. Instituições como o Serviço Nacional de Informações (SNI), a política política (que podia se ramificar no poderoso DOI-CODI ou nos serviços de inteligência das Forças Armadas, como o CIE, do Exército, ou o Cenimar, da Marinha) e os departamentos de censura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vk2SVqTyTac/THxbkR2ArVI/AAAAAAAAAN0/juYpBtLHXaI/s400/Castello+Branco+-+BRESCOLA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="226" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vk2SVqTyTac/THxbkR2ArVI/AAAAAAAAAN0/juYpBtLHXaI/s320/Castello+Branco+-+BRESCOLA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Marechal Costa e Silva, general Médici, general Geisel&amp;nbsp;e marechal Castelo Branco (de terno).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O começo do fim vem com a gradativa perda de apoio que o governo adquire por suas ações repressivas. O apoio de parte do empresariado, da Igreja Católica e do próprio povo vai se perdendo com as ações, com o consentimento ou não do governo, como os atentados do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) ou da Operação Bandeirantes (OBAN). Além disso, a imagem do Brasil no exterior não é das melhores, por conta das denúncias de tortura nunca investigadas. As organizações de Direitos Humanos iniciam uma campanha rigorosa contra o Brasil. Não bastasse isso, os primeiros efeitos do "milagre brasileiro" encetado pelo governo Médici começam a ser sentido ainda na década de 1970. Em 1974, para piorar, temos a crise do petróleo. A linha dura estava desmoralizada e "encurralada", para usar a expressão do jornalista Elio Gaspari. Daí Ernesto Geisel decretar&amp;nbsp; início de uma abertura "lentra e gradual". Uma das séries de medidas do Pacote de Abril é justamente a revogação do AI-5.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,43751221,00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,43751221,00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Carlos Fico&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ascensão e ocaso da linha dura. É uma hipótese interessante afinal. Traz uma nova luz sobre um momento tão rico de nossa história sobre o qual não é muito refletido do ponto de vista historiográfico. Os historiadores, vejam só, são novatos na discussão sobre a ditadura militar. Grande parte da produção sobre o assunto, nos mostra Carlos Fico, vem de cientistas políticos e de memorialistas. O período fica entre o discurso panfletário da direita ou da esquerda e as análises políticas da academia, a maioria internacional (os chamados brasilianistas). Os historiadores chegaram á pouco tempo na discussão, questionando o caráter estrutural (se o papel maior se deve á economia ou á política)&amp;nbsp;ou não do golpe, as práticas culturais ou não das instituições do regime, dentre outros aspectos. O tema está longe de ser esgotado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-7988280535145720051?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/7988280535145720051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/chumbo-grosso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7988280535145720051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/7988280535145720051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/chumbo-grosso.html' title='Chumbo grosso'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vk2SVqTyTac/THxbkR2ArVI/AAAAAAAAAN0/juYpBtLHXaI/s72-c/Castello+Branco+-+BRESCOLA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-6395664436932388323</id><published>2011-10-12T11:52:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T11:52:02.768-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Entender o hoje</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.presseurop.eu/files/images/article/egypt-1989.jpg?1297346451" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" oda="true" src="http://www.presseurop.eu/files/images/article/egypt-1989.jpg?1297346451" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos pesquisadores e professores, ao refletir sobre o ensino de História, destacam a função do professor de História em conscientizar seus alunos sobre o conhecimento histórico e o mundo em que vivem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num mundo onde somos inundados por informações a todo momento, não há nada que dê sentido á essa avalanche de dados. Hoje sabemos que as ditaduras árabes estão caindo, mas não sabemos o que isso significa. A História conecta estes acontecimentos com processos maiores e mais antigos. A pilha de informações ganha sentido. E passamos a ver que o imperialismo europeu no Oriente Médio, no começo do século XX, tem algo a ver com esse movimento de contestação ás velhas ditaduras criadas na região para impedir o avanço do fundamentalismo ou para assegurar o petróleo ás potências estrangeiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, aquilo que o aluno pensa ter sempre existido também é relativizado com a História. Muitos acreditam, por exemplo, que a escola tenha sempre existido. Qual o nosso espanto quando descobrimos que a escola como hoje a conhecemos é uma instituição recente, criada na Idade Moderna no contexto de formação dos Estados nacionais e dos conflitos religiosos entre católicos e protestantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seja como for, o professor de Hístória deve dialogar com o universo do aluno. Deve fazê-lo entender o que significam os processos que ele vê na TV ou na sua própria cidade. Por isso, o professor de História deve se manter atualizado, para captar as carências do presente, como fala Jörn Rusen. Ele tem de construir suas aulas a partir desse interesse em entender o presente, uma interesse que o levará a entender o passado, já que, como sabemos, ambos estão mais do que inter-relacionados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7121339193972063666-6395664436932388323?l=caminhos-historia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/feeds/6395664436932388323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/entender-o-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6395664436932388323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7121339193972063666/posts/default/6395664436932388323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminhos-historia.blogspot.com/2011/10/entender-o-hoje.html' title='Entender o hoje'/><author><name>Vinicius A. Amaral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06023288375032973421</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_teTgZ_X42Fo/TUNADFn9fLI/AAAAAAAAAK4/Obk2tl8-N_c/s220/Obi%2BVand%2BKenobi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7121339193972063666.post-374435556351783976</id><published>2011-10-12T11:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T11:07:38.900-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historiografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Pensando e repensando Javé I</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-hqZJSGZxNxs/TbgLpFM4adI/AAAAAAAAADA/9TRnEBzz2IY/s1600/narradores001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-hqZJSGZxNxs/TbgLpFM4adI/AAAAAAAAADA/9TRnEBzz2IY/s1600/narradores001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme &lt;em&gt;Narradores de Javé&lt;/em&gt; (2003) de Eliana Caffé é um terreno fértil para discussões, principalmente para o professor de História. Falaremos nesse blog sobre algumas delas, não se preocupem, mas uma por vez. Hoje, por exemplo, falaremos da questão da narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme todo é a narrativa de um dos líderes de uma comunidade no interior da Bahia preocupado em salvar sua cidade das águas que a inundarão caso a represa prometida pelo governo seja construída. Esse homem, Zaqueu (Nelson Xavier), encontra uma solução: tombar a cidade como patrimônio histórico e cultural. Para isso precisa provar á todos que Javé, a tal cidade, é uma cidade com uma história muito importante. A única pessoa capaz de escrever tal história, contudo, é um homem odiado por todos: Antônio Biá (José Dumont).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Biá era um funcionário do Correio que para não perder o emprego passou a escrever uma série de cartas falando sobre todos moradores da cidade, sendo expulso há alguns anos por conta disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpado e indicado para o serviço, Biá começa a coletar 
